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by claude@2026-06, 2026-06-10
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Este estudo avaliou, em uma pesquisa observacional, a imunoexpressão das claudinas 3 e 4 (CLND-3/CLDN-4) em amostras de endometriose pélvica profunda obtidas por videolaparoscopia. Foram analisadas 48 amostras de 36 pacientes, com imuno-histoquímica e classificação da expressão como presente/ausente e por intensidade (fraca a forte), correlacionando-a com dados clínicos, bioquímicos e cirúrgicos; a positividade foi observada em 60% para CLDN-3 e 80% para CLDN-4, com expressão mais alta no sítio intestinal. A intensidade predominante foi fraca na maioria dos sítios, e as expressões não se associaram a uso de hormônio pré-operatório, IMC, vitamina D ou CA125 séricos, embora a CLDN-3 tenha mostrado mais positividade nos estádios mais avançados/gravidade. Como limitação explícita do desenho, o estudo é observacional e baseado em um conjunto de amostras cirúrgicas (48/36), limitando inferências causais; este trabalho é central sobre endometriose — especificamente sobre a expressão de claudina 3 e claudina 4 na endometriose pélvica profunda.
Abstract
INTRODUÇÃO: a endometriose profunda (EP) é uma forma invasiva da endometriose. As claudinas são as principais proteínas das junções entre células epiteliais cuja alteração pode estar relacionada à invasão tissular. As claudinas 3 (CLND-3) e 4 (CLDN-4 ) foram estudadas na hiperplasia e câncer endometrial com evidências interessantes para serem pesquisadas também na endometriose. OBJETIVO: avaliar a imunoexpressão das CLND-3 e CLDN-4 na EP e correlacionar com dados clínicos, bioquímicos e cirúrgicos. MÉTODO: pesquisa observacional no Laboratório de Biologia Molecular do Setor de Anatomia Patológica e Medicina Legal da FM da UFMG. Foi realizado exame imuno-histoquímica (IHQ) em 48 amostras obtidas em videolaparoscopias de 36 pacientes em tratamento de endometriose no Biocor Instituto, sendo 35 (73%) amostras de EP. A expressão na IHQ foi considerada presente (+) ou ausente (-) e a intensidade foi classificada em três categorias: fraca (+), moderada (++) e forte (+++ e ++++). O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (CAAE 41327014.5.0000.5149). Os dados foram submetidos à análise estatística, foram usados o teste Z de proporção e o qui-quadrado de Pearson exato, sendo considerado significativo o p< 0,05. RESULTADOS: verificou-se positividade de expressão da CLDN-3 em 60% das amostras de EP e da CLDN-4 em 80% delas. A expressão foi maior no sítio intestinal (CLDN-3: p 0,016; CLDN-4: p 0,000). Na maioria dos sítios predominou uma expressão de intensidade fraca, tanto da CLDN-3 (75,4%) quanto da CLDN-4 (73,8%). As expressões de CLDN-3 e CLDN-4 não se associaram ao uso de hormônio no pré-operatório, índice de massa corporal (IMC), vitamina D e antígeno de câncer 125 (CA125) séricos. A CLDN-3 mostrou mais positividade no estádio mais avançado da endometriose (grave). CONCLUSÃO: foi evidenciado que as CLDN-3 e CLDN-4 estavam presentes na endometriose profunda. A expressão foi fraca, não foi influenciada por fatores clínicos ou laboratoriais, mas foi relacionada à extensão da doença. Provavelmente as claudinas estão relacionadas a potencial de invasão e crescimento da endometriose pélvica. Palavras-chave: Endometriose. Endometriose profunda. Claudina 3. Claudina 4.
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Expressão da Claudina 3 e da Claudina 4 na Endometriose Pélvica Profunda
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
INTRODUÇÃO: a endometriose profunda (EP) é uma forma invasiva da endometriose. As claudinas são as principais proteínas das junções entre células epiteliais cuja alteração pode estar relacionada à invasão tissular. As claudinas 3 (CLND-3) e 4 (CLDN-4 ) foram estudadas na hiperplasia e câncer endometrial com evidências interessantes para serem pesquisadas também na endometriose. OBJETIVO: avaliar a imunoexpressão das CLND-3 e CLDN-4 na EP e correlacionar com dados clínicos, bioquímicos e cirúrgicos. MÉTODO: pesquisa observacional no Laboratório de Biologia Molecular do Setor de Anatomia Patológica e Medicina Legal da FM da UFMG. Foi realizado exame imuno-histoquímica (IHQ) em 48 amostras obtidas em videolaparoscopias de 36 pacientes em tratamento de endometriose no Biocor Instituto, sendo 35 (73%) amostras de EP. A expressão na IHQ foi considerada presente (+) ou ausente (-) e a intensidade foi classificada em três categorias: fraca (+), moderada (++) e forte (+++ e ++++). O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (CAAE 41327014.5.0000.5149). Os dados foram submetidos à análise estatística, foram usados o teste Z de proporção e o qui-quadrado de Pearson exato, sendo considerado significativo o p< 0,05. RESULTADOS: verificou-se positividade de expressão da CLDN-3 em 60% das amostras de EP e da CLDN-4 em 80% delas. A expressão foi maior no sítio intestinal (CLDN-3: p 0,016; CLDN-4: p 0,000). Na maioria dos sítios predominou uma expressão de intensidade fraca, tanto da CLDN-3 (75,4%) quanto da CLDN-4 (73,8%). As expressões de CLDN-3 e CLDN-4 não se associaram ao uso de hormônio no pré-operatório, índice de massa corporal (IMC), vitamina D e antígeno de câncer 125 (CA125) séricos. A CLDN-3 mostrou mais positividade no estádio mais avançado da endometriose (grave). CONCLUSÃO: foi evidenciado que as CLDN-3 e CLDN-4 estavam presentes na endometriose profunda. A expressão foi fraca, não foi influenciada por fatores clínicos ou laboratoriais, mas foi relacionada à extensão da doença. Provavelmente as claudinas estão relacionadas a potencial de invasão e crescimento da endometriose pélvica.
Palavras-chave: Endometriose. Endometriose profunda. Claudina 3. Claudina 4.
Abstract
Assunto
Endometriose, Claudina-3, Claudina-4
Palavras-chave
Endometriose, Claudina 3, Claudina 4, Proteínas
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