{"paper_id":"bdd83132-e667-4172-b191-a284b91e20f0","body_text":"Subscribe to RSS\nDOI: 10.1055/s-0043-1764643\nENDOMETRIOSE COLORRETAL COM LINFONODO FEMORAL POSITIVO, IMPLANTE EM REGIÃO INGUINAL, E SEGUIMENTO DO DIAGNÓSTICO ATÉ A GRAVIDEZ: APRESENTAÇÃO DE CASO\nAuthors\nApresentação do Caso Paciente de 34 anos, com dor pélvica crônica, dispareunia, e discreta alteração do hábito intestinal próximo da menstruação. Ela foi submetida a ressecção discal de lesão de reto alto, ooforoplastia bilateral, ressecção de endometriose peritonial, e ressecção de linfonodo femoral, com todos os sítios positivos para endometriose. Em um segundo procedimento laparoscópico, foi revista a cavidade, e realizou-se liberação de aderências pélvicas e ressecção de nódulo de 4 cm na região inguinal. Neste período, o sintoma mais importante era dor na região inguinal e aumento do volume do nódulo próximo ao período menstrual. Após dois meses deste último procedimento, a paciente engravidou espontaneamente.\nDiscussão Segundo apontam estudos, a endometriose, que consiste no desenvolvimento de tecido endometrial funcional fora do sítio uterino, acomete de 5% a 15% das mulheres em idade fértil, é causa de infertilidade em 30 a 40% delas, e está presente em cerca de 50% das mulheres inférteis. Revisões de literatura sugerem que a teoria de disseminação linfática é protagonista na ocorrência da doença em diferentes localizações no organismo, principalmente no ovário, e nas regiões colorretal, inguinal e pélvica. Evidências como o aumento da densidade dos vasos linfáticos do endométrio eutópico, a presença de células semelhantes às endometriais em linfonodos pélvicos de drenagem uterina, e a resposta imune linfática prejudicada em mulheres com a doença em comparação com mulheres saudáveis reforçam essa teoria para a patogênese e persistência da endometriose. Além disso, notou-se um comportamento de linfangiogênese em lesões endometrióticas, que contribui para a persistência, a disseminação e a reincidência da endometriose em mulheres já acometidas por essa doença, como é o caso da paciente em questão. No entanto, essa teoria é ainda emergente, e a literatura atual carece de maiores estudos e revisões científicas sobre o tema.\nComentários Finais O coloproctologista que trata endometriose infiltrativa profunda deve se habilitar a tratar endometriose inguinal tanto do ponto de vista laparoscópico quanto do ponto de vista laparotômico, ultrapassando os limites dos compartimentos da pelve. A ressecção de todo o tecido endometriótico pode favorecer a melhora dos sintomas e as chances de gravidez.\nPublication History\nArticle published online:\n16 March 2023\n© 2023. Sociedade Brasileira de Coloproctologia. This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution-NonDerivative-NonCommercial License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit. Contents may not be used for commecial purposes, or adapted, remixed, transformed or built upon. (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/)\nThieme Revinter Publicações Ltda.\nRua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil","source_license":"CC0","license_restricted":false}