Eficácia do diagnóstico precoce na redução da infertilidade associada à endometriose: uma revisão sistemática
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This systematic review found that early diagnosis of endometriosis using clinical and genetic markers reduces diagnostic delays and mitigates infertility, highlighting the importance of screening and professional training.
One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works
Abstract
Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica, dependente de estrogênio, que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e causa dor pélvica e infertilidade. O diagnóstico costuma ser tardio, com atraso médio de vários anos, o que agrava a progressão da doença e dificulta o tratamento. Estratégias de triagem e de diagnóstico precoce podem reduzir esse atraso e melhorar as chances de preservação da fertilidade. Objetivo: Analisar a eficácia do diagnóstico precoce da endometriose na prevenção ou redução da infertilidade em mulheres em idade reprodutiva, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Métodos: A pesquisa foi conduzida utilizando descritores do MeSH “endometriosis“, “early diagnosis”, “infertility”, “delayed diagnosis”, incluindo ensaios clínicos controlados e randomizados, realizados em humanos e publicados em inglês nos últimos dez anos, nas bases de dados National Library of Medicine (PubMed) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Inicialmente, foram identificados seis estudos; após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, três foram selecionados para análise final. Foram considerados os estudos que avaliaram a eficácia do diagnóstico precoce da endometriose na prevenção de complicações. Os artigos com métodos pouco claros ou sem acesso ao texto completo foram excluídos. Seguindo as recomendações do protocolo Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses (PRISMA), houve uma seleção inicial por títulos e resumos, seguida da avaliação do texto completo. Foram coletadas informações sobre métodos de diagnóstico, tempo médio até o diagnóstico, marcadores clínicos e genéticos associados, impacto no tempo de infertilidade e barreiras relatadas por profissionais de saúde. Resultados: O estudo abrangeu uma amostra total de 2.239 participantes. No primeiro estudo, com 1.271 mulheres, foi encontrada associação significativa entre níveis elevados de hormônio estimulante da tireoide e endometriose (razão de probabilidade 2,08; intervalo de confiança de 95%: 1,32–3,29; p<0,01), além de correlação entre mancha pré-menstrual e doença moderada/grave (p<0,001), sugerindo que esses marcadores podem antecipar o diagnóstico em até 2,7 anos. No segundo estudo, com 925 pacientes, foram identificados polimorfismos genéticos (como nos genes WNT4, VEZT e GREB1) fortemente associados à suscetibilidade à endometriose (p<0,0001), com potencial para o rastreamento precoce. No terceiro estudo, foram entrevistados 43 médicos da atenção primária e observaram um atraso diagnóstico médio de sete anos, relacionado à falta de capacitação e de protocolos clínicos, enquanto a queixa de infertilidade e a proatividade médica facilitaram o encaminhamento precoce. Conclusão: O diagnóstico precoce da endometriose, com base em marcadores clínicos e genéticos, mostrou-se eficaz na redução do tempo diagnóstico e na mitigação da infertilidade. Estratégias de triagem precoce e de capacitação profissional são essenciais para preservar o potencial reprodutivo de mulheres com a doença.
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