Abstract
INTRODUÇÃO: A endometriose é uma condição ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, frequentemente associada à dor pélvica crônica e à infertilidade. Sua patogênese envolve um processo inflamatório complexo, com a ativação do inflamossomo proteína 3 contendo domínio NOD, LRR e pirina (NLRP3) sendo uma das principais vias imunológicas implicadas. A microbiota intestinal tem sido identificada como um fator relevante no equilíbrio imunológico, e recentes estudos sugerem que a disbiose intestinal pode influenciar a progressão da endometriose. O uso de probióticos, como Lactobacillus, tem mostrado potencial em modular a resposta inflamatória, oferecendo novas perspectivas terapêuticas para essa condição. OBJETIVOS: Avaliar a relação entre a disbiose intestinal e a endometriose, investigando o impacto do uso de probióticos na modulação da inflamação associada à doença. METODOLOGIA: A revisão sistemática foi conduzida com base em artigos científicos publicados nos últimos 5 anos nas bases PubMed e Scielo, escritos em inglês. Inicialmente, foram avaliados 34 artigos, dos quais 5 foram escolhidos. Foram selecionados estudos que investigaram a relação entre a microbiota intestinal e a endometriose, com foco na utilização de probióticos como estratégia terapêutica. A pesquisa incluiu estudos in vitro e em modelos experimentais que abordam a interação entre Lactobacillus e lesões endometrióticas. Foram excluídos estudos publicados anteriormente ao ano de 2019, escritos em outra língua e que não retratavam sobre a relação entre o uso de probióticos e a microbiota intestinal de mulheres com endometriose. RESULTADOS: Estudos indicam que a ativação do inflamossomo NLRP3 tem um papel fundamental na inflamação associada à endometriose, levando à produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias. A administração de probióticos, como Lactobacillus rhamnosus BPL005 e Lactobacillus gasseri OLL2809, demonstrou reduzir a expressão do inflamossomo NLRP3 e as citocinas inflamatórias, restaurando a homeostase imunológica no tecido endometrial. Além disso, os probióticos promoveram uma diminuição na gravidade das lesões endometrióticas, sugerindo um efeito terapêutico promissor. A modulação do pH intestinal e a redução de bactérias patogênicas também foram observadas, o que pode contribuir para o equilíbrio imunológico e redução da inflamação sistêmica. CONCLUSÃO: O uso de probióticos apresenta um potencial significativo no tratamento da endometriose, principalmente devido à sua capacidade de modular a inflamação e melhorar o equilíbrio da microbiota intestinal. Estudos adicionais são necessários para confirmar sua eficácia clínica e definir as cepas mais apropriadas para o tratamento da endometriose, no entanto, dados preliminares indicam que essa abordagem pode ser uma adição valiosa às terapias convencionais. PALAVRAS-CHAVE: Endometriose, Microbioma, Probióticos.
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MICROBIOTA INTESTINAL E ENDOMETRIOSE: POTENCIAL TERAPÊUTICO DOS PROBIÓTICOS NA MODULAÇÃO IMUNOLÓGICA
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INTRODUÇÃO: A endometriose é uma condição ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, frequentemente associada à dor pélvica crônica e à infertilidade. Sua patogênese envolve um processo inflamatório complexo, com a ativação do inflamossomo proteína 3 contendo domínio NOD, LRR e pirina (NLRP3) sendo uma das principais vias imunológicas implicadas. A microbiota intestinal tem sido identificada como um fator relevante no equilíbrio imunológico, e recentes estudos sugerem que a disbiose intestinal pode influenciar a progressão da endometriose. O uso de probióticos, como Lactobacillus, tem mostrado potencial em modular a resposta inflamatória, oferecendo novas perspectivas terapêuticas para essa condição. OBJETIVOS: Avaliar a relação entre a disbiose intestinal e a endometriose, investigando o impacto do uso de probióticos na modulação da inflamação associada à doença. METODOLOGIA: A revisão sistemática foi conduzida com base em artigos científicos publicados nos últimos 5 anos nas bases PubMed e Scielo, escritos em inglês. Inicialmente, foram avaliados 34 artigos, dos quais 5 foram escolhidos. Foram selecionados estudos que investigaram a relação entre a microbiota intestinal e a endometriose, com foco na utilização de probióticos como estratégia terapêutica. A pesquisa incluiu estudos in vitro e em modelos experimentais que abordam a interação entre Lactobacillus e lesões endometrióticas. Foram excluídos estudos publicados anteriormente ao ano de 2019, escritos em outra língua e que não retratavam sobre a relação entre o uso de probióticos e a microbiota intestinal de mulheres com endometriose. RESULTADOS: Estudos indicam que a ativação do inflamossomo NLRP3 tem um papel fundamental na inflamação associada à endometriose, levando à produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias. A administração de probióticos, como Lactobacillus rhamnosus BPL005 e Lactobacillus gasseri OLL2809, demonstrou reduzir a expressão do inflamossomo NLRP3 e as citocinas inflamatórias, restaurando a homeostase imunológica no tecido endometrial. Além disso, os probióticos promoveram uma diminuição na gravidade das lesões endometrióticas, sugerindo um efeito terapêutico promissor. A modulação do pH intestinal e a redução de bactérias patogênicas também foram observadas, o que pode contribuir para o equilíbrio imunológico e redução da inflamação sistêmica. CONCLUSÃO: O uso de probióticos apresenta um potencial significativo no tratamento da endometriose, principalmente devido à sua capacidade de modular a inflamação e melhorar o equilíbrio da microbiota intestinal. Estudos adicionais são necessários para confirmar sua eficácia clínica e definir as cepas mais apropriadas para o tratamento da endometriose, no entanto, dados preliminares indicam que essa abordagem pode ser uma adição valiosa às terapias convencionais.
PALAVRAS-CHAVE: Endometriose, Microbioma, Probióticos.
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