O impacto da endometriose na fertilidade feminina
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Abstract
Objetivo: Explorar o impacto da endometriose na fertilidade feminina, assim como sua abordagem e manejo, visando proporcionar informações que auxiliem o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, em uma abordagem multidisciplinar. Métodos: Foi realizada uma revisão com levantamento bibliográfico nas plataformas Scientific Electronic Library Online (SciELO), UpToDate e Google Acadêmico. Os artigos selecionados foram publicados entre 2006 e 2024. Consideraram-se os seguintes critérios de inclusão: artigos completos com a temática proposta, com foco em endometriose e infertilidade, utilizando os descritores: “endometrioma”, “infertilidade” e “infertilidade feminina”. Resultados: A endometriose é uma síndrome caracterizada por inflamação crônica, de caráter estrogênio-dependente. O mecanismo da sua fisiopatologia ainda é desconhecido, embora existam diversos estudos que descrevem as suas teorias mais aceitas. Compreende-se que existam alguns fatores de risco para o seu desenvolvimento, dentre eles, cita-se o período da menacme, menarca precoce, índice de massa corporal e ciclos menstruais inferiores a 27 dias. Estima-se que a endometriose afete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e que, entre as pacientes diagnosticadas, de 35 a 50% apresentem quadro de infertilidade associado, sendo este uma das suas principais causas. Vale ressaltar que os focos de endometriose podem ser classificados como superficiais ou profundos, dependendo da sua extensão e profundidade. Essa classificação tem grande relevância quando relacionada à possibilidade de infertilidade e seu prognóstico, uma vez que, na doença avançada, a distorção da anatomia pélvica, aderências e oclusão tubária apresentam forte associação com a dificuldade de fertilidade. Ainda sobre esse aspecto, pode-se afirmar que, por se tratar de um processo inflamatório crônico, as partículas da endometriose fora da cavidade uterina são muitas vezes identificadas como antígenos e, portanto, geram uma resposta imunológica. Isso pode levar à disfunção ovulatória, comprometendo a foliculogênese, ou até a um implante embrionário defeituoso. Atualmente, existem diversos tratamentos que podem auxiliar a paciente com endometriose a gestar, destacando-se as técnicas de reprodução assistida como uma das abordagens de maior eficácia, principalmente quando associadas à administração de análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH). Conclusão: A endometriose, embora seja uma patologia benigna, pode acarretar consequências negativas na vida da mulher, como a infertilidade. Podem ser estratégias para essas pacientes o uso de algumas medicações, visando à redução dos focos endometrióticos, a cirurgia ou, em alguns casos, as técnicas de reprodução assistida. Tendo em vista tais abordagens, faz-se necessário o acompanhamento individualizado, com estratégias adequadas de acordo com especificidades, como a idade da paciente e o estágio da endometriose, para que seja possível alcançar resultados positivos.
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