Interleucina-6 na endometriose : concentrações no fluído peritoneal e expressão proteica no tecido endometrial

In: instacron:UFRGS · 2017 · W2773183522
dissertation OA: green CC0
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Abstract

A endometriose é uma doença ginecológica crônica que afeta pelo menos 10% das mulheres em idade reprodutiva. É caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Embora sua etiologia permaneça controversa, estudos propõem que alterações imunológicas e inflamatórias estão correlacionadas com a causa da endometriose e podem contribuir para o crescimento e sobrevida de implantes ectópicos. Como parte integrante desse processo, um microambiente peritoneal anormal pode ser constituído por níveis aumentados de células imunológicas. Dentre estas, a elevação de citocinas pró-inflamatórias no ambiente peritoneal e sistêmico participariam desse processo. Citocinas incluindo a interleucina-6 (IL-6), uma glicoproteína com atuação na resposta imune e considerada como um marcador de inflamação tem sido proposta na patogênese da endometriose. Recentemente, demonstramos que as concentrações de IL-6 no fluído peritoneal (FP) apresentam-se elevadas em mulheres com endometriose em comparação com mulheres hígidas (Andrade et al., 2017, in press). No entanto, a fonte do aumento de IL-6 no FP ainda não foi totalmente elucidada e seu potencial envolvimento com a endometriose merece maior investigação. No presente estudo, avaliamos a expressão proteica de IL-6 no tecido endometrial e sua concentração no FP de mulheres com endometriose pélvica e comparamos com mulheres hígidas. Um total de 18 pacientes com endometriose e 12 mulheres com pelve normal foram incluídas neste estudo caso-controle. Foram realizadas avaliações clínicas e laboratoriais. Os níveis de IL-6 no FP e a expressão proteica no tecido endometrial foram determinados utilizando ensaio imunoenzimático (ELISA) e imuno-histoquímica respectivamente. A concentração de IL-6 no FP foi significativamente mais elevada no grupo endometriose em comparação com o grupo controle [48,2 (36,7 - 89,9) ng/ml versus 23,1 (11,8 - 35,3) ng/ml, P = 0,002]. A expressão proteica de IL-6 foi positiva na maior parte das amostras de ambos os grupos sendo significativamente mais intensa no tecido endometriótico em comparação com a expressão no endométrio de mulheres com pelve normal (P < 0,05). Os resultados do presente estudo sugerem que a fonte da IL6 no FP de pacientes com endometriose possa ser, pelo menos em parte, proveniente dos focos endometrióticos.

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