{"paper_id":"ce84c30f-7818-4e89-aaa4-d50601b60bc2","body_text":"Endometrioma: aspectos etiopatogênicos, métodos diagnósticos e manejo terapêutico\nDOI:\nhttps://doi.org/10.34117/bjdv9n4-092Keywords:\ncirurgia de endometriose, Endometrioma, infertilidadeAbstract\nOs endometriomas são caracterizados como cistos que podem variar de tamanho, podendo apresentar-se de milímetros até 10 cm de diâmetro, os quais afetam significativamente o bem-estar e a qualidade de vida das portadoras. Também são conhecidos como “cistos achocolatados”, em virtude do conteúdo sanguinolento, acastanhado e espesso. Decorrem da endometriose, a qual consiste em um distúrbio ginecológico comum, caracterizado pela presença de glândulas e estroma endometrial fora da cavidade uterina. Tais implantes teciduais são mais comuns no ovário; contudo, podem estar presentes em sítios extrapélvicos. Etiologicamente, sabe-se que a endometriose é multifatorial e está relacionada com fatores genéticos, ambientais, epigenéticos, hormonais, entre outros. Em virtude da sua variedade etiológica, a epidemiologia é variada e a incidência depende de diversos fatores. Contudo, sabe-se que consiste em uma patologia presente em cerca de 5 a 10% das mulheres em idade fértil, sendo que, aproximadamente, 44% das mulheres diagnosticadas com endometriose vão apresentar o endometrioma. Entre as principais manifestações clínicas decorrentes da endometriose estão a dor pélvica crônica, infertilidade, dismenorreia e dispareunia, sendo comum o achado de massa extra-uterina nos casos com endometrioma. No que tange ao diagnóstico, este é baseado na história clínica sugestiva de endometriose, associada ao toque bimanual e exame especular realizados ao exame físico. Além disso, alguns exames complementares são utilizados, como o CA 125 e a ultrassonografia transvaginal, que permitem a visualização direta da massa sugestiva do endometrioma. O manejo terapêutico é imprescindível, a fim de evitar evolução do quadro e piora substancial na qualidade de vida. Acerca do tratamento clínico, faz-se a terapia hormonal e, nos casos de refratariedade ou na presença de massas maiores, preconiza-se o tratamento cirúrgico. A escolha da terapia mais adequada deve ser feita de maneira individualizada considerando aspectos como a intensidade da dor e o desejo reprodutivo.\nReferences\nBAFORT, C. et al. Laparoscopic surgery for endometriosis. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 2020, n. 10, 23 out. 2020.\nCARSON, S. A.; KALLEN, A. N. Diagnosis and Management of Infertility. JAMA, v. 326, n. 1, p. 65, 6 jul. 2021.\nCHANTALAT, E. et al. Estrogen Receptors and Endometriosis. International Journal of Molecular Sciences, v. 21, n. 8, p. 2815, 17 abr. 2020.\nCHEN, I. et al. Pre- and postsurgical medical therapy for endometriosis surgery. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 2020, n. 12, 18 nov. 2020.\nFILIP, L. et al. Endometriosis Associated Infertility: A Critical Review and Analysis on Etiopathogenesis and Therapeutic Approaches. Medicina, v. 56, n. 9, p. 460, 9 set. 2020.\nHOYLE AT, PUCKETT Y. Endometrioma. 2022 Jun 12. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–. PMID: 32644656.\nKONINCKX, P. R. et al. Pathogenesis of endometriosis: the genetic/epigenetic theory. Fertility and Sterility, v. 111, n. 2, p. 327–340, fev. 2019.\nKONINCKX, P. R. et al. Pathogenesis Based Diagnosis and Treatment of Endometriosis. Frontiers in Endocrinology, v. 12, 25 nov. 2021.\nROLLA, E. Endometriosis: advances and controversies in classification, pathogenesis, diagnosis, and treatment. F1000Research, v. 8, p. 529, 23 abr. 2019.\nSAUNDERS, P. T. K.; HORNE, A. W. Endometriosis: Etiology, pathobiology, and therapeutic prospects. Cell, v. 184, n. 11, p. 2807–2824, maio 2021.\nVANNUCCINI, S. et al. Hormonal treatments for endometriosis: The endocrine background. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, v. 23, n. 3, p. 333–355, 17 ago. 2021.","source_license":"CC0","license_restricted":false}