Tratamento Cirúrgico da Endometriose em Mulheres com Desequilíbrios Endócrinos.

In: Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences · 2024 · vol. 6(9) , pp. 2385–2395 · doi:10.36557/2674-8169.2024v6n9p2385-2395 · W4402540197
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Abstract

Endometriose é descrita como a presença anormal de tecido endometrial fora do útero, o que resulta em uma condição inflamatória crônica benigna, dependente de estrogênio e frequentemente associada à dor e infertilidade. Esta condição afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade fértil e atinge mais de 170 milhões de mulheres globalmente. Normalmente ocorre com mais frequência entre os 25 e 45 anos de idade e é mais comum em mulheres que sofrem de dismenorreia, infertilidade e/ou dor pélvica. Os mecanismos por trás dessa condição ainda não são totalmente compreendidos, porém, incluem fatores de diferentes origens como genéticos, ambientais, autoimunes e endócrinos. Os sintomas da endometriose são variados, sendo mais comuns a dor pélvica crônica, cólicas menstruais e dificuldade para engravidar. Durante a consulta médica e o exame físico, é frequente a queixa de dor em diferentes intensidades, durações e regiões, incluindo dor pélvica durante o ciclo menstrual, cólicas, dor ao redor da ovulação, dor pélvica crônica contínua, dor durante o sexo, dificuldade de evacuação e dificuldade para urinar. Os genes comumente associados ao risco de endometriose estão localizados em partes do DNA que influenciam a regulação da expressão gênica. O ultrassom transvaginal é um exame importante para o diagnóstico da endometriose e é a primeira opção de imagem em pacientes suspeitos. A tomografia computadorizada não é rotineiramente utilizada para avaliar a endometriose, sendo indicada em casos específicos. O padrão-ouro para o diagnóstico é a laparoscopia com confirmação por exame histopatológico. O tratamento visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida, preservar a fertilidade, reduzir as chances de recorrência e evitar cirurgias. A abordagem cirúrgica, embora não seja sempre necessária, pode ser benéfica dependendo da gravidade do caso, sendo a videolaparoscopia a técnica mais utilizada.
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Tratamento Cirúrgico da Endometriose em Mulheres com Desequilíbrios Endócrinos. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p2385-2395Palavras-chave: Endometriose, Cuidados, Ginecologia, tratamentoResumo Endometriose é descrita como a presença anormal de tecido endometrial fora do útero, o que resulta em uma condição inflamatória crônica benigna, dependente de estrogênio e frequentemente associada à dor e infertilidade. Esta condição afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade fértil e atinge mais de 170 milhões de mulheres globalmente. Normalmente ocorre com mais frequência entre os 25 e 45 anos de idade e é mais comum em mulheres que sofrem de dismenorreia, infertilidade e/ou dor pélvica. Os mecanismos por trás dessa condição ainda não são totalmente compreendidos, porém, incluem fatores de diferentes origens como genéticos, ambientais, autoimunes e endócrinos. Os sintomas da endometriose são variados, sendo mais comuns a dor pélvica crônica, cólicas menstruais e dificuldade para engravidar. Durante a consulta médica e o exame físico, é frequente a queixa de dor em diferentes intensidades, durações e regiões, incluindo dor pélvica durante o ciclo menstrual, cólicas, dor ao redor da ovulação, dor pélvica crônica contínua, dor durante o sexo, dificuldade de evacuação e dificuldade para urinar. Os genes comumente associados ao risco de endometriose estão localizados em partes do DNA que influenciam a regulação da expressão gênica. O ultrassom transvaginal é um exame importante para o diagnóstico da endometriose e é a primeira opção de imagem em pacientes suspeitos. A tomografia computadorizada não é rotineiramente utilizada para avaliar a endometriose, sendo indicada em casos específicos. O padrão-ouro para o diagnóstico é a laparoscopia com confirmação por exame histopatológico. O tratamento visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida, preservar a fertilidade, reduzir as chances de recorrência e evitar cirurgias. A abordagem cirúrgica, embora não seja sempre necessária, pode ser benéfica dependendo da gravidade do caso, sendo a videolaparoscopia a técnica mais utilizada. Downloads Referências BRICHANT, G. et al. New Therapeutics in Endometriosis: A Review of Hormonal, Non-Hormonal, and Non-Coding RNA Treatments. International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 19, p. 10498, 28 set. 2021. BROI, M. G. D.; FERRIANI, R. A.; NAVARRO, P. A. Ethiopathogenic mechanisms of endometriosis-related infertility. JBRA Assisted Reproduction, 2019. BULUN, S. E. et al. Endometriosis. Endocrine Reviews, v. 40, n. 4, p. 1048–1079, 17 abr. 2019. DELLA CORTE, L. et al. The Burden of Endometriosis on Women’s Lifespan: A Narrative Overview on Quality of Life and Psychosocial Wellbeing. 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