{"paper_id":"a9dc512b-f61f-411a-a170-2d825e3c87e9","body_text":"Associação entre endometriose e câncer de ovário: evidências moleculares e clínicas em debate\nDOI:\nhttps://doi.org/10.46919/archv6n4espec-15892Keywords:\nendometriose, câncer de ovário, mutações genéticas, biomarcadores moleculares, risco oncológicoAbstract\nA associação entre endometriose e câncer de ovário tem despertado crescente interesse na comunidade científica, especialmente quanto aos mecanismos moleculares subjacentes e implicações clínicas. A endometriose é uma condição ginecológica benigna, porém com características invasivas e inflamatórias que se assemelham a processos neoplásicos. O objetivo desta revisão sistemática é avaliar a relação entre endometriose e câncer de ovário, enfatizando os principais achados moleculares e clínicos identificados na literatura brasileira. Foram analisados artigos publicados entre 2013 e 2024 em bases como SciELO, LILACS e PubMed. Os resultados revelam uma correlação significativa entre endometriose e os subtipos endometrioide e de células claras do câncer de ovário, bem como alterações genéticas comuns, como mutações nos genes ARID1A e PTEN. Embora a endometriose não seja considerada uma lesão precursora obrigatória, os dados apontam para um risco aumentado em pacientes com histórico da doença, reforçando a necessidade de vigilância clínica e desenvolvimento de estratégias personalizadas de rastreamento. Conclui-se que, embora a associação não seja determinística, há evidências clínicas e moleculares robustas que justificam a continuidade das investigações nessa área.\nReferences\nALMEIDA, F. G. et al. Alterações moleculares na transição de endometriose para câncer de ovário: uma análise genômica. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 44, n. 2, p. 103-110, 2022.\nCOSTA, A. S. et al. Endometriose e câncer de ovário: uma revisão epidemiológica. Revista Médica de Minas Gerais, v. 28, n. 3, p. 56-60, 2018. DOI: https://doi.org/10.5935/2238-3182.20180115\nFERREIRA, L. A. et al. Vigilância oncológica em pacientes com endometriose: quando suspeitar de malignidade? Femina, v. 48, n. 6, p. 327-334, 2020.\nLIMA, M. A. et al. O papel da inflamação na carcinogênese associada à endometriose. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 57, n. 1, p. 1-8, 2021. DOI: https://doi.org/10.5935/1676-2444.20210022\nMARTINS, J. T. et al. Associação entre endometriose e câncer: evidências clínicas e implicações diagnósticas. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 65, n. 4, p. e-08290, 2019.\nOLIVEIRA, R. S. et al. Endometriose: revisão atualizada sobre diagnóstico e tratamento. RBGO Gynecology & Obstetrics, v. 43, n. 3, p. 165-172, 2021.\nROCHA, M. P. et al. Endometriose e neoplasia de ovário: estudo histopatológico. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 39, n. 4, p. 199-205, 2017.\nSILVA, R. L. et al. Características histológicas e genéticas comuns entre endometriose e câncer de ovário. Revista de Ginecologia e Obstetrícia do Pará, v. 16, n. 1, p. 22-29, 2020.","source_license":"CC0","license_restricted":false}