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DOI: 10.1055/s-0041-1741830
Avaliação do Tratamento Cirúrgico para Endometriose Intestinal em Hospital de Referência na Região Nordeste do Brasil
Authors
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Área: ENDOMETRIOSE
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Data: 01/09/2021
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Horário: 11:00 às 13:30
Forma de Apresentação: Tema Livre
Objetivo Demonstrar os resultados do tratamento cirúrgico colorretal (shaving, ressecção discoide e ressecção segmentar) de pacientes portadoras de endometriose intestinal profunda, avaliando quadro clínico, resposta ao tratamento, complicações e recidivas em uma coorte de pacientes acompanhadas em um centro de referência da região Nordeste.
Método Estudo de coorte retrospectivo com análise prospectiva dos dados de prontuários médicos entre março de 2017 e março de 2020 em busca de variáveis como quadro clínico, técnica cirúrgica utilizada, complicações peri-operatórias e recidivas.
Resultados As pacientes submetidas aos procedimentos cirúrgicos apresentavam quadro clínico de dispareunia (63,35%), cólicas menstruais cíclicas (56,73%), disquezia (32,59%), dor em cólica acíclicas (25,96%), tenesmo (24,04%) e dor retal (20,19%). O mapeamento ultrassonográfico transvaginal pré-operatório mostrou que 34,62% das lesões intestinais acometiam até gordura perirretal e 61,54%, até muscular própria do reto. Dos casos analisados, 22,1% realizaram cirurgia prévia para endometriose. A via de acesso cirúrgica escolhida em 94,23% dos procedimentos foi a laparoscopia, sendo que 1,92% foram convertidos para laparotomia. A técnica cirúrgica adotada em 51,92% dos pacientes foi a ressecção em disco, seguida por shaving (28,85%) e sigmoidectomia (12,5%). Evidenciaram-se outros achados cirúrgicos: apendicectomia (4,81%) e acometimento do diafragma (2,88%). Dentre as complicações pós-operatórias recentes (ocorridas em até 30 dias), 2,88% dos pacientes cursaram com infecção do sítio cirúrgico; 2,88% com sangramento; 0,96% com fístula e 2,88% necessitou de reoperação. Ocorreram complicações tardias em 0,96% dos casos e recidivas em 1,92%.
Conclusões O quadro clínico mais frequente das pacientes submetidas à cirurgia foi dispareunia e cólicas menstruais cíclicas. Ademais, a técnica cirúrgica de escolha na maioria dos casos foi a ressecção discoide por laparoscopia. O número de complicações pós-operatórias foi baixo, sendo as mais prevalentes a infecção do sítio cirúrgico, sangramentos e necessidade de reoperação. A taxa de recidiva após tratamento cirúrgico foi baixa, o que mostra uma resposta satisfatória ao tratamento proposto.
Publication History
Article published online:
04 January 2022
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