A comparação além da oração: o uso de construções imperativas de atitude proposicional

preprint OA: closed CC-BY-4.0
AI-generated summary by claude@2026-07, 2026-07-15

This study analyzed imperative propositional attitude constructions, finding they function similarly to canonical comparative constructions, especially with "imaginar" and "supor" for hypothetical comparisons.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

AI-generated deep summary by claude@2026-07, 2026-07-15 · read from full text

The paper investigates how Portuguese Brazilian expresses comparison beyond the sentence level through “imperative constructions of propositional attitude,” focusing on syntactic, semantic, and discourse behavior, particularly when episthemic verbs such as “think,” “imagine,” and “suppose” combine with subordinating material that can mediate comparison-like relations. Using a usage-based cognitive and Construction Grammar framework, the authors first extract 9,679 occurrences from the Corpus do Português and analyze 1,000 samples, then build a psycholinguistic comprehension task from corpus results to measure how well users perceive comparability. The key findings are that these constructions are very prevalent in example contexts (example frames), that such items show higher comparability indices in comprehension, and that “imaginar” and “supor” are preferred for hypothetical comparisons. The study does not explicitly discuss endometriosis or adenomyosis; it was included in the corpus via a keyword match in the upstream search index.

Read from the paper's body, not the abstract. Not a substitute for reading the paper. No clinical advice. How this works

Abstract

Na última década, alguns trabalhos têm discutido as possíveis manifestações linguísticas da comparação no Português Brasileiro (PB), propondo novas maneiras de categorizá-las (Tota, 2013; Thompson, 2019; Rodrigues e Thompson, 2020; Siqueira e Tota, 2022). Em geral, essas propostas sinalizam o quanto as gramáticas normativas e outros tipos de descrição do PB não elencam suficientemente todas as manifestações linguísticas da comparação, aquém e além do nível oracional. Diante disso, temos investigado o comportamento sintático, semântico e discursivo daquelas que chamamos de “construções imperativas de atitude proposicional”. Partimos aqui de duas hipóteses: 1) a comparação não é mera categoria semântica, mas advém de um esquema cognitivo mais amplo; 2) enunciados introduzidos por alguns verbos epistêmicos – “pensar”, “imaginar”, “supor” – podem, se integrados à conjunção subordinativa que, funcionar como marcadores do discurso e mediar relações circunstanciais de comparação. Assim, dizer “Você precisa ter mais confiança quando joga bola, como se fosse o Rei do Futebol, o Pelé.” ou “Você precisa ter mais confiança quando joga bola. Imagine que você é o Rei do Futebol, o Pelé.” seriam duas possibilidades de expressar comparação. No primeiro caso, há um articulador canônico, “como se”, que torna a nuance semântica evidente. Já no segundo caso, a relação entre os períodos não seleciona um conector comparativo, mas apresenta construção do tipo [Vepis que]: ela constrói um espaço de hipótese, que é cotejado ao elemento mencionado anteriormente no mesmo enunciado. As fundamentações deste estudo recorrem à Linguística Cognitiva e à Gramática de Construções Baseada no Uso (GCBU). Mais especificamente, consideram-se aqui as contribuições de Langacker (1987, 2008), Johnson (1987) e Hilpert (2014), no sentido de delinear as dimensões estruturais, discursivas e cognitivas da referida construção. Tais perspectivas teóricas alicerçaram nossas escolhas metodológicas, principalmente no que se refere à convencionalidade e à frequência dos usos linguísticos. Inicialmente, aplicamos estratégias comuns à Linguística de Corpus, a fim de alçar dados reais e suficientemente representativos. Foram extraídas, pela plataforma Corpus do Português, 9679 ocorrências, dentre as quais 1000 amostras foram selecionadas para análise. Numa segunda etapa, desenvolvemos uma tarefa psicolinguística de compreensão, cujos itens do experimento foram elaborados a partir dos resultados da análise do corpus. O objetivo foi medir estatisticamente, em uma amostra de usuários da língua, o quanto a comparação pode ser percebida quando há este tipo de construções imperativas. Com o experimento, os usuários também puderam indicar se consideravam essas estruturas necessárias (ou não) para identificar a comparabilidade na relação entre as orações e frases. Ao serem cruzados os resultados das análises, chamou atenção a quase totalidade de construções em contextos de exemplificação (frames de exemplo), comuns também a construções comparativas canônicas. Foram esses também os itens que apresentaram índices mais altos de comparabilidade na tarefa de compreensão, se correlacionados com as outras realizações da mesma construção. As análises também indicaram predileção entre o uso dos verbos, de modo que “imaginar” e “supor” sejam os preferidos ao se estabelecerem comparações hipotéticas.
Full text 3,944 characters · extracted from oa-doi-fallback · click to expand
A comparação além da oração: o uso de construções imperativas de atitude proposicional DOI: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.8110Palavras-chave: atitude proposicional, comparação, Construction GrammarResumo Na última década, alguns trabalhos têm discutido as possíveis manifestações linguísticas da comparação no Português Brasileiro (PB), propondo novas maneiras de categorizá-las (Tota, 2013; Thompson, 2019; Rodrigues e Thompson, 2020; Siqueira e Tota, 2022). Em geral, essas propostas sinalizam o quanto as gramáticas normativas e outros tipos de descrição do PB não elencam suficientemente todas as manifestações linguísticas da comparação, aquém e além do nível oracional. Diante disso, temos investigado o comportamento sintático, semântico e discursivo daquelas que chamamos de “construções imperativas de atitude proposicional”. Partimos aqui de duas hipóteses: 1) a comparação não é mera categoria semântica, mas advém de um esquema cognitivo mais amplo; 2) enunciados introduzidos por alguns verbos epistêmicos – “pensar”, “imaginar”, “supor” – podem, se integrados à conjunção subordinativa que, funcionar como marcadores do discurso e mediar relações circunstanciais de comparação. Assim, dizer “Você precisa ter mais confiança quando joga bola, como se fosse o Rei do Futebol, o Pelé.” ou “Você precisa ter mais confiança quando joga bola. Imagine que você é o Rei do Futebol, o Pelé.” seriam duas possibilidades de expressar comparação. No primeiro caso, há um articulador canônico, “como se”, que torna a nuance semântica evidente. Já no segundo caso, a relação entre os períodos não seleciona um conector comparativo, mas apresenta construção do tipo [Vepis que]: ela constrói um espaço de hipótese, que é cotejado ao elemento mencionado anteriormente no mesmo enunciado. As fundamentações deste estudo recorrem à Linguística Cognitiva e à Gramática de Construções Baseada no Uso (GCBU). Mais especificamente, consideram-se aqui as contribuições de Langacker (1987, 2008), Johnson (1987) e Hilpert (2014), no sentido de delinear as dimensões estruturais, discursivas e cognitivas da referida construção. Tais perspectivas teóricas alicerçaram nossas escolhas metodológicas, principalmente no que se refere à convencionalidade e à frequência dos usos linguísticos. Inicialmente, aplicamos estratégias comuns à Linguística de Corpus, a fim de alçar dados reais e suficientemente representativos. Foram extraídas, pela plataforma Corpus do Português, 9679 ocorrências, dentre as quais 1000 amostras foram selecionadas para análise. Numa segunda etapa, desenvolvemos uma tarefa psicolinguística de compreensão, cujos itens do experimento foram elaborados a partir dos resultados da análise do corpus. O objetivo foi medir estatisticamente, em uma amostra de usuários da língua, o quanto a comparação pode ser percebida quando há este tipo de construções imperativas. Com o experimento, os usuários também puderam indicar se consideravam essas estruturas necessárias (ou não) para identificar a comparabilidade na relação entre as orações e frases. Ao serem cruzados os resultados das análises, chamou atenção a quase totalidade de construções em contextos de exemplificação (frames de exemplo), comuns também a construções comparativas canônicas. Foram esses também os itens que apresentaram índices mais altos de comparabilidade na tarefa de compreensão, se correlacionados com as outras realizações da mesma construção. As análises também indicaram predileção entre o uso dos verbos, de modo que “imaginar” e “supor” sejam os preferidos ao se estabelecerem comparações hipotéticas. Downloads Enviado Postado Como Citar Série Copyright (c) 2024 Felippe Tota Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Plaudit Declaração de dados - Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito - Os dados de pesquisa estão disponíveis em um ou mais repositório de dados

Text is read by the "Ask this paper" AI Q&A widget below. Extraction quality varies by source — PMC NXML preserves structure cleanly, OA-HTML may include some navigation residue, and OA-PDF can have broken hyphenation. The publisher copy (via DOI) is the canonical version.

My notes (saved in your browser only)

Ask this paper AI returns verbatim quotes from the full text · source: oa-doi-fallback

Answers must be backed by verbatim quotes from this paper's full text. Hallucinated quotes are dropped automatically; if no verbatim passage answers the question, we say so. How this works

Citation neighborhood (no data yet)

We don't have any in-corpus citations linked to this paper yet. This is a recent paper (2024) — citers typically take a year or two to land, and the OpenAlex reference graph may still be filling in.

Source provenance

europepmc
last seen: 2026-05-20T01:45:00.602351+00:00
unpaywall
last seen: 2026-05-26T02:00:01.498150+00:00
License: CC-BY-4.0