INTUSSUSCEPÇÃO DE APÊNDICE CECAL POR ENDOMETRIOSE

In: Journal of Coloproctology · 2022 · vol. 42(S 01) , pp. S1–S219 · doi:10.1055/s-0043-1764887 · W4327663509
article OA: diamond CC0

Abstract

Apresentação do Caso Uma paciente do sexo feminino, de 35 anos, natural e procedente de Ribeirão Preto, casada, nulípara, com quadro de dor abdominal crônica, dismenorreia e dispareunia, que evoluiu com distensão abdominal, náusea, vômito, parada de eliminação de fezes, com necessidade de internação. Durante a investigação, foram realizados exames, que evidenciaram distensão de alças de delgado, com melhora significativa após o tratamento clínico. A paciente foi encaminhada para acompanhamento ambulatorial; em uma RNM de abdome, estava sem alterações, e a colonoscopia evidenciou lesão polipoide vegetante no ceco, e a biópsia foi compatível com pólipo hiperplásico. A equipe de GO indicou procedimento cirúrgico, a USG pélvica apresentava múltiplos focos de endometriose, inclusive na parede anterior do reto. Durante o procedimento, foram realizados exérese de todas as lesões e shaving na lesão do reto, e, durante a avaliação da região cecal, não foi observado o apêndice e a região cecal, múltiplos focos de endometriose e aderência, optou-se por tiflectomia. Durante a inspeção do produto cirúrgico, o apêndice estava invaginado no ceco, aderido aos focos de endometriose. A paciente evolui bem, sem intercorrências, mantendo acompanhamento e programando gestação.
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Subscribe to RSS DOI: 10.1055/s-0043-1764887 INTUSSUSCEPÇÃO DE APÊNDICE CECAL POR ENDOMETRIOSE Authors Apresentação do Caso Uma paciente do sexo feminino, de 35 anos, natural e procedente de Ribeirão Preto, casada, nulípara, com quadro de dor abdominal crônica, dismenorreia e dispareunia, que evoluiu com distensão abdominal, náusea, vômito, parada de eliminação de fezes, com necessidade de internação. Durante a investigação, foram realizados exames, que evidenciaram distensão de alças de delgado, com melhora significativa após o tratamento clínico. A paciente foi encaminhada para acompanhamento ambulatorial; em uma RNM de abdome, estava sem alterações, e a colonoscopia evidenciou lesão polipoide vegetante no ceco, e a biópsia foi compatível com pólipo hiperplásico. A equipe de GO indicou procedimento cirúrgico, a USG pélvica apresentava múltiplos focos de endometriose, inclusive na parede anterior do reto. Durante o procedimento, foram realizados exérese de todas as lesões e shaving na lesão do reto, e, durante a avaliação da região cecal, não foi observado o apêndice e a região cecal, múltiplos focos de endometriose e aderência, optou-se por tiflectomia. Durante a inspeção do produto cirúrgico, o apêndice estava invaginado no ceco, aderido aos focos de endometriose. A paciente evolui bem, sem intercorrências, mantendo acompanhamento e programando gestação. Discussão A intussuscepção do apêndice é uma patologia rara, cujas etiologias podem ser benignas ou malignas. A endometriose afeta de 5% a 15% das mulheres em idade fértil, e pode afetar o trato digestivo em 3% a 34% dessas pacientes. Os locais preferenciais de localização da endometriose digestiva são o reto e o cólon sigmoide (70%), o apêndice (20%), o íleo terminal (7%), e o ceco (5,5%). O diagnóstico de intussuscepção do apêndice é difícil, e a maioria é feita durante ou após a cirurgia. Portanto, histórico de endometriose deve levantar a suspeita da possibilidade de intussuscepção. A patogênese da intussuscepção do apêndice pode ser anatômica ou patológica. As causas anatômicas são apêndice completamente móvel, sem fixação pelas pregas peritoneais congênitas ou adesões inflamatórias; parede apendicular móvel, capaz de apresentar peristalse ativa; mesoapêndice delgado, livre de gordura e com base estreita; e lúmen apendicular largo, com o lúmen proximal de diâmetro maior do que o da porção distal. As causas patológicas são: corpo estranho, fecalitos ou parasitas; inflamação, endometriose ou hiperplasia folicular linfoide; neoplasia, tumor carcinoide, carcinoma, mucocele, pólipo, papiloma, fibroma, lipoma, cistos ou adenocarcinoma cecal; e invaginação do coto apendicular após apendicectomia. Publication History Article published online: 16 March 2023 © 2023. Sociedade Brasileira de Coloproctologia. This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution-NonDerivative-NonCommercial License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit. Contents may not be used for commecial purposes, or adapted, remixed, transformed or built upon. (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/) Thieme Revinter Publicações Ltda. Rua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil

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