Abstract
A relação fundamental entre a teoria de Sampson e a presença de células-tronco mesenquimais no fluxo menstrual (MenSCs), bem como, as mudanças nos processos regulatórios póstranscricionais como atores na etiopatogenia da endometriose, são pouco compreendidas. Nenhum estudo até o momento investigou o desequilíbrio de miRNAs em MenSCs relacionados à doença. Assim, por meio da literatura e de análises in silico, selecionamos quatro miRNAs previstos como reguladores de EGR1, SNAI1, NR4A1, NR4A2, ID1, LAMC3 e FOSB envolvidos nas vias de apoptose, angiogênese, resposta a hormônios esteróides, migração, diferenciação e proliferação celular. Deste modo, um estudo caso-controle foi realizado com MenSCs de mulheres com e sem endometriose (dez amostras por grupo). Cruzando as informações obtidas nos bancos de dados STRING, PubMed, miRPathDB, miRWalk e DIANA TOOLS, optamos por explorar a expressão dos miRNAs miR-21-5p, miR-100-5p, miR-143- 3p e miR-200b-3p por RT-qPCR. Encontramos uma regulação positiva do miR-200b-3p em MenSCs de endometriose (P = 0,0207), com uma alteração de 7,93 vezes (razão entre as médias geométricas) em comparação com o controle. A superexpressão do miR-200b tem sido associada ao aumento da proliferação celular, stemness e ao processo de transição mesenquimal-epitelial acentuado no endométrio eutópico de mulheres com endometriose. Acreditamos que o miR-200b-3p desregulado pode estabelecer alterações primárias nas MenSCs, e assim, favorecendo a implantação de tecido no local ectópico.
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RESUMO
ZUCCO OLIVEIRA, R . Desregulação de miRNAs em células-tronco mesenquimais
derivadas de fluxo menstrual de mulheres com e sem endometriose. 2021 . 62 p.
Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São
Paulo, 2021.
A relação fundamental entre a teoria de Samps on e a presença de células -tronco
mesenquimais no fluxo menstrual (MenSCs), bem como , as mudanças nos processos
regulatórios pós-transcricionais como atores na etiopatogenia da endometriose, são pouco
compreendidas. Nenhum estudo até o momento investigou o desequilíbrio de miRNAs
em MenSCs relacionados à doença. Assim, por meio da literatura e de análises in silico,
selecionamos quatro miRNAs previstos como reguladores de EGR1, SNAI1, NR4A1,
NR4A2, ID1, LAMC3 e FOSB envolvidos nas vias de apoptose, angiogênese, resposta a
hormônios esteróides, migração, diferenciação e proliferação celular. Deste modo, um
estudo caso-controle foi realizado com MenSCs de mulheres com e sem endometriose
(dez amostras por grupo). Cruzan do as informações obtidas nos bancos de dados
STRING, PubMed, miRPathDB, miRWalk e DIANA TOOLS, optamos por explorar a
expressão dos miRNAs miR-21-5p, miR-100-5p, miR-143-3p e miR -200b-3p por RT -
qPCR. Encontramos uma regulação positiva do miR -200b-3p em Me nSCs de
endometriose (P = 0,0207), com uma alteração de 7,93 vezes (razão entre as médias
geométricas) em comparação com o controle. A superexpressão d o miR-200b tem sido
associada ao aumento da proliferação celular, stemness e ao processo de transição
mesenquimal-epitelial acentuado no endométrio eutópico de mulheres com endometriose.
Acreditamos que o miR-200b-3p desregulado pode estabelecer alterações primárias n as
MenSCs, e assim, favorecendo a implantação de tecido no local ectópico.
Palavras-chave: miR-200b-3p, endometriose, MenSCs, sangue menstrual, RT-qPCR.
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