{"paper_id":"d5f4abc2-463c-466b-903e-6a4ad30b3b67","body_text":"O USO DE ANTICONCEPCIONAIS NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE: REVISÃO DE LITERATURA\nDOI:\nhttps://doi.org/10.20873/10.20873/uft.2446-6492.2024v11n2p400%20Resumo\nINTRODUÇÃO\nA endometriose é uma doença crônica estrogênio-dependente definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Apesar da inexistência de uma etiologia solidificada e sustentada, a teoria mais aceita atualmente é a de Sampson, ou teoria da menstruação retrógrada. Nela acredita-se que parte da menstruação sai da vagina e outra parte adentra as tubas uterinas ou trompas de Falópio e alcança a cavidade peritoneal, e por determinação genética ou imunológica essas células aderem ao peritônio e começam a se multiplicar, determinando a condição de endometriose. Com base nessa fisiopatologia, acredita-se que o uso de anticoncepcionais pode potencialmente melhorar a qualidade de vida das pacientes, partindo-se do pressuposto que a utilização desses métodos contraceptivos inibe a menstruação.\nOBJETIVO\nSintetizar uma análise abrangente e atualizada do uso de anticoncepcionais no tratamento da dor pélvica crônica desencadeada pela endometriose.\nMATERIAL E METODO\nRealizou-se uma revisão bibliográfica com base nos artigos encontrados nas plataformas PubMed e Google Scholar nos últimos cinco anos (2019-2023) nas informações presentes no Protocolo FEBRASGO-Ginecologia.\nRESULTADOS\nEvidencia-se que a endometriose cursa principalmente com dismenorreia, dor pélvica crônica e dispareunia - sintomas que apresentam melhora na utilização de contraceptivos. Assim, o tratamento de primeira linha consiste em contraceptivos combinados em razão da capacidade de uso a longo prazo e por serem relativamente baratos e fáceis de usar.\nCONCLUSÃO\nPacientes acometidas pelos sintomas\nda doença se beneficiam com o uso de anticoncepcionais, especialmente quando tomados continuamente, pois possuem poucos efeitos colaterais. O mecanismo de ação desse método consiste em reduzir a camada endometrial e inibir a ovulação, diminuindo a formação de prostaglandina, substância que, associada a citocinas e quimiocinas, causa a dor pélvica. O uso de anticoncepcionais para\nmelhoria de qualidade de vida em pacientes diagnosticadas com endometriose representa grande relevância e tende a reduzir o quadro sintomático relacionado a essa doença crônica.\nREFERÊNCIAS\nFederação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia\n(FEBRASGO). Endometriose. São Paulo: FEBRASGO, 2021 (Protocolo FEBRASGO-Ginecologia, n. 78/Comissão Nacional Especializada em Endometriose).\nREZENDE, JWF. VITORINO, KA. O uso de anticoncepcionais orais combinados na melhoria da qualidade de vida de adolescentes com endometriose. Revista cientifica da Faculdade de Educação e Meio ambiente- FAEMA. 2019. Disponível em https://revista.faema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/viewf776L\n766\nHORNE, AW. MISSMER AS. Pathophysiology, diagnosis, and management of endometriosis. The bmj. 2022. Disponível em https://www.bmj.com/content/379/bmj-2022-070750.long\nDownloads\nPublicado\nComo Citar\nEdição\nSeção\nLicença\nOs autores declaram para os devidos fins de direito e obrigações, sob as penas previstas na Legislação vigente, que são autores/detentores dos Direitos Autorais do trabalho proposto nos termos dos artigos 28 a 33 da Lei Federal nº9.610 de 19 de fevereiro de 1998 (Lei dos Direitos Autorais).","source_license":"CC0","license_restricted":false}