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O Sonho da Sombra do espectador ao agente do olharMostrar mais Mostrar mais
(Universidade Federal de São Paulo, 2026-07-18) Costa, Nicholas Luiz Pereira [UNIFESP]; Ferreira, Carolin Overhoff [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/1735199899378409
Este trabalho é um relato crítico de experiência sobre o processo de concepção de O Sonho da Sombra, jogo de horror psicológico em segunda pessoa projetado em Unreal Engine 5, no qual a busca de um homem pelo irmão dado como morto se converte, através da lente da jornalista que o filma, na descoberta de quem sempre esteve atrás da câmera e de quem ele próprio é. O protótipo não chegou a ser construído, e o projeto existe, por isso, como processo
documentado de pensamento. O relato reconstitui esse percurso em seis movimentos: a apresentação integrada do jogo, com sua premissa, seus personagens, seu conflito e sua progressão; a gênese da ideia, da intuição infantil sobre a especificidade do jogar à migração de um FPS histórico para o horror psicológico do olhar; o repertório teórico convertido em decisão de design, com George Berkeley, Henri Bergson, Jean-Paul Sartre, Jacques Lacan, Laura Mulvey, Carl Gustav Jung, Raph Koster, Espen Aarseth, Ian Bogost, Gaston Bachelard e Sigmund Freud operando como ferramentas de projeto e não como aparato de citação; o percurso do planejamento, incluindo a perda dos arquivos do protótipo e a reformulação que ela forçou; o diálogo com precedentes jogados, de Fatal Frame 2 a Silent Hill 2, Hellblade: Senua's Sacrifice, Papers, Please, Dys4ia, With Those We Love Alive e Her Story; e a reflexão crítica sobre as condições de produção intelectual que moldaram o projeto. Defende-se que projetar é prática legítima, e que a concepção rigorosa de um objeto, documentada e refletida, produz conhecimento próprio. O Game Design Document, escrito como guia de produção, revelou-se registro de pensamento, a obra que as condições permitiram. A pergunta central permanece aberta como horizonte de pesquisa: o que acontece quando o jogador se torna agente do olhar que o constitui?
Percepção dos estudantes ingressantes na Unifesp sobre a origem da célulaMostrar mais Mostrar mais
(Universidade Federal de São Paulo, 2026-06-25) Hurtado, Valentiny Montano [UNIFESP]; Barros, Nilana Meza Tenório de [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/3151424108717259; https://lattes.cnpq.br/3487563689693902
A cultura científica é essencial para o desenvolvimento do pensamento crítico da sociedade, direcionando a tomada de decisões de forma independente de valores pessoais e sociais, mas fundamentados no conhecimento técnico e no método científico. De acordo com as diretrizes atuais da educação brasileira, o ensino básico deve assegurar o direito das crianças, jovens e adultos à educação de qualidade, e os professores precisam estar preparados para oportunizar este processo formativo. A compreensão básica sobre a célula e sua origem é um tema que deve ser contemplado de forma científica a partir do Ensino Fundamental II pelo Currículo Paulista. Para investigar o conhecimento básico dos alunos ingressantes na UNIFESP, optou-se por realizar um levantamento por meio de questionário anônimo sobre a percepção da origem da célula antes do tema ser abordado em aula. Os resultados mostram que mais de 90% dos estudantes de 17 a 20 anos apresentaram concepções científicas. Entretanto, à medida que a idade avançou, a proporção de respostas religiosas cresceu, atingindo 50% entre os participantes de 26 anos ou mais com experiência acadêmica prévia. Esses achados sugerem que a educação escolar, embora eficaz na transmissão inicial do conhecimento científico, não garante sua manutenção ao longo do tempo, sendo a cultura científica dos estudantes também moldada por fatores socioculturais e identitários. As descobertas têm implicações para a formação inicial e continuada de professores de Ciências, métodos didáticos e políticas no ensino da evolução.
Representação do cientista e da ciência em desenhos animadosMostrar mais Mostrar mais
(Universidade Federal de São Paulo, 2026-06-29) Souza, Letícia Gabriel de [UNIFESP]; Ferreira, Yara Araujo [UNIFESP]; Beserra, Bárbara de Freitas; http://lattes.cnpq.br/3385074951148370; http://lattes.cnpq.br/2428339911493615; http://lattes.cnpq.br/6041456143294100
Os desenhos animados fazem parte do cotidiano infantil e constituem importantes meios de difusão de valores, conhecimentos e representações sociais. Nesse contexto, este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo analisar como a ciência e a figura do cientista são retratadas em animações voltadas ao público infantil, identificando estereótipos recorrentes e discutindo suas possíveis implicações para o ensino de Ciências. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, fundamentada em estudos sobre mídia, educação e representações sociais da ciência. Para a análise, foram selecionadas animações produzidas em diferentes períodos, buscando compreender tanto a permanência quanto as transformações dessas representações entre 1986 e 2014. Foram priorizados os desenhos que alcançaram grande popularidade em seus períodos de exibição e tiveram impacto significativo na mídia. Os resultados evidenciam que muitos desenhos ainda reforçam imagens estereotipadas do cientista como um indivíduo excepcionalmente inteligente, excêntrico, isolado e predominantemente masculino, além de apresentar a ciência como um conjunto de invenções extraordinárias e distantes da realidade cotidiana. Entretanto, também foram identificadas produções que valorizam a investigação, a colaboração, a ética e a aplicação do conhecimento científico na resolução de problemas sociais. Conclui-se que os desenhos animados podem influenciar a construção das concepções infantis sobre ciência e cientistas, tornando-se recursos relevantes para o ensino quando utilizados de forma crítica e mediada pelo professor. Assim, sua incorporação às práticas pedagógicas pode favorecer a alfabetização científica, estimular o pensamento reflexivo e contribuir para a desconstrução de estereótipos historicamente difundidos pela mídia.
Comparação de tensoativos convencionais e biotensoativos à luz da Química Verde: uma revisão da literaturaMostrar mais Mostrar mais
(Universidade Federal de São Paulo, 2026-06) Rodrigues, Julia Lohayne Araujo do Nascimento [UNIFESP]; Longo Junior, Luiz Sidney [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/9392374995527820
Os tensoativos são moléculas anfifílicas que possuem em sua estrutura, regiões polares e apolares. Essa característica confere propriedades como a capacidade de reduzir a tensão superficial, controlar a formação de espuma e promover a emulsificação entre líquidos imiscíveis, entre outras funções. Em razão dessas propriedades, os tensoativos tornaram-se componentes essenciais em formulações de diversos setores industriais, incluindo a indústria farmacêutica, alimentícia, automotiva e de saneantes. Entretanto, a maior parte dos tensoativos amplamente utilizados no Brasil e no mundo é produzida a partir de derivados do petróleo. Considerando os impactos ambientais associados ao consumo desses recursos não renováveis, tem crescido o interesse pelo desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis. Nesse contexto, destacam-se os chamados biotensoativos, obtidos a partir de fontes renováveis, como biomassa, cana-de-açúcar, óleos vegetais e gorduras animais, com potencial para reduzir a dependência de recursos fósseis e contribuir para uma produção química mais sustentável. Este trabalho realizou uma análise comparativa entre os tensoativos convencionais alquilbenzeno sulfonato linear (LAS), alquil sulfato (AS) e alquil éter sulfato (AES) e os biotensoativos alquil poliglicosídeos (APGs) e ésteres de sacarose (ES), com base nos 12 princípios da Química Verde. A avaliação considerou aspectos como origem das matériasprimas, economia atômica, eficiência energética, uso de solventes e catalisadores, segurança ocupacional e impactos ambientais. A metodologia fundamentou-se em revisão bibliográfica de artigos científicos, livros técnicos e fichas de segurança. Os resultados indicaram que os biotensoativos apresentam maior alinhamento aos princípios da Química Verde, sobretudo pelo uso de matérias-primas renováveis, elevada eficiência atômica e melhor perfil ambiental. Contudo, foram identificados desafios relacionados à complexidade dos processos produtivos e aos custos de produção. Entre os tensoativos convencionais, o AS apresentou o melhor equilíbrio entre viabilidade industrial e adequação aos princípios avaliados. Conclui-se que a substituição gradual de matérias-primas fósseis por fontes renováveis constitui uma alternativa promissora para o desenvolvimento de produtos mais sustentáveis, embora ainda existam limitações técnicas e econômicas para sua ampla aplicação industrial.
Investigação dos efeitos so silenciamento de RHOA e RHOC na expressão e localização subcelular de p53 em células leucêmicas tratadas com luz UV-CMostrar mais Mostrar mais
(Universidade Federal de São Paulo, 2025-11-25) Ferreira, Amanda Damasceno [UNIFESP]; Lazarini, Mariana [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/7419529682193778; http://lattes.cnpq.br/8658895477251188
A leucemia mieloide aguda (LMA) é um câncer decorrente do acúmulo de células hematopoiéticas imaturas (blastos) na medula óssea, caracterizado por baixas taxas de sobrevida. Mutações no gene supressor tumoral TP53 estão presentes em cerca de 5-10% dos casos de LMA e são associadas a um pior prognóstico. Os demais pacientes apresentam inativação da via de TP53 por outros mecanismos. A localização nucleocitoplasmática de p53 é essencial para sua atividade de fator de transcrição, mas sua regulação não está completamente elucidada. RHOA e RHOC são RHO GTPases conhecidas por controlar o rearranjo do citoesqueleto, participando de funções celulares essencialmente controladas por p53. Porém, a relação entre estas proteínas e a expressão e localização subcelular p53 ainda não foi investigada. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos do silenciamento de RHOA e RHOC na expressão e localização subcelular de p53 em células leucêmicas. Para isso, a linhagem celular leucêmica OCI-AML3 foi silenciada para RHOA e RHOC com lentivírus e a expressão de p53 foi analisada por citometria de fluxo, enquanto sua localização subcelular foi investigada por microscopia confocal. O tratamento com luz UV-C foi utilizado para induzir a expressão de p53. As células controle (shCTRL) sem prévia irradiação com UV-C apresentaram baixa expressão basal de p53. Células silenciadas para RHOA (shRHOA) expressaram quase duas vezes mais p53, enquanto células silenciadas para RHOC (shRHOC) apresentaram um leve aumento de expressão em comparação às células controle. Após a irradiação, houve um aumento notável na expressão do supressor tumoral em todas as condições. As células shCTRL sem irradiação apresentaram distribuição de p53 semelhante entre citoplasma e núcleo. As células shRHOA demonstraram predominância citoplasmática de p53, apesar da alta heterogeneidade. As células shRHOC apresentaram localização majoritariamente nuclear da proteína, mesmo sem prévia irradiação. Após a exposição a UV-C, observou-se um aumento da translocação de p53 para o núcleo nas células shCTRL e shRHOA, sendo o efeito mais acentuado nas células controle. As células shRHOC, em contrapartida, apresentaram um menor aumento na quantidade de p53 nuclear após a irradiação, visto que esta já se encontrava predominantemente nuclear.
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