VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EM ANGOLA: UMA GRAVE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE NDALATANDO

preprint OA: closed CC-BY-4.0

Abstract

Introduction: Obstetric violence is a major silent and silenced violation of human rights, affecting women’s sexual and reproductive health worldwide. This issue is discussed in this research by portraying the Angolan context, where inhumane practices in health services during pregnancy, childbirth, and the postpartum period by healthcare professionals have been common. Therefore, the study sought to understand how obstetric violence impacts the dignity, autonomy, and human rights of Angolan women, on the one hand, and, on the other, the National Health System (NHS). Methods applied to the research: A qualitative methodology with an exploratory-descriptive approach was used for this study, relying on semi-structured interviews with women and bibliographic research, which consisted of reviewing existing literature on the topic under study. Research results: The results indicate that obstetric violence manifests through practices such as verbal and physical assaults, psychological abuse, inadequate medical follow-up, lack of communication and of free and informed consent in decision-making about any medical procedures performed on women’s bodies, and the denial of companions during childbirth. These practices are often naturalized/normalized and institutionalized in health services. Discussion: The discussion emphasizes the need to reverse this situation through public policies that ensure truly humanized and respectful treatment for women, suggesting that the culture of impunity in institutions must be challenged so that healthcare professionals who commit violence in hospitals are held accountable. Conclusion: It was concluded that obstetric violence is a global public health problem and an alarming reality in Angola that demands immediate attention. Promoting a culture of respect and dignity in health services through the training of professionals, as well as fostering debate about women’s multiple rights within institutions, is crucial to ensure that human rights including women’s rights to health, sexuality, reproduction, equality, and opportunity are truly respected and protected.
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DOI do preprint publicado https://doi.org/10.62234/ceresv3n3-002 Preprint / Versão 2 VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EM ANGOLA: UMA GRAVE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE NDALATANDO article.authors6a10a9e77e810 Cireneu de Jesus André Francisco Hospital Geral do Cuanza Norte Mário Pinto de Andrade .st0{fill:#A6CE39;} .st1{fill:#FFFFFF;} https://orcid.org/0009-0002-9567-2944 DOI: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12614 Palavras-chave: Violência obstétrica, Direitos humanos, Saúde Reprodutiva, Direitos Sexuais Resumo Introdução: A violência obstétrica é uma grande violação silenciosa e silenciada dos direitos humanos, afetando a saúde sexual e reprodutiva das mulheres em todo o mundo. Este problema é discutido nesta pesquisa retratando o contexto angolano, onde se observa que as práticas desumanas nos serviços de saúde durante a gestação, parto e pós-parto por parte dos profissionais de saúde têm sido comuns. Portanto, a pesquisa buscou compreender como a violência obstétrica impacta a dignidade, a autonomia e os direitos humanos das mulheres angolanas, dum lado, e doutro lado, o Sistema Nacional de Saúde (SNS). Métodos aplicados à pesquisa: Para esta pesquisa foi usada uma metodologia qualitativa, com abordagem exploratória-descritiva, apegando-se a técnica de entrevista semiestruturada feita às mulheres, e a pesquisa bibliográfica, que consistiu no levantamento da literatura existente sobre o tema em estudo. Resultados da pesquisa: Os resultados indicam que a violência obstétrica se manifesta através de práticas como agressões verbais e físicas, abusos psicológicos, acompanhamento médico inadequado, falta de comunicação e de consentimento livre e informado nas tomadas de decisões sobre quaisquer procedimentos médicos realizados no corpo das mulheres e a negação de acompanhantes no momento do parto; e tais práticas são frequentemente naturalizadas/normalizadas e institucionalizadas nos serviços de saúde. Discussão: Na discussão enfatiza-se a necessidade de reverter essa situação por meio de políticas públicas que garantam um tratamento verdadeiramente humanizado e respeitoso às mulheres, sugerindo que se desafie a cultura da impunidade nas instituições, para que se passe a punir os profissionais que cometem violências nos hospitais. Conclusão: Concluiu-se que a violência obstétrica é um problema de saúde pública global e uma realidade alarmante em Angola que demanda uma atenção imediata. A promoção de uma cultura de respeito e dignidade nos serviços de saúde, através de capacitação dos profissionais, bem como o debate sobre direitos múltiplos das mulheres nas instituições é crucial para garantir que os direitos humanos e os das mulheres que vão desde à saúde, sexualidade, reprodução, igualdade e oportunidades sejam realmente respeitados e protegidos. Downloads Os dados de download ainda não estão disponíveis. PDF Postado 22/07/2025 — Atualizado em 29/07/2025 Versões 29/07/2025 (2) 22/07/2025 (1) Como Citar VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EM ANGOLA: UMA GRAVE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE NDALATANDO. (2025). Em SciELO Preprints . https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12614 (Original work published 2025) Formatos de Citação ACM ACS APA ABNT Chicago Harvard IEEE MLA Turabian Vancouver Baixar Citação Endnote/Zotero/Mendeley (RIS) BibTeX Série Ciências da Saúde Copyright (c) 2025 Cireneu de Jesus André Francisco Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License . .citations-container { overflow-y: auto; overflow-x: hidden; max-height: 1000px; } Plaudit Justificativa da versão Nesta nova versão fez-se uma revisão cuidada e completa, ultrapassando algumas insuficiências linguísticas e técnicas. function insertAfter(newNode, referenceNode) { referenceNode.parentNode.insertBefore(newNode, referenceNode.nextSibling); } const publishedBlock = document.getElementsByClassName("item published")[0]; const justificationBlock = document.getElementsByClassName('item versionJustification')[0]; insertAfter(justificationBlock, publishedBlock); Declaração de dados Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito Aviso de preprints Preprints são manuscritos não avaliados por um periódico científico ou já avaliados mas em processo de publicação. .block_announcements_article:not(:last-child) { padding-bottom: 1.5em; border-bottom: 1px solid; } .block_announcements_article { text-align: left; } .block_announcements #show-all{ font-style: italic; } Notícias SciELO Preprints adota obrigatoriedade de declaração de disponibilização de dados de pesquisa 19 agosto 2025 A partir de 1º de setembro de 2025 os manuscritos submetidos ao SciELO Preprints devem incluir uma declaração de disponibilidade de dados informando sobre onde e como os dados da pesquisa que deram origem ao artigo podem ser acessados. 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