ESCREVIVÊNCIAS NO CINEMA: A TRAJETÓRIA E O PENSAMENTO DA CINEASTA YASMIN THAYNÁ

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Abstract

Historicamente, o cinema no Brasil foi (e ainda é) pensado e produzido por um grupo socialmente hegemônico em nosso país: homens brancos de classe média. Mesmo assim, nos últimos anos, podemos observar o crescimento da presença de pessoas negras nos espaços de produção de sentidos e narrativas audiovisuais, ou seja, como diretoras (es) e/ ou roteiristas de cinema, um espaço de poder hierárquico no campo do audiovisual . Esse artigo tem como objetivo apresentar a trajetória e o pensamento de uma dessas cineastas negras, Yasmin Thayná. O corpus é formado por textos e entrevistas disponíveis na internet e uma entrevista semi-estruturada realizada com um cineasta. Conclui-se que um cineasta compreende o campo do cinema e do audiovisual como ferramenta de luta por autorrepresentação e autodefinição para a população negra. Por fim, é possível, como fruto desta análise, inferir que o audiovisual, no atual contexto tecnológico, pode ser usado como instrumento de combate às imagens de controle teorizado pela intelectual negra Patrícia Hill Collins e a ressignificação da existência negra no Brasil.

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