Estudo comparativo de sinais que nomeiam cores na libras e na LSA
preprint
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Abstract
Berlin e Kay (1969), com base na análise de 98 línguas faladas, estabelecem que todasas línguas devem apresentar pelo menos dois termos para cores, um para branco e outro para preto,e que se houver outros, eles devem obedecer a uma sucessão implicacional. Aplicado a 10 línguassinalizadas histórica e geneticamente não relacionadas, Woodward (1989) sugere que esseuniversal é válido para essas línguas também. Um de seus achados, no entanto, aponta umatendência para nomear cores mais distantes de branco e preto na sequência implicacional por meiodo empréstimo da língua majoritária oral. O presente artigo tem como objetivo comparar os sinaisque nomeiam cores na língua brasileira de sinais, libras, e na língua de sinais argentina, LSA. Osparâmetros de comparação se baseiam na presença de variação fonológica e lexical entre os sinaispara cores, na motivação dos sinais nativos e nos processos de formação dos empréstimos. Alémdisso, pretende-se também comparar essas duas línguas à luz dos padrões identificados porWoodward (1989). Nossos resultados mostram diferenças em todos os parâmetros considerados, com destaque para a maior frequência de empréstimo da língua majoritária oral nos nomes de coresda libras do que na LSA.
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Source provenance
- europepmc
- last seen: 2026-05-19T01:45:01.086888+00:00
- unpaywall
- last seen: 2026-06-02T02:00:03.124865+00:00