Impacto dos achados da ressonância magnética pélvica na indicação da embolização das artérias uterinas no tratamento do mioma

In: reponame:Repositório Institucional da UFPE · 2016 · W2902216887
dissertation OA: closed CC0
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Pelvic MRI findings changed the indication for uterine artery embolization in approximately 20% of uterine fibroid cases and demonstrated superior adenomyosis diagnosis compared to ultrasound.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

Abstract

Referencial: O mioma uterino é o tumor benigno mais frequente do trato genital feminino. Entretanto, quando sintomático, pode comprometer as atividades diárias e a qualidade de vida de mulheres. O tratamento definitivo é a histerectomia, mas a necessidade de preservação do útero, especialmente nas que desejam gestar, estimulou o desenvolvimento de técnicas mais conservadoras como a miomectomia,a terapia medicamentosa e a embolização das artérias uterinas (EAU). O exame de escolha para diagnóstico e acompanhamento do mioma é o ultrassom (USG). Entretanto, o aumento na diversidade de tratamento do mioma uterino levou a uma maior exigência nas informações fornecidas pelo exame de imagem. A ressonância magnética (RM) por sua grande capacidade de diferenciação tecidual, reprodutibilidade e pela ausência de limitação em casos de úteros volumosos, vem sendo cada vez mais utilizada, especialmente nos casos indicados para embolização. Os objetivos deste estudo de dissertação foram analisar o impacto dos achados da RM na indicação da EAU no tratamento do mioma e no diagnóstico de adenomiose, que apresenta sintomas semelhantes aos dos miomas e pode influenciar no resultado final do tratamento através da EAU. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente 263 prontuários de mulheres com mioma encaminhadas para EAU em serviço de radiologia intervencionista de referência na cidade do Recife. Todas as pacientes tinham USG prévio e realizaram RM antes de indicar este tratamento. A indicação e a contraindicação de EAU, bem como o diagnóstico de adenomiose, foram analisados antes e após a realização da RM pélvica. Resultados: Verificou-se que em 51 (19,4%) das 263 mulheres indicadas inicialmente para EAU, a conduta foi modificada após a RM. Houve uma concordância quanto à indicação de EAU com Kappa de 0.41, mas os achados da RM mostraram detalhes mais significantes para definição da melhor estratégia terapêutica (p=0,015). Adenomiose foi diagnosticada em 45 (17,1%) das 263 mulheres pela RM. O diagnóstico foi discordante entre USG e RM, em sete mulheres com adenomiose ao USG em que não houve confirmação na RM e em 38 mulheres não houve diagnóstico no USG. O USG teve sensibilidade baixa (11,63%) e especificidade de 96,82%. Conclusão: Os achados da RM mudaram a indicação do tratamento de EAU em cerca de 20% dos casos. Além do mais a RM mostrou superioridade no diagnóstico de adenomiose em relação ao USG. Desta forma, este exame mostrou ser fundamental na decisão de EAU em mulheres com mioma.

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