Carga assistencial e econômica da endometriose no sistema público de saúde brasileiro: estudo observacional em uma década (2015–2024)

In: Journal of Medical and Biosciences Research · 2026 · vol. 3(2) · doi:10.70164/jmbr.v3i2.1176 · W7151584849
article OA: hybrid CC0
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This observational study analyzed 123,792 endometriosis hospitalizations in Brazil from 2015-2024, revealing high costs, regional disparities, a pandemic dip followed by a record peak, and delays in diagnosis impacting women aged 30-49.

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This observational descriptive ecological time-series study analyzed incidence, temporal trends, and assistential and financial impact of hospitalizations for endometriosis in Brazil’s public health system (SUS) from 2015 to 2024 using secondary data from SIH/SUS (via DATASUS), stratified by region, year, age, race/color, and care setting. Across the decade, there were 123,792 hospital admissions and R$72.4 million in hospital service costs; the Southeast accounted for 42.9% of cases and 45% of spending, and hospitalizations fell 39% in 2020 during the COVID-19 pandemic before reaching a historical peak in 2024 (18,463 cases). Most patients were aged 30–49 years (67.7%), suggesting substantial diagnostic delay, and the authors reported low lethality (163 deaths), with some under-representation of Black and Indigenous women. This paper is centrally about endometriosis — it quantifies the decade-long hospitalization burden and related costs for endometriosis in the Brazilian SUS and highlights regional and demographic patterns that affect care access.

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Abstract

(Introdução. A endometriose é uma doença ginecológica crônica com expressivo impacto social, econômico e na qualidade de vida das mulheres. O objetivo deste estudo foi analisar a incidência, as tendências temporais e o impacto assistencial e financeiro das internações por endometriose no sistema público de saúde brasileiro em uma década, avaliando suas variações regionais e sociodemográficas. Métodos. Trata-se de um estudo observacional descritivo, ecológico e de série temporal, referente ao período de 2015 a 2024. Foram analisados dados secundários extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) via DATASUS. A análise incluiu registros de internações, valor de serviços hospitalares e óbitos, estratificados por região geográfica, ano, faixa etária, raça/cor e caráter de atendimento. Resultados e discussão. Ocorreram 123.792 internações no período, gerando um custo de serviços hospitalares de R$ 72,4 milhões. A Região Sudeste concentrou 42,9% dos casos e 45% dos gastos, refletindo forte desigualdade no acesso a centros especializados. Identificou-se uma queda de 39% nas internações em 2020, decorrente da pandemia de COVID-19, seguida de retomada que atingiu o pico histórico em 2024, com 18.463 casos. A maioria absoluta das pacientes tinha entre 30 e 49 anos (67,7%), sugerindo intenso atraso no diagnóstico. A maior parte das mulheres eram pardas (42,5%) e brancas (36,7%), com sub-representação de mulheres pretas e indígenas. A letalidade foi baixa (163 óbitos). Conclusões. A endometriose é um desafio crescente e oneroso para o SUS. Evidenciou-se a necessidade urgente de políticas públicas focadas no diagnóstico precoce e na descentralização regional do cuidado especializado, visando mitigar a progressão da doença e promover a equidade no acesso à saúde das mulheres brasileiras.
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Carga assistencial e econômica da endometriose no sistema público de saúde brasileiro: estudo observacional em uma década (2015–2024) DOI: https://doi.org/10.70164/jmbr.v3i2.1176Keywords: Endometriose, Epidemiologia, Saúde pública, BrasilAbstract (Introdução. A endometriose é uma doença ginecológica crônica com expressivo impacto social, econômico e na qualidade de vida das mulheres. O objetivo deste estudo foi analisar a incidência, as tendências temporais e o impacto assistencial e financeiro das internações por endometriose no sistema público de saúde brasileiro em uma década, avaliando suas variações regionais e sociodemográficas. Métodos. Trata-se de um estudo observacional descritivo, ecológico e de série temporal, referente ao período de 2015 a 2024. Foram analisados dados secundários extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) via DATASUS. A análise incluiu registros de internações, valor de serviços hospitalares e óbitos, estratificados por região geográfica, ano, faixa etária, raça/cor e caráter de atendimento. Resultados e discussão. Ocorreram 123.792 internações no período, gerando um custo de serviços hospitalares de R$ 72,4 milhões. A Região Sudeste concentrou 42,9% dos casos e 45% dos gastos, refletindo forte desigualdade no acesso a centros especializados. Identificou-se uma queda de 39% nas internações em 2020, decorrente da pandemia de COVID-19, seguida de retomada que atingiu o pico histórico em 2024, com 18.463 casos. A maioria absoluta das pacientes tinha entre 30 e 49 anos (67,7%), sugerindo intenso atraso no diagnóstico. A maior parte das mulheres eram pardas (42,5%) e brancas (36,7%), com sub-representação de mulheres pretas e indígenas. A letalidade foi baixa (163 óbitos). Conclusões. A endometriose é um desafio crescente e oneroso para o SUS. Evidenciou-se a necessidade urgente de políticas públicas focadas no diagnóstico precoce e na descentralização regional do cuidado especializado, visando mitigar a progressão da doença e promover a equidade no acesso à saúde das mulheres brasileiras. References AIHW. Endometriosis in Australia 2023: hospitali-sations. Australian Institute Of Health And Wel-fare. Dec 14;2023. BRASIL. DATASUS: Informações de Saúde (TAB-NET). Ministério da Saúde. Mar 11; 2026. BRASIL. Empresa Brasileira de Serviços Hospitala-res. Endometriose: o desafio de viver com a doença e a busca por qualidade de vida. Brasília: EBSERH. 2025. CARDOSO J.V. et al. Epidemiological profile of women with endometriosis: a retrospective descrip-tive study. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Out; 20(4)1057-1067; 2021. COVIDSURG COLLABORATIVE. Elective surgery cancellations due to the COVID-19 pandemic: global predictive modelling to inform surgical recovery plans. 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