{"paper_id":"a24aefe2-b5ee-486d-b96a-d0bd8679ad1c","body_text":"Artrite reumatoide soronegativa com diagnóstico simultâneo de endometriose\nDOI:\nhttps://doi.org/10.70164/jmbr.v2i5.943Keywords:\nArtrite Reumatoide, Endometriose, Doenças Autoimunes, Tenossinovite.Abstract\nRelatamos o caso de uma paciente do sexo feminino, 20 anos, com diagnóstico concomitante de endometriose profunda e artrite reumatoide (AR) soronegativa. A paciente apresentava história de dismenorreia intensa e dor pélvica crônica desde a adolescência, com diagnóstico de endometriose estabelecido em 2022. Sintomas articulares intermitentes estavam presentes há cerca de seis anos, evoluindo com dor e rigidez matinal em pequenas articulações das mãos. Em 2023, foi confirmado o diagnóstico de AR soronegativa com base nos critérios do ACR/EULAR 2010, apesar de sorologias negativas para fator reumatoide e anti-CCP. Exames de imagem revelaram sinais de sinovite, tenossinovite e osteoartrose interfalangiana distal. O manejo inicial incluiu metotrexato e hidroxicloroquina, com posterior manutenção apenas da hidroxicloroquina devido à boa resposta clínica. A endometriose segue controlada com uso contínuo de dienogeste. A paciente permanece em acompanhamento ambulatorial multidisciplinar, com estabilidade clínica e melhora funcional significativa. Este caso ilustra a importância do reconhecimento da AR soronegativa, mesmo na ausência de marcadores sorológicos, e sugere uma possível correlação imunogenética com a endometriose, especialmente em pacientes com história familiar de doenças autoimunes. A sobreposição clínica entre ambas as condições reforça a necessidade de abordagem diagnóstica integrada e tratamento individualizado, visando o controle inflamatório e hormonal simultâneo. A intervenção precoce contribuiu para a melhora da qualidade de vida e prevenção de complicações articulares e ginecológicas.\nReferences\nBERNE et al. Fisiologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.\nDIAS et al. Impacto da endometriose na infertilidade: uma revisão sistemática dos mecanismos patofisiológicos e abordagens terapêuticas. Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, v. 16, n. 2, p. 2–12, 2024.\nGOELDNER et al. Artrite reumatoide: uma visão atual. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 47, n. 5, p. 495–503, out. 2011.\nKONINCKX et al. Deep endometriosis: definition, diagnosis, and treatment. Fertility and Sterility, v. 98, n. 3, p. 564–571, set. 2012.\nMARINO PAROLI et al. When autoantibodies are missing: the challenge of seronegative rheumatoid arthritis. Antibodies, v. 12, n. 4, p. 69–69, 31 out. 2023.\nMYASOEDOVA et al. Is the epidemiology of rheumatoid arthritis changing? Results from a population-based incidence study, 1985–2014. Annals of the Rheumatic Diseases, v. 79, n. 4, p. 440–444, 1 abr. 2020.\nXUE et al. Increased risk of rheumatoid arthritis among patients with endometriosis: a nationwide population-based cohort study. Rheumatology, [S.l.], v. 60, n. 7, p. 3326–3333, 17 dez. 2020. Oxford University Press (OUP).\nZERVOU et al. Increased risk of rheumatoid arthritis in patients with endometriosis: genetic aspects. Rheumatology, [S.l.], v. 61, n. 11, p. 4252–4262, 8 mar. 2022. Oxford University Press (OUP).\nDownloads\nPublished\nHow to Cite\nIssue\nSection\nLicense\nCopyright (c) 2025 Journal of Medical and Biosciences Research\nThis work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.","source_license":"CC0","license_restricted":false}