{"paper_id":"d87276f7-a6a7-43c9-a8ef-c0e893a5dd60","body_text":"Endometriose: fisiopatologia, diagnóstico e abordagem terapêutica\nDOI:\nhttps://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-211Keywords:\nendometriose, diagnóstico, tratamento, revisãoAbstract\nA endometriose é uma síndrome caracterizada por inflamação crônica estrogênio-dependente, que afeta principalmente a região pélvica. A doença ocorre devido à implantação de tecido endometrial fora da cavidade uterina, causando dor pélvica e, em alguns casos, infertilidade. Existem várias teorias sobre a origem da doença, incluindo a teoria da implantação, a teoria celômica e a teoria inflamatória, mas ainda não há um consenso definitivo sobre sua fisiopatologia. A endometriose pode ser classificada em diferentes tipos, como endometriose superficial, infiltrativa profunda e cistos endometriais ovarianos (endometriomas). Os sintomas variam desde casos assintomáticos até dor pélvica intensa, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico é geralmente clínico, mas exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, podem ser usados para auxiliar. Em alguns casos, a laparoscopia com análise histopatológica é necessária para confirmação. Quanto ao tratamento, pode ser farmacológico com hormônios ou anti-inflamatórios, ou cirúrgico, com a ressecção dos focos de endometriose. O tratamento escolhido depende da gravidade dos sintomas e dos objetivos da paciente. Alguns fatores de risco para o desenvolvimento da endometriose incluem ciclo menstrual menor que 27 dias, menarca precoce, alimentação inadequada e tabagismo. A doença pode afetar significativamente a qualidade de vida das mulheres, e o tempo até o diagnóstico pode ser bastante longo. A endometriose também está associada à infertilidade em cerca de 30% dos casos. Os mecanismos pelos quais a doença interfere na fertilidade ainda não estão completamente compreendidos. O tratamento da endometriose é individualizado, levando em consideração a idade da paciente, seus objetivos reprodutivos, condições de saúde e a extensão da doença. Dieta e estilo de vida saudáveis também podem desempenhar um papel importante no manejo da condição.\nReferences\nAMRO, B. et al. New Understanding of Diagnosis, Treatment and Prevention of Endometriosis. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 19, n. 11, p. 6725, 31 maio 2022.\nBONAVINA, G.; TAYLOR, H. S. Endometriosis-associated infertility: From pathophysiology to tailored treatment. Frontiers in Endocrinology, v. 13, 26 out. 2022.\nBULUN, S. E. et al. Endometriosis. Endocr Rev, v. 40, n. 4, p. 1048–1079, 17 abr. 2019.\nKALAITZOPOULOS, D. R. et al. Treatment of endometriosis: a review with comparison of 8 guidelines. BMC Women’s Health, v. 21, n. 1, 29 nov. 2021.\nKONINCKX, P. R. et al. Pathogenesis Based Diagnosis and Treatment of Endometriosis. Frontiers in Endocrinology, v. 12, n. 12, p. 745548, 25 nov. 2021.\nROLLA, E. Endometriosis: advances and controversies in classification, pathogenesis, diagnosis, and treatment. F1000Research, v. 8, 23 abr. 2019.\nSAUNDERS, P. T. K.; HORNE, A. W. Endometriosis: Etiology, pathobiology, and therapeutic prospects. Cell, v. 184, n. 11, p. 2807–2824, maio 2021.\nSMOLARZ, B.; SZYŁŁO, K.; ROMANOWICZ, H. Endometriosis: Epidemiology, Classification, Pathogenesis, Treatment and Genetics (Review of Literature). International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 19, p. 10554, 29 set. 2021.\nVANNUCCINI, S. et al. Hormonal treatments for endometriosis: The endocrine background. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, v. 23, 17 ago. 2021.\nWANG, Y.; NICHOLES, K.; SHIH, I.-M. The Origin and Pathogenesis of Endometriosis. Annual Review of Pathology: Mechanisms of Disease, v. 15, n. 1, p. 71–95, 24 jan. 2020.","source_license":"CC0","license_restricted":false}