Peritoniectomia no tratamento de endometriose profunda – Evidências atuais em revisão integrativa

In: Revista JRG de Estudos Acadêmicos · 2025 · vol. 8(19) , pp. e082604 · doi:10.55892/jrg.v8i19.2604 · W4415924098
article OA: diamond CC0

Abstract

O presente estudo tem como objetivo geral apresentar uma revisão integrativa, através das bancos de dados mais atualizados, sobre como a abordagem cirúrgica abdominal tem repercussões no tratamento de endometriose, discutir quais as técnicas, tecnologias e atitudes tem melhor eficácia e apresentar seu benefícios e riscos em associação com o prognóstico no tratamento das pacientes com a patologia. Foi realizada uma busca nos bancos de dados da PubMed, SciELO, Uptodate e Lilacs por artigos na língua portuguesa ou inglesa , atualizados dos últimos 10 anos. Foram encontrados 327 artigos, selecionados 25 artigos por critérios como ano de publicação após 2015 e artigos com foco em tratamento cirúrgico, e foram excluídos da seleção relatos de caso, artigos duplicados e número N de pacientes abaixo de 200, a fim de garantir melhor evidência científica. A endometriose é uma doença ginecológica crônica e progressiva definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo infiltrar órgãos próximos, como a vagina, ou órgãos mais distantes -em menor frequência- como o fígado e pleura, com diferentes sintomatologias dependentes de seu local de implantação. a laparoscopia é vista como a principal abordagem terapêutica para a endometriose. A peritonectomia em bloco não oncológica extensa do compartimento pélvico posterior parece interromper o desenvolvimento e manutenção da endometriose em pacientes com lesões associadas à inflamação neurogênica. Com o tratamento combinado, 75% das pacientes obtiveram melhora ou cura dos sintomas. Portanto, o tratamento combinado reflete a complexidade multifatorial da doença e deve ser considerado no manejo multidisciplinar.
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Peritoniectomia no tratamento de endometriose profunda – Evidências atuais em revisão integrativa DOI: https://doi.org/10.55892/jrg.v8i19.2604Palavras-chave: Endometriose, Tratamento, PeritonectomiaResumo O presente estudo tem como objetivo geral apresentar uma revisão integrativa, através das bancos de dados mais atualizados, sobre como a abordagem cirúrgica abdominal tem repercussões no tratamento de endometriose, discutir quais as técnicas, tecnologias e atitudes tem melhor eficácia e apresentar seu benefícios e riscos em associação com o prognóstico no tratamento das pacientes com a patologia. Foi realizada uma busca nos bancos de dados da PubMed, SciELO, Uptodate e Lilacs por artigos na língua portuguesa ou inglesa , atualizados dos últimos 10 anos. Foram encontrados 327 artigos, selecionados 25 artigos por critérios como ano de publicação após 2015 e artigos com foco em tratamento cirúrgico, e foram excluídos da seleção relatos de caso, artigos duplicados e número N de pacientes abaixo de 200, a fim de garantir melhor evidência científica. A endometriose é uma doença ginecológica crônica e progressiva definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo infiltrar órgãos próximos, como a vagina, ou órgãos mais distantes -em menor frequência- como o fígado e pleura, com diferentes sintomatologias dependentes de seu local de implantação. a laparoscopia é vista como a principal abordagem terapêutica para a endometriose. A peritonectomia em bloco não oncológica extensa do compartimento pélvico posterior parece interromper o desenvolvimento e manutenção da endometriose em pacientes com lesões associadas à inflamação neurogênica. Com o tratamento combinado, 75% das pacientes obtiveram melhora ou cura dos sintomas. Portanto, o tratamento combinado reflete a complexidade multifatorial da doença e deve ser considerado no manejo multidisciplinar. Downloads Referências ABDALLA-RIBEIRO, H.; MAEKAWA, M. M.; LIMA, R. F.; NICOLA, A. L. A.; RODRIGUES, F. C. M.; RIBEIRO, P. A. Intestinal endometriotic nodules with a length greater than 2.25 cm and affecting more than 27% of the circumference are more likely to undergo segmental resection, rather than linear nodulectomy. PLOS ONE. 2021;16(4):e0247654. DOI: 10.1371/journal.pone.0247654 ABESADZE, E.; SEHOUlI, J.; MECHSNER, S.; CHIANTERA, V. Possible role of the posterior compartment peritonectomy, as a part of the complex surgery, regarding recurrence rate, improvement of symptoms and fertility rate in patients with endometriosis, long-term follow-up. Journal of Minimally Invasive Gynecology, v. 27, n. 5, 2020, p. 1103–1111. DOI: 10.1016/j.jmig.2019.08.019 ARAGÃO, J. 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