Dydrogesterone in the management of chronic pelvic pain associated with endometriosis and related reproductive outcomes: a systematic review and prevalence meta-analysis

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Abstract

Introdução: A endometriose compromete a qualidade de vida de milhares de mulheres em idade reprodutiva, principalmente devido à dismenorreia, dor pélvica crônica, dispareunia e outros sintomas abdominais e pélvicos. Um dos pilares do tratamento clínico da endometriose é o uso de medicamentos hormonais. Embora apresentem eficácia significativa no manejo dos sintomas, a maioria das terapias hormonais disponíveis pode interferir na fertilidade, limitando o desejo gestacional. A didrogesterona, uma retroprogesterona comercialmente disponível para diversos fins, incluindo o manejo da dor associada à endometriose, não possui efeito contraceptivo direto. Essa característica lhe confere potencial terapêutico em pacientes com dor pélvica e desejo de gestação. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura disponível até o ano de 2023, com o objetivo de reunir evidências sobre a eficácia da didrogesterona no tratamento da dor pélvica crônica em pacientes com diagnóstico de endometriose, bem como dados sobre sua permissividade quanto à gestação nessas pacientes. A pesquisa foi orientada pela estratégia PICO para formulação da pergunta relacionada ao problema (População: pacientes com dor pélvica secundária à endometriose; Intervenção: didrogesterona; Comparação: sem restrição quanto a grupos comparadores; Desfecho: melhora dos sintomas relacionados à dor e ocorrência de gestação). Após ampla busca nas principais plataformas de artigos médicos nacionais e internacionais, e seguindo as diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), sete estudos - majoritariamente observacionais - foram incluídos nesta revisão. Após análise descritiva de todos os achados e conforme os dados estatísticos disponíveis, foi realizada uma metanálise de prevalência. Resultados: Apesar das limitações, como alta heterogeneidade entre os estudos (variações de dose, desenho observacional, diferentes comparadores) e ausência de dados estatísticos padronizados, foi possível realizar metanálises de prevalência para avaliar a melhora da dor e a ocorrência de gestação, a qual evidenciou melhora da dor pélvica em 81% das pacientes que utilizaram o esquema cíclico e em 89% daquelas que utilizaram esquema contínuo. Além disso, observou-se uma taxa de gestação de 17% na mesma população em uso de didrogesterona. A metanálise apresentou limitações decorrentes da alta heterogeneidade entre os estudos (variações de dose, desenho observacional, diferentes comparadores) e pela ausência de dados estatísticos padronizados, destar forma e, de acordo com os dados disponíveis foi realizada metanálise de prevalência de melhora da dor e metanálise de prevalência de gestação em pacientes com diagnóstico de endometriose em uso de didrogesterona. Conclusão: A didrogesterona parece ser uma alternativa promissora para o manejo da dor em pacientes com endometriose e desejo reprodutivo concomitante. Pode representar uma alternativa especialmente interessante para pacientes com sintomas álgicos, desejo gestacional e que não desejam ou não têm acesso ao tratamento cirúrgico. São necessários estudos futuros com dados robustos, posologia padronizada e grupos comparadores adequados para melhor avaliação de seus efeitos sobre dor e fertilidade.

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last seen: 2026-06-04T00:00:01.174412+00:00
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