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DOI: 10.1055/s-0041-1741826
Endometriose Profunda Intestinal: Nossa Experiência nos Últimos 5 Anos
Authors
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Área: ENDOMETRIOSE
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Categoria:
Forma de Apresentação: e-Pôster
Objetivo Este estudo teve como objetivo avaliar retrospectivamente o perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à cirurgia pela equipe de coloproctologia devido endometriose profunda que tiveram acometimento colorretal e seus resultados nesse serviço, entre os anos de janeiro de 2016 a janeiro de 2021.
Método O estudo foi realizado de forma retrospectiva, transversal, com coleta de dados a partir do prontuário. Dessa forma, 46 pacientes foram submetidos ao procedimento cirúrgico de endometriose profunda pelo serviço de coloproctologia, no período estudado, todos em conjunto com a equipe de ginecologia, a indicação cirúrgica se deu na maioria dos casos devido à dor intratável por medidas medicamentosas e infertilidade, e dentre as cirurgias realizadas pela equipe foram: shaving de focos intestinais, retossigmoidectomia videolaparoscópica, tiflectomia e apendicectomia.
Resultados Em pré operatório todas as pacientes foram submetidas de rotina à Ressonância magnética de pelve, a fim de avaliar o acometimento intestinal e programação cirúrgica, além disso, todas abordagens foram em conjunto com a ginecologia com exerese de outros focos de endometrioma. A média de idade das pacientes submetidas à procedimento cirúrgico pela equipe de coloproctologia foi de 39,7 (23-52) anos e a média de internação de 6,3 dias (2-19 dias). Dentre as cirurgias, a mais realizada foi retossigmoidectomia com 45,65%, seguido de shaving intestinal com 41,3%, sendo o reto o local mais comum quando realizado este último procedimento. A via cirúrgica predominante foi por videolaparoscopia, sendo necessária a conversão para cirurgia aberta em apenas 1 caso. Dessas pacientes, 15% apresentaram complicações pós operatórias, sendo a mais comum fístula de anastomose colorretal com necessidade de ileostomia protetora, e dentre outras podemos citar trombose venosa profunda, bexigoma, suboclusão intestinal e hérnia paracolostômica. No período do estudo houve 1 óbito, as demais pacientes mantiveram seguimento ambulatorial.
Conclusões A localização mais comum da endometriose extragenital é o intestino, muitas vezes, o tratamento clínico não é o mais adequado para este tipo de acometimento a longo prazo, devido à refratariedade dos sintomas, consequentemente, a maioria desses pacientes podem necessitar de intervenção cirúrgica. Além disso, abordagem cirúrgica recomendada depende da localização da doença, além do tamanho e da profundidade da lesão. Para estratificar este risco de necessidade de procedimento cirúrgico, tem-se a análise da endometriose retal por Ressonância magnética, entre os sinais retais, a espessura nodular ≥ 14 mm e circunferência ≥ 38% são os sinais mais preditivos de ressecção segmentar. Ressalta-se que a retossigmoidectomia para endometriose expõe as pacientes a um risco de complicações graves, o procedimento de shaving intestinal parece estar menos associada a complicações pós-operatórias, porém nem todos os pacientes são elegíveis para elegíveis para este tratamento.
Publication History
Article published online:
04 January 2022
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