Fístula enterouterina como complicação de câncer de endométrio avançado

In: Congresso Médico Acadêmico UniFOA · 2023 · vol. 5 · doi:10.47385/cmedunifoa.370.5.2018 · W4402153747
article OA: hybrid CC0
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This case report describes a patient with advanced endometrial cancer who developed severe sepsis due to a pelvic abscess, leading to an urgent surgical intervention. The procedure revealed a pathological enterouterine fistula involving the rectum, uterus, and bladder, which required the removal of the affected segments. Pathological analysis confirmed that the fistula was a complication of endometrial carcinoma, a rare occurrence given the typical thickness of the myometrium. The authors highlight the diagnostic difficulty in emergency settings and emphasize the need for clinical suspicion regarding this differential diagnosis. This paper is centrally about endometriosis — specifically, it details a rare complication (enterouterine fistula) arising from advanced endometrial cancer.

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Abstract

O câncer (CA) de endométrio é a sexta neoplasia mais comum ao redor do mundo, sendo o câncer ginecológico mais usual em países desenvolvidos. No Brasil, estima-se uma incidência de 6 a 13,3 casos novos/100.000 mulheres/ano. O sintoma mais comum é o sangramento vaginal pós-climatério. Seu diagnóstico precoce propicia um prognóstico favorável e taxas elevadas de sobrevida global (80% a 85%) no período de cinco anos. Alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença incluem obesidade, nuliparidade e reposição hormonal. Dentre as complicações da patologia está a evolução da doença, destacando o acometimento transmural. Objetiva-se por meio deste estudo relatar a experiência vivenciada em um hospital privado, acerca de paciente com quadro séptico grave, secundário a abscesso pélvico. Foi indicado procedimento operatório urgente que identificou solução de continuidade patológica entre as vísceras pélvicas (reto, útero e bexiga), feita remoção dos segmentos acometidos, com posterior identificação anatomopatológica de CA de endométrio complicado. Diante do relato vivenciado exposto acima, foi levantada a literatura acerca do tema a fim de ampliar o entendimento no que diz respeito à complicação apresentada pela paciente. A partir da bibliografia, constatou-se então que os carcinomas endometriais são, na maioria, adenocarcinomas e estes são classificados como de tipo endometrioide e não endometrioide, sendo o primeiro o mais comum (57 a 80% dos casos). Assim, o prognóstico é pior para tumores de alto grau, disseminação mais extensa e para pacientes idosas. Outra complicação que pode ser encontrada é a fístula entérica. Uma fístula é caracterizada pelo trajeto anormal entre órgãos e estruturas adjacentes; são descritas mais comumente em doenças inflamatórias intestinais, sendo extremamente raras nos casos de CA de endométrio devido à espessura miometrial. Esse quadro clínico de fístula assemelha-se com o de doença diverticular complicada, entretanto, esta é definida como doença associada a um abcesso ou a uma perfuração e, menos comumente, a uma fístula. Quando há formação destas, as mais comuns são fístulas cutâneas, vaginais ou vesicais. Entendemos que tal identificação durante um procedimento emergencial pode ser difícil e, muito provavelmente, o diagnóstico virá por meio do estudo do espécime. Não obstante faz-se mister o índice de suspeição do profissional assistente com relação a este diagnóstico diferencial, ao reconhecer os fatores de risco e dar seguimento ao tratamento adjuvante necessário.
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Fístula enterouterina como complicação de câncer de endométrio avançado um relato de experiência DOI: https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.370.2018Palavras-chave: Câncer, Endométrio, FístulaResumo O câncer (CA) de endométrio é a sexta neoplasia mais comum ao redor do mundo, sendo o câncer ginecológico mais usual em países desenvolvidos. No Brasil, estima-se uma incidência de 6 a 13,3 casos novos/100.000 mulheres/ano. O sintoma mais comum é o sangramento vaginal pós-climatério. Seu diagnóstico precoce propicia um prognóstico favorável e taxas elevadas de sobrevida global (80% a 85%) no período de cinco anos. Alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença incluem obesidade, nuliparidade e reposição hormonal. Dentre as complicações da patologia está a evolução da doença, destacando o acometimento transmural. Objetiva-se por meio deste estudo relatar a experiência vivenciada em um hospital privado, acerca de paciente com quadro séptico grave, secundário a abscesso pélvico. Foi indicado procedimento operatório urgente que identificou solução de continuidade patológica entre as vísceras pélvicas (reto, útero e bexiga), feita remoção dos segmentos acometidos, com posterior identificação anatomopatológica de CA de endométrio complicado. Diante do relato vivenciado exposto acima, foi levantada a literatura acerca do tema a fim de ampliar o entendimento no que diz respeito à complicação apresentada pela paciente. A partir da bibliografia, constatou-se então que os carcinomas endometriais são, na maioria, adenocarcinomas e estes são classificados como de tipo endometrioide e não endometrioide, sendo o primeiro o mais comum (57 a 80% dos casos). Assim, o prognóstico é pior para tumores de alto grau, disseminação mais extensa e para pacientes idosas. Outra complicação que pode ser encontrada é a fístula entérica. Uma fístula é caracterizada pelo trajeto anormal entre órgãos e estruturas adjacentes; são descritas mais comumente em doenças inflamatórias intestinais, sendo extremamente raras nos casos de CA de endométrio devido à espessura miometrial. Esse quadro clínico de fístula assemelha-se com o de doença diverticular complicada, entretanto, esta é definida como doença associada a um abcesso ou a uma perfuração e, menos comumente, a uma fístula. Quando há formação destas, as mais comuns são fístulas cutâneas, vaginais ou vesicais. Entendemos que tal identificação durante um procedimento emergencial pode ser difícil e, muito provavelmente, o diagnóstico virá por meio do estudo do espécime. Não obstante faz-se mister o índice de suspeição do profissional assistente com relação a este diagnóstico diferencial, ao reconhecer os fatores de risco e dar seguimento ao tratamento adjuvante necessário. Referências - Downloads Publicado Como Citar Edição Seção Licença Copyright (c) 2018 Congresso Médico Acadêmico UniFOA Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

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