CONTRIBUIÇÕES DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE: ÊNFASE EM ACUPUNTURA SISTÊMICA E MOXABUSTÃO

In: Revista ft · 2025 · vol. 29(153) , pp. 40–41 · doi:10.69849/revistaft/cs10202512092240 · W7113896427
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Abstract

Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica e inflamatória que impacta a saúde física, emocional e a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de mulheres em idade reprodutiva. O tratamento convencional tem limitações devido a efeitos adversos, recorrência dos sintomas e diagnósticos tardios. Nesse contexto, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) surge como alternativa integrativa e segura, promovendo harmonia por meio do reequilíbrio do fluxo do Qi e do Xue com práticas como acupuntura e moxabustão. Objetivo: Analisar abordagens seguras e integrativas da MTC para melhorar os sintomas da endometriose. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas e meta-análises, com buscas nas bases PubMed, EBSCO, Scielo e Google Acadêmico. Resultados e Discussão: Os estudos indicam que acupuntura e moxabustão, isoladas ou combinadas, reduziram consistentemente a dor pélvica e dismenorreia secundária. Houve efeito anti-inflamatório, evidenciado pela redução de TNF-α4 e IL-6⁴, e melhorias nos escores de qualidade de vida. Observa-se correspondência entre os fundamentos da MTC, como regulação do Qi e Xue e ativação do DeQi, e mecanismos biomédicos, como modulação neuroendócrina e aumento da perfusão pélvica. Contudo, persistem limitações metodológicas e falta de padronização nos protocolos, assim como insuficiência de acompanhamento a longo prazo. Conclusão: Acupuntura e moxabustão são estratégias integrativas promissoras para o manejo da dor na endometriose. Recomenda-se a realização de ensaios clínicos randomizados com rigor metodológico e seguimento prolongado para fortalecer as evidências sobre sua eficácia e durabilidade.

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