Endometriose umbilical primária: Relato de caso

In: Revista de Saúde, Vol 8, Iss 1 S1 (2017) · 2017 · vol. 8 , pp. 118 · W2784575159
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This case report describes a 34-year-old woman with primary umbilical endometriosis, highlighting clinical features, diagnostic methods including imaging and histopathology, and the importance of considering this condition in fertile women presenting with cyclic umbilical pain.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

Abstract

Endometriose é a presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, estrogênio dependente e benigno, comum na clínica ginecológica, associada à infertilidade e dor pélvica. A endometriose umbilical primária (EUP) corresponde até 1% de todos os casos de endometriose, sendo esta de surgimento espontâneo. A forma secundária surge sobre cicatrizes de procedimentos cirúrgicos prévios. Há prevalência da EUP em mulheres com menarca precoce e nas que tem histórico familiar. Clinicamente é um nódulo umbilical marrom-avermelhado, doloroso e de tamanho variável, com ou sem sangramento coincidindo ou não com o período menstrual. O objetivo do estudo é fornecer subsídios para o diagnóstico dessa patologia, além de revisar a literatura, atualizando os profissionais de saúde a respeito dos métodos diagnósticos e tratamentos. T.A.S., 34 anos, feminina, iniciou há 7 anos dor e sangramento na região umbilical concomitante ao período menstrual, diagnosticada com endometriose umbilical. GIPØA1, sendo o aborto espontâneo. Ao exame da região umbilical, abaulamento doloroso à palpação, de consistência endurecida medindo 2 cm de diâmetro. Os exames de imagem revelaram imagem hipoecogênica/heterogênea. A biópsia fechou o diagnóstico. Tratamento com melhora do quadro, havendo recidiva há 1 ano dos sintomas. A EUP ganha destaque e teorias que contemplam alterações de caráter imune e do microambiente pélvico, principalmente, os transportes linfático e hematológicos. Alterações ambientais podem levar ao surgimento da endometriose, ativando genes que promovem a transcrição de citocinas pró-inflamatórias presentes no curso natural da doença. Outros locais podem ser acometidos pela endometriose, como períneo, regiões articulares, pericárdio, pleura e sistema nervoso central, sendo mais raros. Pode apresentar-se com tamanho variável, cor que varia do vermelho ao preto. Quase sempre tem a clínica associada ao período pré-menstrual e menstrual. A ultrassonografia, tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética ajudam a definir o diagnóstico. O diagnóstico padrão ouro é através do exame histopatológico. Os achados clínicos e de imagem auxiliam no diagnóstico. O tratamento cirúrgico é terapêutico e diagnóstico. Devendo-se então ser lembrada como diagnóstico diferencial em mulheres em idade fértil.

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