{"paper_id":"b668b290-991a-4532-b115-7f7ce4543bf8","body_text":"Subscribe to RSS\nDOI: 10.1055/s-0044-1781285\nA POSIÇÃO ANATÔMICA DO APÊNDICE INFLUENCIA EM SEU ACOMETIMENTO POR ENDOMETRIOSE INTESTINAL?\nAuthors\njpalmeida.jp@gmail.com\nIntrodução A endometriose é uma condição ginecológica comum. Em 30% dos casos, pode haver comprometimento intestinal, e um dos sítios pode ser o apêndice cecal. Na literatura, a posição mais comum para o apêndice é a retrocecal. No entanto, tem-se observado, em operações de pacientes com endometriose, que o apêndice, na verdade, apresenta-se mais comumente na região pélvica. Isso gerou uma dúvida: o apêndice pélvico é mais suscetível a lesão endometrial?\nObjetivo Identificar se há influência da posição do apêndice dentro da cavidade abdominal em seu acometimento por endometriose intestinal.\nMateriais e Métodos Foram avaliados os prontuários de 1.065 pacientes operadas entre janeiro de 2007 e junho de 2023, e foi observada a presença de endometriose no apêndice em 171 casos (16%). Nesses casos, foi avaliada a posição do apêndice dentro da cavidade abdominal, que foi classificado como retrocecal (anterior ao ceco), pélvico (ápice direcionado à pelve), pré-ileal (anterior ao íleo), pós-ileal (posterior ao íleo) e hepático (próximo à flexura hepática do cólon). Após a análise dos vídeos dos procedimentos, foram excluídos 63 casos nos quais não foi obtida a gravação. Para comparação, foram selecionados outros 109 casos sem lesão no apêndice.\nResultados Dos 107 casos com endometriose no apêndice, o apêndice vermiforme foi encontrado na posição pélvica em 66 pacientes (61,7%), na posição pós-ileal em 28 pacientes (26,2%), e na posição retrocecal em 13 pacientes (12,1%). Entre as pacientes cujos apêndices foram retirados, não houve complicações relacionadas à apendicectomia após a sua realização. Já no grupo de 109 casos sem endometriose no apêndice, obtivemos os seguintes resultados: o apêndice vermiforme foi encontrado na posição pélvica em 67 ocasiões (56,3%), na posição retrocecal em 28 casos (23,5%), 19 apêndices pós-ileais (15,96%), 4 aparições hepáticas (3,4%) e 1 manifestação pré-ileal (0,8%). A posição mais comum nos dois grupos foi a pélvica, mas quando se avaliou o acometimento em cada grupo, foi observado que a retrocecal se comportou como um fator protetor (p = 0,017).\nConclusão Diante dos dados obtidos e analisados, pode-se perceber que a posição pélvica do apêndice é a mais comum, tanto nos casos de comprometimento do apêndice quanto nos casos de não comprometimento, e a posição retrocecal se mostrou com menor proporção de lesão apendicular.\nPublication History\nArticle published online:\n27 February 2024\n© 2024. Sociedade Brasileira de Coloproctologia. This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution-NonDerivative-NonCommercial License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit. Contents may not be used for commecial purposes, or adapted, remixed, transformed or built upon. (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/)\nThieme Revinter Publicações Ltda.\nRua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil","source_license":"CC0","license_restricted":false}