Jogando pela direita: os militares e a interpretação "liberal-conservadora" do Brasil

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Abstract

A construção de um pensamento nacional de direita, que une elementos de conservadorismo, autoritarismo e um mal lapidado discurso de liberalismo econômico, ganhou impulso a partir da década de 1960, com a aproximação das ideias desenvolvidas ao longo de décadas dentro das Forças Armadas com algumas teorias defendidas pelos economistas que iriam comandar áreas estratégicas fundamentais nos governos pós 1964. Estruturada a partir da Escola Superior de Guerra, a Doutrina de Segurança Nacional, vai representar uma certa interpretação do Brasil e se consolidar como fundamento para a atuação das Forças Armadas, direcionando, inclusive sua atuação política. A partir de uma análise histórica, baseada em documento e análise bibliográfica, este trabalho busca compreender como o pensamento militar se organiza e se mantém dentro de determinados parâmetros ao longo do tempo, a ponto de influenciar setores da sociedade civil. Essa interpretação desenvolvida pelos militares chega ao comando do Estado e continua relevante para a compreensão da política brasileira ainda hoje

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