{"paper_id":"efa94072-6969-4f98-8c54-b0361d91af9e","body_text":"1 | Página \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n                                    \nPalavras-Chave: Adenomiose; Tratamento.  \nCapítulo 1 \nADENOMIOSE \n1. Discente – Medicina em Faculdade Brasileira Multivix - Vitória. \nAMANDA GUIMARÃES AMADO¹ \nANA JÚLIA PERUCHI SONEGHETI¹ \nBIANCA NALI DE PAULA1 \nJULIA CAVESSANA FERNANDES1 \n \n \nDOI:10.59290/978-65-6029-139-3.1 \n\n \n2 | P á g i n a  \nINTRODUÇÃO \nA adenomiose é uma patologia uterina ca -\nracterizada pela penetração do tecido endome -\ntrial, causando uma dor pélvica, irregularidade \nmenstrual e dificuldade para urinar. Pode ser di-\nagnosticada em mulheres assintomáticas devi -\ndo aos avanços na precisão dos exames de ima-\ngem. Existem diferentes fenótipos com diferen-\ntes mecanismos fisiológicos, fatores de risco e \nmanifestações clínicas dependendo da localiza-\nção das lesões no útero interno ou externo. Esta \ncondição influencia as taxas de fertilidade, en -\nfatizando a importância da preservação da ferti-\nlidade e do tratamento dos sintomas clínicos.  \nDEFINIÇÃO  \nA adenomiose cacteriza-se pela presença de \ntecido endometrial heterotópico no útero, le -\nvando a menorragia, dismenorréia, aumento do \nvolume uterino e fluxo sanguíneo uterino anor-\nmal (SUA).  \nDIAGNÓSTICO \nO diagnóstico é mais preciso devido à vari-\nedade de exames de imagem disponíveis e à \nqualificação dos especialistas na área. O tra -\ntamento é controverso devido às suas diversas \nformas de apresentação e à falta de estudos e di-\nretrizes, sendo muitas vezes necessária a com -\nbinação de tratamentos cirúrgicos.  \n \nTRATAMENTO \nFoi demonstrado que os análogos do GnRH \ncontrolam eficazmente os sintomas, reduzem o \nvolume uterino, melhoram a dismenorreia e o \nfluxo sanguíneo. Entretanto, devem ser reser -\nvados para mulheres que não respondem a ou -\ntros medicamentos ou que apresentam alto risco \ncirúrgico devido aos riscos de redução de estro-\ngênio. Outros medicamentos propostos incluem \nAcetato de Noretindrona, Danazol, Dienogest e \nanticoncepcionais orais combinados que redu -\nzem a dismenorreia e o SUA por meio da deci-\ndualização e subseque nte atrofia do endomé -\ntrio. Alguns pacientes podem se beneficiar da \namenorreia, mas o AOC é usado off -label de-\nvido à falta de ensaios clínicos conduzidos. An-\nti-inflamatórios não esteróides também são fre-\nquentemente usados para apoiar a adenomiose. \nO sistema intrauterino de levonorgestrel apre -\nsenta boa eficácia e custo -benefício no trata -\nmento da dor cervical crônica leve e moderada, \nmas tem sido associado à falha terapêutica em \npacientes com volume uterino acima de 150 \nmL. Os inibidores da aromatase, associados aos \nanálogos do GnRH, podem ser usados para \nsuprimir a produção ovariana de estrogênio. \nEsses medicamentos têm mostrado resultados \npromissores em novos estudos e oferecem um \nfuturo promissor para o tratamento da adenomi-\nose.\n \n \n \n\n \n3 | P á g i n a  \nREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS \nZhai J, Vannuccini S, Petraglia F, Giudice LC. Adenomyosis: Mechanisms and Pathogenesis. Semin Reprod Med. 2020 \nMay;38(2-03):129-143. https://doi.org/10.1055/s-0040-1716687 . Epub 2020 Oct 8. PMID: 33032339; PMCID: \nPMC7932680.  \n \nBOURDON, M. et al. Adenomyosis: An update regarding its diagnosis and clinical features. Journal of Gynecology \nObstetrics and Human Reproduction, v. 50, n. 10, p. 102228, 1 dez. 2021. https://doi.org/10.1016/j.jogoh.2021.102228   \n \nSZUBERT, M. et al. Adenomyosis and Infertility—Review of Medical and Surgical Approaches. International Journal \nof Environmental Research and Public Health, v. 18, n. 3, p. 1235, 30 jan. 2021. https://doi.org/10.3390/ijerph18031235  \n \nVANNUCCINI, S. et al. Role of medical therapy in the management of uterine adenomyosis. Fertility and Sterility, v. \n109, n. 3, p. 398–405, mar. 2018. https://doi.org/10.1016/j.fertnstert.2018.01.013","source_license":"CC0","license_restricted":false}