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ENDOMETRIOSE: AVANÇOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS NA ÚLTIMA DÉCADA
DOI:
https://doi.org/10.70779/aijshs.v4i10.350Palavras-chave:
Endometriose, Diagnóstico, biomarcadores, tratamento farmacológico, cirurgia minimamente invasivaResumo
A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica que afeta cerca de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva, associada a dor pélvica crônica, infertilidade e importante impacto socioeconômico. Este estudo teve como objetivo revisar criticamente os avanços diagnósticos e terapêuticos ocorridos na última década. Realizou-se revisão narrativa da literatura publicada entre 2014 e 2024 em bases internacionais, incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes. Os resultados mostraram que, embora a laparoscopia tenha sido por muito tempo padrão-ouro, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética pélvica alcançaram elevada acurácia, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos. Pesquisas com biomarcadores séricos e moleculares, como CA-125 e microRNAs, despontam como promissoras, mas ainda sem validação clínica. No tratamento, além de terapias hormonais tradicionais, destacam-se os antagonistas orais de GnRH, eficazes no controle da dor com melhor perfil de segurança. Na abordagem cirúrgica, a laparoscopia avançada consolidou-se como padrão, enquanto a cirurgia robótica se mostrou promissora em casos graves, apesar do alto custo. Observou-se maior valorização da qualidade de vida como desfecho, incorporando aspectos psicológicos e sociais além do controle da dor e infertilidade. Conclui-se que a endometriose deve ser manejada como doença crônica complexa, com diagnóstico precoce, tratamento individualizado e políticas públicas que assegurem acesso equitativo às inovações disponíveis.
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