Classificações da endometriose e seus impactos no manejo clínico e cirúrgico da doença

In: Journal Archives of Health · 2025 · vol. 6(4) , pp. e2845 · doi:10.46919/archv6n4espec-15905 · W4413155621
article OA: diamond CC0

Abstract

A endometriose é uma doença ginecológica crônica, inflamatória e estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina. Diversos sistemas classificatórios foram propostos com o intuito de padronizar o diagnóstico, guiar o tratamento e prever o prognóstico da doença. Esta revisão sistemática da literatura objetiva analisar criticamente os principais sistemas de classificação da endometriose e seus impactos no manejo clínico e cirúrgico da doença. Foi realizada uma busca nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, incluindo estudos publicados entre 2010 e 2024. As classificações revisadas incluíram a rASRM, ENZIAN, AAGL e a classificação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Observou-se que, embora amplamente utilizadas, tais classificações possuem limitações quanto à correlação clínica com a dor e a infertilidade, além de dificuldades práticas na aplicação cirúrgica. Conclui-se que a integração de diferentes classificações e a personalização do tratamento são estratégias promissoras para melhorar o cuidado das pacientes.
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Classificações da endometriose e seus impactos no manejo clínico e cirúrgico da doença DOI: https://doi.org/10.46919/archv6n4espec-15905Keywords: endometriose, classificações, manejo clínico, cirurgia ginecológica, tratamento personalizadoAbstract A endometriose é uma doença ginecológica crônica, inflamatória e estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina. Diversos sistemas classificatórios foram propostos com o intuito de padronizar o diagnóstico, guiar o tratamento e prever o prognóstico da doença. Esta revisão sistemática da literatura objetiva analisar criticamente os principais sistemas de classificação da endometriose e seus impactos no manejo clínico e cirúrgico da doença. Foi realizada uma busca nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, incluindo estudos publicados entre 2010 e 2024. As classificações revisadas incluíram a rASRM, ENZIAN, AAGL e a classificação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Observou-se que, embora amplamente utilizadas, tais classificações possuem limitações quanto à correlação clínica com a dor e a infertilidade, além de dificuldades práticas na aplicação cirúrgica. Conclui-se que a integração de diferentes classificações e a personalização do tratamento são estratégias promissoras para melhorar o cuidado das pacientes. References REFERÊNCIAS ANDRADE, M. A.; FERRAZ, F. A.; LOPES, R. G. Classificações da endometriose: desafios na padronização diagnóstica. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 41, n. 9, p. 577-583, 2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. GOMES, L. F.; RIBEIRO, T. S. Endometriose: classificação e correlação com sintomas clínicos. Revista Médica de Minas Gerais, v. 31, n. 2, p. 142-149, 2021. GONÇALVES, L. F. et al. Endometriose e dor: relação com achados laparoscópicos e classificação. Femina, v. 49, n. 3, p. 170-176, 2021. LIMA, C. A. et al. Aplicação da classificação ENZIAN no planejamento cirúrgico da endometriose profunda. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 43, n. 7, p. 462-469, 2021. MARQUES, L. R. et al. Comparação entre sistemas de classificação da endometriose. RBGO Gynecology & Obstetrics, v. 42, n. 4, p. 215-222, 2020. NASCIMENTO, A. C. et al. Classificações da endometriose e a busca por uma abordagem personalizada. Jornal Brasileiro de Ginecologia, v. 32, n. 1, p. 34-40, 2021. OLIVEIRA, M. J. et al. Proposta de classificação brasileira da endometriose: aplicabilidade e validação. Revista da Sociedade Brasileira de Endometriose, v. 6, n. 2, p. 89-96, 2023. PEREIRA, G. R. et al. Avaliação crítica da classificação rASRM em pacientes com endometriose avançada. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 42, n. 1, p. 15-22, 2020. SANTOS, A. L. et al. Aplicabilidade da classificação da AAGL na prática brasileira. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 68, n. 3, p. 330-336, 2022. SOUZA, T. R.; VIEIRA, M. F.; ALMEIDA, D. M. Endometriose profunda: impacto das classificações no manejo cirúrgico. Revista de Ginecologia e Obstetrícia do Brasil Central, v. 9, n. 1, p. 15-21, 2023.

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