{"paper_id":"7945f880-71c6-471d-a711-73e95fd19a73","body_text":"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO \nFACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO \n \n \n \n \n \nANA PAULA MOREIRA DA SILVA \n \n \n \n \n \n \n \nAbordagem fisioterapêutica da dispareunia na mulher com Dor \nPélvica Crônica: comparação entre duas técnicas. Trial clínico, \nrandomizado \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \nRIBEIRÃO PRETO \n2018 \n \n\n \n \nANA PAULA MOREIRA DA SILVA \n \n \n \n \n \n \n \n \n \nAbordagem fisioterapêutica da dispareunia na mulher com Dor \nPélvica Crônica: comparação entre duas técnicas. Trial clínico, \nrandomizado \n \n                                                                                                                                                                                                                                   \n            \n            \n            \n            \n            \n            \n            \n            \n         \nOrientador: Prof. Dr. Júlio César Rosa e Silva \n \n \n \n \nRIBEIRÃO PRETO \n2018 \nTese de doutorado apresentada à  Faculdade \nde Medicina de Ribeirão Preto da \nUniversidade de São Paulo para obtenção do \ntítulo de Doutor em Ciências.     \nÁrea de Concentração: Ginecologia e \nObstetrícia  \n \n\n \n \nAUTORIZO A REPRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO TOTAL OU PARCIAL  DESTE \nTRABALHO, POR QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔN ICO, \nPARA FINS DE ESTUDO E PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE.  \n   \n Ficha Catalográfica  \n            \n            \n            \n       \n  \nSilva, Ana Paula Moreira da  \n  \nAbordagem fisioterapêutica da dispareunia na mulher  com Dor Pélvica Crônica: comparação \nentre duas técnicas. Trial clínico, randomizado.. Ribeirão Preto, 2018.   \n  \nTese de Doutorado apresentada à Faculdade de Medici na de Ribeirão Preto da Universidade \nde São Paulo/USP – Área de Concentração: Giencologi a e Obstetrícia, opção Biologia da \nReprodução.   \n  \nOrientador: Rosa-e-Silva, Júlio César. \n \n1.  Dispareunia, 2. Dor Pélvica, 3. Fisioterapia 4. Mas sagem, 5. Disfunção do Assoalho \nPélvico, 6. Eletroestimulação nervosa transcutânea \n\n \n \nFOLHA DE APROVAÇÃO \n \nAna Paula Moreira da Silva \nAbordagem fisioterapêutica da dispareunia na mulher com Dor Pélvica Crônica: \ncomparação entre duas técnicas. Trial clínico, randomizado \n \n \nTese apresentada à Faculdade de Medicina de \nRibeirão Preto da Universidade de São Paulo para \nobtenção do título de Doutor em Ciências Médicas. \n \nAprovado em: \n \nBanca Examinadora \n \nProf. Dr.:___________________________________________________________ \nInstituição:__________________________________________________________ \nAssinatura:__________________________________________________________ \n \nProf. Dr.:___________________________________________________________ \nInstituição:__________________________________________________________ \nAssinatura:__________________________________________________________ \n \nProf. Dr.:___________________________________________________________ \nInstituição:__________________________________________________________ \nAssinatura:__________________________________________________________ \n  \nProf. Dr.:___________________________________________________________ \nInstituição:__________________________________________________________ \nAssinatura:__________________________________________________________  \n \nProf. Dr.:___________________________________________________________ \nInstituição:__________________________________________________________ \nAssinatura:__________________________________________________________ \n  \nProf. Dr.:___________________________________________________________ \nInstituição:__________________________________________________________ \nAssinatura:__________________________________________________________ \n  \n\n \n \nDEDICATÓRIA \n \nDedico esse trabalho, \n \nA Deus por estar sempre comigo em todos as etapas deste trabalho e até nos momentos \ndifíceis me tanto forças para seguir em frente. \nA meus pais Wilson e Fátima, pelo apoio e incentivo incondicional, pelo exemplo de pessoas \na seguir, minha eterna gratidão e orgulho por me ensinar a nunca desistir mesmo nos \nmomentos difíceis, pessoas fundamentais na minha formação pessoal e profissional. Sem \nvocês nada seria possível. \nA minha irmã Izabela pela parceria e incentivo em todo esse processo. \nAo meu noivo Alexandre pela paciência, amor, companheirismo e por me fazer sorrir e \nseguir em frente.   \nAos meus avós exemplo de honestidade e trabalho, obrigada pelos ensinamentos de vida e por \ncuidar sempre de todos nós, minha eterna gratidão.   \nAo meu orientador Dr. Júlio Cesar Rosa e Silva, pela confiança e pelos ensinamentos e \nconhecimentos compartilhados durante todo esse trabalho.  \n \n \n \n \n \n  \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \nAGRADECIMENTOS \n \nAo meu orientador Dr. Júlio Cesar Rosa e Silva , pela dedicação, parceria e amizade durante \na execução de todo esse trabalho.  \nA minha amiga e parceira de todas as horas Andréia Moreira de Souza Mitidieri, pela troca \nde conhecimento, incentivo e pelo ombro sempre amigo para me ouvir e amparar nos \nmomentos difíceis. Amiga para vida toda.  \nAo Prof. Dr. Antônio Alberto Nogueira  por estar sempre disponível nos ajudando no que \nfosse preciso e ao Prof. Dr. Omero Benedicto Poli Neto  por toda ajuda e ensinamentos \nacadêmicos.  \nAs alunas de iniciação científica, Carla, Carol, Fernanda e Stefânia, que foram muito \nimportantes na elaboração desse trabalho. Obrigada por toda ajuda.  \nA professora e amiga Maria Beatriz Ferreira Gurian , nossa incentivadora na vida \nacadêmica, obrigada pelo apoio e ensinamentos.  \nAos colaboradores Dra. Júlia, Dra. Ana, Dr. Francisco, Dr. José Vitor e Dra. Adriana , pelo \nauxílio no recrutamento das pacientes e pelos ensinamentos e respeito durante a rotina do \nambulatório de dor pélvica.  \nAos amigos que de alguma forma distantes ou próximos estavam presentes, Carol, Joyce, \nKalil, Bruna, Mariana, Priscila, Patrícia, Malu e Maria Rita.   \nA secretária do departamento e amiga Suelen, pela paciência e disposição em ajudar.  \nA Suleimy pela contribuição na realização dos cálculos estatísticos, elaboração final e por \nestar disposta a nos esclarecer as dúvidas.  \nAos funcionári os Rosane, Gabriela, Reinaldo, Ricardo e Ilza, pela ajuda e colaboração \ndurante todo esse período da pós graduação.  \nA todos os funcionários e pacientes do Ambulatório e Dor Pélvica Crônica que direta ou \nindiretamente contribuíram para a realização deste trabalho.  \nA CAPES pelo apoio financeiro para realização da pesquisa.  \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \nEPÍGRAFE \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n                                 “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de \nágua no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.” \n(Madre Teresa de Calcutá) \n \n  \n\n \n \nRESUMO \n \n \nSILVA, A. P. M. . 2018. Abordagem fisioterapêutica da dispareunia na mulher com Dor \nPélvica Crônica: comparação entre duas técnicas. Trial clínico, randomizado.  69f. Tese \n(Doutorado) – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão \nPreto, 2018. \n \nOBJETIVOS: Avaliar a efetividade da massagem perineal de Thiele e a efetividade \nda eletroestimulação intravaginal no tratamento de mulheres com dor pélvica crônica (DPC) e \ndispareunia causada por espasmo dos músculos pélvicos, comparar as duas técnicas e seus \nefeitos sobre a dor, risco de ansiedade e depressão e na função sexual. MÉTODOS: Foi \nrealizado um estudo clínico randomizado, com alocação aleatória dos sujeitos da pes quisa em \ngrupos paralelos,  grupo A: 14 mulheres tradadas com massagem perineal e grupo B: 16 \nmulheres tradadas com eletroestimulação intravaginal. Foram incluídas mulheres com \ndiagnóstico de DPC e dispareunia superficial causada por espasmo de músculos pélvicos, \nforam excluídas mulheres com dispareunia sem espasmo de músculos pélvicos, mulheres \ngrávidas, menopausadas e que constassem em seus prontuários: vasculopatias, neuropatias, \ndiabetes ou tireoideopatias. Foram r ecrutadas no Ambulatório de Dor Pélvica Crônica \n(AGDP) do Hospital das Clínicas da Faculdade de  Medicina de Ribeirão Preto da \nUniversidade São Paulo  (HC/FMRP- USP). Sendo  realizadas avaliações através de exa me \nfísico e aplicação dos questionários EVA, McGILL, HAD e FSFI e coleta de dados \ndemográficos. Após término do tratamento essas mulheres foram reavaliadas com a \nperiodicidade de uma, quatro, doze e 24 semanas por um avaliador alheio ao tipo de \ntratamento por elas realizado. RESULTADOS: Não foram encontradas diferenças \nsignificativas quando comparada a efetividade de uma técnica em relação à outra em nenhum \ndos tempos de reavaliação. Porém foram encontrados resultados significativos dentro de cada \ngrupo ent re os tempos antes do tratamento e depois do tratamento (1, 4, 12 e 24 semanas \napós). Em relação à melhora da dor (EVA, McGILL) e função sexual (FSFI), não foram \nencontradas diferenças significativas em relação às técnicas de tratamento e o risco para \nansiedade e depressão. CONCLUSÃO: As duas modalidades de tratamento foram efetivas na \nmelhora da dor, sugerindo assim o uso delas separadamente ou em associação nos casos de \nDPC associado a dispareunia superficial secundária a espasmos de músculos pélvicos.  \n \nPalavras Chave: Dispareunia, Dor Pé lvica, Fisioterapia, Massagem, Disfunção do A ssoalho \nPélvico, Eletroestimulação nervosa transcutânea. \n\n \n \nABSTRACT \n \nSILVA, A.P.M.  Physiotherapeutic approach of dyspareunia in women with chronic \npelvic pain: comparison between two techniques. A randomized clinical trial. 69p. Thesis \n(Doctorate degree). Medical School of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Ribeirão Preto, \n2018. \n \nOBJECTIVES: Evaluate the effectiveness of Thiele perineal massage and the effectiveness \nof intravaginal electrostimulation in treating women with Chronic pelvic pain (CPP) and \ndyspareunia caused by spasm of the pelvic muscles, to compare two techniques and their pain \neffects, anxiety and depression risks and sexual function. METHODS: Was realize d a \nclinical trial randomized with random allocation of pe ople in parallel groups. Group A: 14 \nwomen treated wit h perineal massage and group B: 16 women treated with intravaginal \nelectrostimulation. Inclusion criteria: Women with CPP and superficial dyspareunia caused by \nspasms of the pelvic muscles diagnosed and exclusion criteria: Dyspareunia without spasm in \npelvic muscles, pregnant, menopause and with medical records of vasculopathies, \nneuropathies, diabetes, thyroid disease. These women were recruited in  the Clinic of Chronic \nPelvic Pain of the Hospital of Ribeirão Preto Medical School of the University of São Paulo \n(HC/FMRP-USP). Evaluation with physical examination and application of VAS, McGill \npain, HAD and SFIF and the collection of demographic data were performed. After end of \ntreatment these women were re -evaluated after 1, 4, 12 and 24 weeks follow -up by a foreign \nevaluator to the type of treatment . RESULTS: No significant differences were found when \ncomparing the effectiveness of one technique in relation to the other in any of the reevaluation \ntimes. However, significant results were found within each group between pre -treatment and \npost-treatment times (1, 4, 12, and 24 weeks post -treatment). In relation to the improvement \nof pain (EVA, McGILL) a nd sexual function (FSFI), no significant differences were found \nregarding treatment techniques and the risk for anxiety and depression. CONCLUSION: The \ntwo treatment modalities were effective in improving pain, thus suggesting their use \nseparately or in c ombination in cases of DPC associated with superficial dyspareunia \nsecondary to pelvic muscle spasms. \n \nKey Words: Dyspareunia, Pelvic Pain, Physiotherapy, Massage, Pelvic floor, Transcutaneous \nElectric Nerve Stimulation \n  \n\n \n \nLISTA DE TABELAS \n \nTabela 1:  Caracterização da amostra. Grupo A: massagem perineal e Grupo B: \neletroestimulação intravaginal. \nTabela 2:  Média e desvio padrão nos tempos de avaliação e reavaliação nos grupos de \nintervenção. \nTabela 3:  Média e desvio padrão dos domínios do IFSF nos temp os de avaliação e \nreavaliação nos grupos de intervenção. \nTabela 4: Comparação entre os grupos de intervenção em relação à dor através EVA. \nTabela 5: Comparação entre os grupos de intervenção em relação à dor através do McGILL. \nTabela 6: Comparação entre os grupos de intervenção em relação à função sexual através do \nquestionário IFSF. \nTabela 7 : Comparação da variável dor entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo \ngrupo de intervenção. \nTabela 8: Comparação da variável dor através da escala multidimensiona l entre os tempos de \nreavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \nTabela 9: Comparação da variável função sexual entre os tempos de reavaliação dentro do \nmesmo grupo de intervenção. \nTabela 10: Comparação da variável risco para ansiedade através da esc ala HAD-A entre os \ntempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \nTabela 11: Comparação da variável risco para depressão através da escala HAD -D entre os \ntempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \nTabela 12: Comparação da variável domínio Desejo através da escala IFSF entre os grupos e \nentre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \nTabela 13: Comparação da variável domínio Excitação através da escala IFSF entre os \ngrupos e entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \nTabela 14: Comparação da variável domínio Orgasmo através da escala IFSF entre os grupos \ne entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \nTabela 15: Comparação da variável domínio Satisfação atrav és da escala IFSF entre os \ngrupos e entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \nTabela 16: Comparação da variável domínio Dor através da escala IFSF entre os grupos e \nentre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n  \n\n \n \nLISTA DE FIGURAS \n \nFigura 1: Anatonia da vulva e muscúlos do assoalho pélvico. \nFigura 2: Ciclo de resposta sexual. \nFigura 3: Sentido da massagem nas fibras musculares do canal vaginal  \nFigura 4: aparelho Dualpex 961 da marca QuarK, sonda intravaginal e gel condutor. \nFigura 5: Recrutamento das pacientes. \nFigura6: Fluxograma dos pacientes \nFigura 7: Comparação da evolução de dor clínica através da escala visual analógica entre os \ngrupos de intervenção. \nFigura 8: Comparação da evolução de dor clínica através da Escala McGILL de dor entre os \ngrupos de intervenção. \n \n \n  \n\n \n \nLISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS \n \n \nAGDP – Ambulatório de Dor Pélvica Crônica \nDPC – Dor Pélvica Crônica \nDSM – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais \nEVA – Escala Visual Analógica \nHC – Hospital das Clinicas  \nIFSF – Índice de Função Sexual Feminino \nMAP: Músculos do Assoalho Pélvico \nMcGill: Índice McGill de dor \nHAD: Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar \nOMS – Organização Mundial da Saúde \nFMRP-USP – Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo  \nTENS – Transcutaneous electrical nerve stimulation (Estimulação nervosa transcutânea) \nHZ – Hertz \nmA – miliampére \n \n\n \n \nSUMÁRIO \n \n1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 14 \n1.1 Disfunção Sexual Feminina.......................................................................................... 14 \n1.2 Dispareunia/ Desordem de Dor Gênito Pélvica e Penetração ................................... 15 \n1.3 Relação da DPC com a Dispareunia ........................................................................... 16 \n2. HIPÓTESE ........................................................................................................................... 18 \n3. OBJETIVO PRIMÁRIO ...................................................................................................... 19 \n4. OBJETIVOS SECUNDÁRIOS ............................................................................................ 20 \n5. CASUÍSTICA E MÉTODOS ............................................................................................... 21 \n5.1 Casuística ....................................................................................................................... 21 \n5.2 Sujeitos da pesquisa ...................................................................................................... 21 \n5.3 Instrumentos utilizados para avaliação das pacientes .............................................. 22 \n5.3.1 Mensuração da dor .................................................................................................... 22 \n5.3.2  Avaliação da Função Sexual Feminina ................................................................... 23 \n5.3.3 Mensuração clínica do risco de ansiedade e depressão .......................................... 23 \n5.3.4 Avaliação objetiva dos músculos pélvicos ............................................................... 24 \n5.3.5 Orientações em Saúde ............................................................................................... 24 \n5.3.6 Dados demográficos ................................................................................................... 24 \n5.4 Realização dos tratamentos ......................................................................................... 25 \n5.4.1 Reavaliação................................................................................................................. 26 \n5.5 Aspectos éticos............................................................................................................... 27 \n5.6 Cálculo amostral ........................................................................................................... 27 \n5.7 Análise estatística .......................................................................................................... 27 \n4. RESULTADOS .................................................................................................................... 28 \n5. DISCUSSÃO ........................................................................................................................ 39 \n6. CONCLUSÃO ...................................................................................................................... 44 \n7. PERSPECTIVAS FUTURAS E LIMITAÇÕES DO ESTUDO .......................................... 45 \nREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 46 \nAPÊNDICE .............................................................................................................................. 51 \nAPÊNDICE A- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ...................................... 51 \nAPÊNDICE B - Tabelas ........................................................................................................... 54 \nAPÊNDICE C - Tabelas ........................................................................................................... 56 \nANEXOS .................................................................................................................................. 61 \nANEXO I – Escala Visual Analógica e McGILL de dor ......................................................... 61 \nANEXO II - IFSF ..................................................................................................................... 62 \nANEXO III - HAD ................................................................................................................... 67 \nANEXO IV – Imagens ilustrativas ........................................................................................... 68 \n \n\n14 \n \n1. INTRODUÇÃO \n 1.1 Disfunção Sexual Feminina \n \n A função sexual adequada é considerada um fator  importante de satis fação e de \nqualidade de vida geral para homens e mulheres,  devido a isso, a Organização Mundial de \nSaúde (OMS) reconhece a presença de disfunção sexual como problema de Saúde Pública e \nrecomenda sua investigação por causar importantes alterações na qualidade de vida \n(PASQUALOTTO et al, 2005) e no relacionamento com seu parceiro.   \n O ciclo da  resposta sexual normal foi descrita anteriormente por Master & \nJohnson na década de 60  como algo linear e progressivo, ou seja, sempre acontecia ne ssa \nordem, desejo, excitação, orgasmo e resolução. Porém com avanços no estudo da fisiologia \nsexual, Basson (2000 e 2004)  observou que em algumas mulheres as fases do ciclo não \naconteciam linearmente, portanto o desejo sexual não precisava ser espontâneo, ele poderia \nsurgir em consequência de um estímulo gradual durante a interação sexual e que orgasmo \nnão é sinônimo de satisfação, pois para a mulher o relacionamento e a integração com o \nparceiro são pontos importantes para satisfação feminina.  \n Quando aco ntece alguma alteração nas fases do ciclo da resposta sexual descritas \nacima e que cause dificuldade ou sofrimento no casal para alcançar a satisfação, isso é \nconsiderado uma disfunção sexual. A s disfunções sexuais  femininas compreendem o desejo \nsexual hip oativo, disfunção da excitação, do orgasmo e transtornos sexuais dolorosos. \nNessas desordens sexuais dolorosas incluímos a dispareunia e o vaginismo (NANCY E \nPHILLIPS, 2000), sendo que essas disfunções compõem a categoria de maior prevalência \nentre os tran stornos da sexualidade , que apesar de serem comuns em mulheres ao longo de \ntoda a vida, costumam ser pouco  diagnosticadas (ABDO E OLIVEIRA JR, 2002; \nPASQUALETO et al , 2005), tanto pela dificuldade por parte da mulher para comunicar ao \nseu médico ou por des preparo ou constrangimento deste para interrogá -la a respeito (LARA \net al, 2008). \n Em um estudo realizado no Brasil por Abdo et al (2004),  que entrevistou 3.148 \nmulheres de diferentes cidades do Brasil, encontrou que 49% das mulheres investigadas \napresentavam pelo menos uma disfunção sexual, sendo a queixa mais prevalente o desejo \nsexual hipoativo seguido de dor durante atividade sexual.  \n  \n \n\n15 \n \n1.2 Dispareunia/ Desordem de Dor Gênito Pélvica e Penetração \n \n A dispareunia, objeto deste estudo é definida como dor antes, durante ou após a \nrelação sexual (MESSELINK et al, 2005), sendo uma dor recorrente ou persistente na \ntentativa de penetração ou durante a penetração vaginal (BAS SON et al, 2003). \nPode ser classificada como primária, onde há presença de dor desde a primeira \nrelação sexual; ou secundária, na qual, previamente às queixas de dor, a paciente não \napresentava dores durante o intercurso. P ode ser persistente, na qual a dor ocorre em todas \nas relações ou condicional, na qual a dor apresenta -se em algumas pos ições sexuais, algum \ntipo de estimulações ou relacionada a um parceiro específico (HEIM, 2001,  \nMUKHOPADHYAY, 2009).   Ainda pode ser classificada como superficial, onde a dor \nconcentra-se no ter ço distal da vagina, comum também  em pacientes com vulvodínia, \nvaginismo, vestibulodínia, lubrificação inadequada, excitação incompleta, distrofias \nvulvares, vaginites causadas por fungos ou bactérias e alterações nos níveis de estrogênio. \nJá a dispareunia de profundidade, dor sentida  com a mobilização do colo do úter o, \ngeralmente está  associada à dor pélvica crônica ( DPC), endometriose, tumores pélvicos, \ninfecções, cirurgias prévias, aderências pé lvicas e congestão pélvica (HEIM , 2001; \nMUKHOPADHYAY, 2009).  \nA dor relacionada ao ato sexual não é o único fator que caract eriza a dispareunia, \nsendo esta uma disfunção sexual de etiologia multifatorial e multissistêmica. Desta forma, a \ndispareunia pode interferir  em outras dimensões da função sexual, visto que a dor inibe a \npreparação vaginal, diminui a lubrificação e pode le var a uma diminuição secundária do \ndesejo e anorgasmia (GRAZIONTTIN, 2005). A prevalência desta afecção é bastante \nvariável nos estudos populacionais. De acordo com revisão sistemática realizada pela \nOrganização Mundial de Saúde  entre 8 e 22% das mulheres possuem alguma dor ou \nincômodo durante a relação sexual ( LATTHE et al, 2006). Segundo Landry T & Bergeron S  \n(2011) a dispareunia a comete em torno de 12% a 21% das mulheres adultas e 20% das \nadolescentes, sendo a dispareunia superficial a mais comum, acomet endo 67% d estas \nmulheres. Sua prevalência também aumenta quando corelacionado a idade, ao menor nível \neducacional e com a existência de doenças crônicas e/ou degenerativas (ABDO et al, 2004)  \nA dispareunia é um sintoma que pode surgir tanto a partir de fato res orgânicos, \ncomportamentais e /ou psicológicos. Abdo e Oliveira Júnior (2002) apontam que as causas \norgânicas que podem desencadear a dispareunia são: disfunção músculoesquelética, \nendometriose, atrofia vaginal, trauma, escoriações, gravidez ectópica, infecções e inflamações \n\n16 \n \nginecológicas. As causas comportamentais e psicológicas podem contribuir para a falta de \nlubrificação vaginal devido a carências de estímulos, a timidez da mulher, evento sexual \ntraumático anterior ou educação repressora.  \nSendo essas  disfunções objeto de estudos por muito tempo, acarretando em \nmudanças importantes em sua classificação pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de \nTranstornos Mentais (DSM -V), que agrupou todas as doenças de dor sexual em uma única \ncategoria, passando a ser classificadas como “Dor Genitopélvica/penetração”, baseado em \ncinco dimensões, sendo essas: índice de sucesso de penetração vaginal, dor com a \npenetração vaginal, medo de penetração vaginal ou dor genitopélvica durante a penetração, \ndisfunção da musculatur a do assoalho pélvico e comorbidades médicas.  \n \n1.3 Relação da DPC com a Dispareunia \n \n A dor pélvica crônica é definida como uma dor recorrente ou contínua na região \ninferior do abdome ou pelve, não menstrual ou não cíclica com duração de pelo menos seis \nmeses, sendo suficientemente severa e capaz de interferir nas atividades habituais da mulher \nnecessitando de tratamento clínico ou cirúrgico (CAMPBELL & COLLETT, 1994; GRACE \nE ZONDERVAN, 2006).  Sua etiologia não é clara e nem sempre se obtém a cura ou \nmelhora dos sintomas com os tratamentos realizados (GELBAYA, EL-HALWAGY, 2001).  \nFrequentemente resulta de uma interação dos sistemas gastrointestinai s, geniturinário, \nmusculoesquelético, nervoso e endócrino, influenciada ainda por fatores psíquicos e \nsocioculturais (BUTRICK, 2003; HOWARD,2003 ). É considerado um importante problema \nde saúde publica, uma vez que 60% das mulheres com DPC nunca receberam u m \ndiagnóstico especifico e 20% nunca realizaram qualquer exame para investigar a causa da \ndor (CHEONG E WILLIAM STOMES, 2006 ). A prevalência estimada é de 3,8% em \nmulheres com idade entre 15 -73 anos (superior à enxaqueca, asma e dor nas costas) (Grace e \nZondervan, 2006 ), e varia de  14 a 24%  em mulheres  na idade reprodutiva  (Mathias, et al, \n1996; Zondervan,  et al, 2001; Wozniak, 2016 ), acarretando impacto direto na condição civil, \nsocial e profissional. Não sabemos sua real prevalência em países em desenvol vimento, como \no Brasil, mas estima-se que seja superior àquela encontrada em países desenvolvidos (Latthe, \nLatthe et al., 2006; Coelho et al, 2014) . Em um estudo realizado por Silva et al (2011), foi \npossível observar alta prevalência de DPC em mulheres na cidade de Ribeirão Preto, Brasil, o \nresultado mostra que a prevalência de DPC foi de 11,5% e  de 15,1% considerando apenas as \nmulheres em idade reprodutiva. \n\n17 \n \nExistem evidências que 85% dos pacientes com DPC apresentam alguma disfunção \nno sistema musculoesquelético, incluindo alterações posturais, espasmos dos músculos do \nassoalho pélvico, síndrome miofascial, entre outras (PRENDERGAST, 2003; TU,  2008; \nMONTENEGRO, et al, 2009).  Em um estudo retrospectivo de prontuários médicos, \nobservaram que 22% das mulheres com dor pélvica crônica apresentaram tensão do \nmúsculo levantador do ânus (TU et al, 2006) e que o espasmo dos músculos pélvicos  \naparecem com mais frequência em mulheres com DPC quando comparadas as mulheres \nsaudáveis (MONTENEGRO et al, 2010) o que consequentemente leva a desconfortos \ndurante a relação sexual, pois a resposta sexual feminina depende dos músculos do assoalho \npélvico e a hipertonia desses músculos pode contribuir para o aparecimento de dispareunia \ne/ou vaginismo (BERMAN et al, 2002).  \n De acordo com Verit et al, (2006)  na população geral a incidência de disfunção \nsexual feminina foi de 67,8% em mulheres com DPC contra 32,2% em mulheres sem essa \npatologia, e em seu estudo com 112 mulheres com dor pélvica crônica encontrou uma \nprevalência de disfunção sexual em 69,6% das mulheres, dessas 74,3% relataram dor \ndurante a relação sexual.  \nA atuação fisioterapêutica nas disfunções sexuais femininas é direcionada \nprincipalmente para a melhora da mobilidade da musculatura do assoalho pélvico e para o \nalivio da dor pélvica ou abdomi nal. Dentre as terapêuticas utilizadas estão os exercícios do \nassoalho pélvico ( PIASSAROLLI et al, 2010 ), a eletroterapia ( DIONISI et al, 2011)  e \nterapias manuais ( WURN et al, 2004 ). Em relação ao tratamento da dispareunia superficial \nem mulheres com DPC t emos a massagem de Thiele (MONTENEGRO et al, 2010) que \nproporciona um efeito inibitório da tensão muscular provocando relaxamento, alongando e \naliviando a dor, além de ser de fácil aplicação e baixo custo (SILVA et al, 2016) e o uso da \neletroestimulação in travaginal para alívio da dor abdominal e dor coital (BERNARDES et \nal, 2010), promove analgesia através da produção de opióides endógenos.   \nNesse sentido, acreditamos que o tratamento fisioterapêutico tenha uma importante \natuação na melhora dos sintomas álgicos, uma vez que a disfunção musculoesquelética é \nsabidamente uma das causas mais incidentes de dispareunia. Porém não se sabe qual a melhor \ntécnica a ser utilizada  em pacientes com dispareunia associada à DPC, por esse motivo , foi \nsugerido o emprego d e duas técnicas como forma tratamento da dispareunia e possível \ncomparação entre elas.  \n  \n\n18 \n \n2. HIPÓTESE \n \nA técnica de massagem perineal para melhora da dispareunia na mulher com dor \npélvica crônica é melhor que a técnica de eletroestimulação intravaginal no alívio da dor, \nrisco para ansiedade e depressão e função sexual. \n  \n\n19 \n \n3. OBJETIVO PRIMÁRIO \n \n Avaliar a efetividade da massagem perineal de Thiele e a efetividade da \neletroestimulação intravaginal na melhora da dor de mulheres com DPC e dispareunia \ncausada por espasmo dos músculos pélvicos, nos tempos de 1, 4, 12 e 24 semanas após os \ntratamentos. \n  \n\n20 \n \n4. OBJETIVOS SECUNDÁRIOS  \n  \n Comparar a evolução da dor em relação às duas técnicas. \n Verificar e comparar os aspectos que envolvem a função sexual dessas mulheres antes \ne após 1, 4, 12 e 24 semanas de tratamento nos dois grupos de intervenção.  \n Verificar e comparar os aspectos que envolvem o risco de ansiedade e depressão \ndessas mulheres antes e após 1, 4, 12 e 24 semanas após o tratamento nos dois grupos de \nintervenção.  \n  \n\n21 \n \n5. CASUÍSTICA E MÉTODOS  \n5.1 Casuística \n \nFoi realizado um estudo experimental através de um ensaio clínico randomizado, com \nalocação aleatória dos sujeitos da pesquisa em grupos paralelos. O estudo foi aprovado pelo \nComitê de Ética em Pesquisa do HC-FMRP/USP, nº 440/2013. As pacientes foram recrutadas \ne tratadas no Ambulatório de Dor Pélvica Crônica do Hospital das Clínicas da Faculdade de \nMedicina de Ribeirão Preto da Universidade São Paulo (AGDP- HCFMRP/USP). \nTodas as mulheres foram submetidas à entrevista e exame físico segundo protocolo \npadronizado pelo AGDP- HCFMRP/USP, a fim de selecioná -las para participação no estudo. \nForam incluídas mulheres com idade superior a 18 anos e pré menopausadas , que \napresentavam dispareunia de penetração causada por espasmos dos músculos pélvicos e \nestavam sexualmente ativas. Foram excluídas pacientes  com d ispareunia sem espasmo em \nmúsculos pélvicos, dispareunia de profundidade isolada, mulheres grávidas , com infecção \nvaginal n ão tratada, presença de prolapso genital maior ou igual  a grau III, dificuldade \ncognitiva e que constem em seus prontuários hiperprolactilemia, vasculopatias, neuropatias, \ndiabetes e aquelas que  apresentaram dificuldade para compreensão dos questionários \naplicados e também duas faltas consecutivas durante o tratamento.  \n \n5.2 Sujeitos da pesquisa \n \nApós confirmação de dispareunia de penetração com presença de espasmos dos \nmúsculos do assoalho pélvico, as pacientes foram informadas sobre o estudo  e ao aceitar \nparticipar voluntariamente dessa pesquisa assinaram o termo de consentime nto livre e \nesclarecido (Apêndice A ). Em seguida, as participantes  foram randomizadas aleatoriamente \npor uma sequ ência gerada através de um programa de computador  (random.org) que \ndeterminava os grupos  de tratamento A= massagem perineal ou B= eletroestimulação \nintravaginal e a sequência foi lacrada em envelopes que somente eram abertos por um \nsegundo pesquisador cego ao tratamento, no momento em que seriam abordadas para início \ndas int ervenções propostas. Em seguida, as pacientes foram submetidas  à avaliação do \nassoalho pélvico, da dor, da função sexual e do risco para ansiedade e depressão, além de \nreceberem orientações a respeito da anatomia da vulva com material ilustrativo e da resp osta \nsexual feminina. Todas as avaliações foram  realizadas por um pesquisador cego a que grupos \nde tratamento as mulheres pertenciam. Após a sequência de avaliações, as pacientes iniciaram \n\n22 \n \nos tratamentos de massagem perineal ou eletroestimulação intravagin al, conforme \nrandomização. \n \n5.3 Instrumentos utilizados para avaliação das pacientes \n5.3.1 Mensuração da dor \n \nOs instrumentos utilizados foram validados e são aplicáveis tanto em pesquisa \ncientífica quanto na clínica aplicada. A mensuração da dor foi reali zada por meio de escalas \nunidimensionais e multidimensionais (ONG e SEYMOUR, 2004). \n \nEscala Unidimensional  \nEscala visual analógica (EVA) \n \nA escala visual analógicala - EVA (anexo I) de dor é a escala unidimensional mais \nutilizada na prática clínica pela  rapidez e aplicação clínica, apesar de algumas críticas à sua \nlinearidade (PESUDOVS, CRAIGIE et al, 2005). Consta de uma linha ininterrupta de 10 cm  \nde extensão, na qual a paciente é orientada a marcar o ponto que corresponde à dor referida, \nlembrando que o início da escala (0) corresponde à ausência de dor e o término da escala (10) \ncorresponde à pior dor já vivenciada (parto sem analgesia, infarto d o miocárdio, dor de dente, \nlitíase urinária…) ou imaginada. Tem como vantagem a simplicidade, é amplamente utilizada \nem vários idiomas, e é compreensível pela maioria dos pacientes independente da \nescolaridade. É importante salientar que a EVA é mais efica z para avaliação de um mesmo \nindivíduo em dois momentos distintos do que para avaliação de dois ou mais indivíduos entre \nsi. \n   \n __________________________________________________ \n \n \n \n \n \n \n \nAusência \nde dor \nPior dor \nvivenciada \n\n23 \n \nEscala Multidimensional \nQuestionário McGill de dor \n \nQuanto à escala multidimensional, a mais importante e difundida é o questionário \nMcGill de dor (anexo II) (HOLROYD, HOLM  et al , 1992; MELZACK, 2005) . É um \ninstrumento amplamente aceito como fidedigno, vál ido, sensitivo e preciso. Consta de um \nquestionário de descritores de dor, agrupados em quatro classes: sensorial, afetivo, avaliativo \ne miscelânea; e 20 subclasses. Apesar da aparente complexidade ele permite à paciente \nretratar com mais riqueza de detalh es sua experiência dolorosa, deixando -a mais segura \nquanto ao fato de transmitir o que ela realmente está sentindo. Estas escalas serão aplicadas \nno primeiro atendimento e em cada etapa da reavaliação. \n \n5.3.2  Avaliação da Função Sexual Feminina \n \nPara avaliação da função sexual foi empregado o qu estionário Índice de função sexual \nfeminino (IFSF) (anexo III), que já foi validado para língua portuguesa (PACAGNELLA et \nal, 2009). É constituído por 19 questões dividid as em seis domínios : desejo, excitação, \nlubrificação, orgasmo, satisfação e dor , relacionados  à atividade sexual nas últimas quatro \nsemanas. É um questionário autoaplicável, as questões são de múltipla escolha e a cada  \nresposta é atribuído um valor de 0 ou1 a 5. P ara se obter o escore total de 36  pontos, soma-se \ntodos os escores de cada domínio, considerando ponto de corte para disfunção sexual valor  \nigual ou  abaixo de 26,55 pontos (HENTSCHEL et al, 2007). \n \n5.3.3 Mensuração clínica do risco de ansiedade e depressão \n \nMedida realizada por meio da escala de ansiedade e depressão hospitalar  (Anexo IV), \nque foi aplicada no primeiro atendimento e em cada etapa da reavaliação. Este questionário já \nfoi traduzido e validado para  a língua portuguesa (BOTEGA, BIO et al., 1995) . A escala \nconsiste de sete itens  bem definidos para cada transtorno de humor, com sete deles sobre \nansiedade (HAD-A) e sete sobre depressão (HAD -D). Existem quatro alternativas para cada \nitem, com uma pontuação de 0 a 3. A soma dos escores obtidos para os itens de cada \nsubescala fornece uma pontuação total que varia de 0 a 21. O ponto de corte para o risco de \n\n24 \n \nansiedade é 8 enquanto o ponto de corte para o risco de ansiedade e depressão é 9 (BOTEGA, \nBIO et al, 1995).  \n \n5.3.4 Avaliação objetiva dos músculos pélvicos \n \nEsta foi realizada através da escala de Oxford modificada, que consta de uma escala de \ngraduação de força da musculatura perineal onde: zero (0) significa ausência de resposta \nmuscular; um (1) esboço de contração não -sustentada; dois (2) presença de contração de \npequena intensidade, mas que se sustenta; três (3) contração moderada, sentida como um \naumento de pressão intravaginal, que comprime os dedos do examinador com pequena \nelevação cranial da parede vaginal; quatro (4) contração satisfatória, a que aperta os de dos do \nexaminador com elevação da parede vaginal em direção à sínfise púbica e cinco (5) contração \nforte, compressão firme dos dedos do examinador com movimento positivo em direção à \nsínfise púbica (BO e SHERBURN, 2005) .  E também avaliação dos espasmos dos músculos \natravés da palpação e observação de pontos dolorosos e hipertonia muscular.   \n \n5.3.5 Orientações em Saúde \n \n Todas as mulheres receberam orienta ções quanto à anatomia da vulva  e músculos do \nassoalho pélvico com uso de figuras ilustrativas (figura 1) e sobre a resposta sexual feminina e \nsuas fases e importância das preliminares e da lubrificação (figura 2). As figuras se encontram \nno Anexo V. \n \n5.3.6 Dados demográficos \n \nAs mulheres foram avaliadas com relação aos dados demográficos (idade, pa ridade, \nestado civil , profissão e  grau de escolaridade ). E as causas da DPC foram coletadas dos \nprontuários e divididas em: ginecológicas (endometriose, doença inflamatória pélvica), não \nginecológica (síndrome miofascial abdominal, síndrome do intestino irritável) e indefinida \n(quando não havia diagnóstico clínico fechado). \n \n\n25 \n \n5.4 Realização dos tratamentos \n \nAs pacientes foram inicialmente avaliadas utilizando os instrumentos descritos \nanteriormente e foram randomizadas para os grupos de intervenção. O grupo A recebeu como \ntratamento a massagem perineal (Figura 3)  conforme preconizada por Oyama et al (2004), \nque a descreve como uma massagem na direção das fibras musculares com uma pressão \ntolerável a paciente durante 5 minutos em cada lado da musculatura. O tratamento foi \nrealizado por uma profissional fisioterapeuta (APMS) previamente  treinada, uma vez por \nsemana por um período de 5 semanas consecutivas.  \n \n \nFigura 3: Sentido da massagem nas fibras musculares do canal vaginal  \n \nFonte: própria  \n \nAs pacientes do grupo B receberam eletroestimulação intravaginal, que consiste na passagem \nde corrente de baixa frequência, com protocolo para dor crônica, através do aparelho Dualpex \n961 (Quark produtos médicos, Piracicaba -SP) (Figura 4), a paciente permaneceu em decúbito \ndorsal e posição ginecológica e foi introduzido um eletrodo intracavitário com dois canais \npara passagem da corrente, com auxilio de gel lubrificante, o protocolo foi aplicado conforme \nestudo de Bernardes et al (2010), com frequência de 8Hz, largura de pulso de 1ms, por 30 \nminutos e a intensidade era aumentada até a percepção sensitiva da paciente  (descrita em \n\n\n26 \n \nmA). Também  realizadas pela profissional fisioterapeuta previamente treinada (APMS), \nforam realizadas 10 sessões, uma vez por semana. \n  \nFigura 4: aparelho Dualpex 961 da marca QuarK, sonda intravaginal e gel condutor. \n \n \nFonte: própria.  \n \n5.4.1 Reavaliação \n \n Ao término do tratamento, as pacientes de ambos os grupos de intervenção foram \nreavaliadas nos períodos de 1, 4 12 e 24 semanas após o final dos tratamentos propostos, \nsendo os dados obtidos, comparados posteriormente com os dados da avaliação inicial e e ntre \nos grupos. A aplicação dos instrumentos de avaliação e reavaliação foi realizada por uma \nprofissional previamente treinada e cega quanto ao tipo de tratamento que recebeu (CS). As \npacientes também foram orientadas a permanecerem sem qualquer tipo de p enetração vaginal \naté o término do tratamento, porém estimuladas e orientadas a manter contato sexual com \nparceiro de outras formas.  \n \n \n \n\n\n27 \n \n5.5 Aspectos éticos \n \nOs princípios de confiabilidade dos dados obtidos, manutenção da autonomia dos \nparticipantes, sigilo à identifica ção pessoal e beneficência/ não maleficência dos propósitos \nforam respeitados. \n \n5.6 Cálculo amostral \n \nConsiderando o desvio padrão medida por uma EVA em mulheres com DPC ser de \naproximadamente 20mm, considerando p < 0,05 como nível de signif icância estatística, para \nobter poder do teste de 80% , e se identificar uma diferença de 30mm pontos na EVA de dor, \nque é considerada como a mínima mudança clinicamente relevante para dor , utilizando \nPrograma JMP para cálculo, foi necessário avaliar 17 participantes em cada grupo.    \n \n5.7 Análise estatística \n \nUma análise exploratória de dados foi realizada considerando as medidas de posição \ncentral e de dispersão. As variáveis qualitativas foram descritas considerando as frequências \nabsolutas e relativas. O teste qui -quadrado foi utilizado para verificar se exi ste associação \nentre as variáveis qualitativas em relação aos grupos de estudo no tempo 1. O teste t -student \nfoi aplicado para comparar as médias das variáveis quantitativas em relação aos grupos no \ntempo 1. Um modelo regressão linear de efeitos mistos foi ajustado para verificar se existe \nefeito do tempo e dos grupos em relação às variáveis quantitativas. As comparações entre os \ngrupos em cada tempo e entre os tempos em cada grupo , para cada desfecho , foi realizada \natravés de contrastes ortogonais.  Uma análise de resíduos foi realizada para verificar o ajuste \ndos dados no modelo. As an álises foram realizadas no programa SAS versão 9.4. Foi \nconsiderado um nível de significância de 5%. \n \n  \n\n28 \n \n4. RESULTADOS \n \nForam re crutadas inicialmente 43 mulheres que relataram ao médico queixa de dor \ndurante relação sexual, dessas, três não preenchiam os critérios de inclusão e seis não \naceitaram participar,: três por motivos relacionado à jornada de trabalho e três pela distância \nda cidade de origem à Ribeirão Preto. Porém, todas essas mulheres receberam orientações \nquanto à anatomia da vulva e resposta sexual feminina e também como realizar a auto \nmassagem perineal em casa. Portanto, iniciamos as avaliações e randomização com 34 \nmulheres (Figura 5). \n \nFigura 5: Recrutamento das pacientes \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n Foram selecionadas, 34 participantes que foram submetidas à avaliação física, \nresponderam aos questionários e foram randomizadas para os grupos de tratamento (A: 17 \nB:17). No decorrer das sessões, quatro participantes abandonaram o tratamento: duas por \nmotivos de saúde (doença de um familiar A:1 e sangramento vaginal persistente B:1) e duas \nabandonaram sem justificativa, houve tentativa de contato, porém sem sucesso (A:2). \nPortanto, finalizamos este estudo com 30 participantes (A:14 e B:16) que realizaram o s \ntratamentos e todas as fases de reavaliação (Figura 6).   \nRecrutadas \nN: 47 \nExcluídas \nN: 7 \nRecusas \nN: 6 \nNão preenchiam \ncritérios de inclusão \nAtividades laborais \nN:3 \nDistância \nN: 3 \nAlocadas \nN: 34 \n\n29 \n \nFigura 6: Fluxograma das participantes durante os tratamentos propostos: \n                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \nNos resultados encontrados, a tabela 1  representa os dados das participantes, sendo \nque o Grupo A apresentou uma média de idade de 34,28 (±7,17) anos e o Grupo B uma média \nde idade de 36,68 ( ±7.67) anos. Dentre outros dados como escolaridade, estado civil, \nparidade, que nos mostram a homogeneidade entre os grupos, pois não houve diferença \nsignificativa entre eles.  \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \nAlocadas \nN: 34 \nAbandono \nN: 4 \nProblemas de saúde \n(A:1 e B:1) \nSem justificativa \n(A:2) \nFinalizaram o tratamento \n(A:14 e B:16) \n\n30 \n \nTabela 1:  Caracterização da amostra. Grupo A: massagem perineal e Grupo B: \nEletroestimulação intravaginal. \nVariáveis   \n \nGrupo A  \nN(%) \n     Média (±DP) \nGrupo B \nN(%) \nMédia (±DP) \np*  \nIdade \n  \n34,28 (±7,17) 36,68 (±7.67) 0,3856 \n      \nEVA (DPC)   6,07 (±2,97) 6,08 (±2,53) 0,9972 \n      \nEstado Civil \n    \n \nCasada/amasiada \n  \n12 (85,71%) 13 (81,25%)       0,7434 \nSolteira/divorciada/viúva \n  \n2 (14,29%)     3 (18,75%)  \n     \n \nEscolaridade \n    \n \n1° grau incompleto \n  \n0 (0%) 2 (12,5%)  \n1° grau completo   1 (7,14%) 2 (12,5%)  \n2° grau incompleto \n  \n2 (14,29%) 0 (0%)        0,5091 \n2° grau completo   7 (50%) 8 (50%)  \nSuperior incompleto 1 (7,14 %) 1 (6,25%)  \nSuperior complete 3 (21,43%) 3 (18,75%)  \nParidade \n  \n \n \n \n \n   0 \n  \n7 (50,0%) 4 (25,0%)        0,4523 \n1 a 3 \n  \n7 (50,0%) 12 (75,0%)         \n      \nAtividade remunerada      \nSim      10 (71,4%) 10 (62,5%) 0,6048 \nNão    4 (28,6%) 6 (37,5%)  \n      \nCausa da DPC \nGinecológica   9 (64,3%) 8 (50%) \n \nNão Ginecológica   2 (14,3%) 7 (41,2%) 0,090 \nIndefinida   3 (21,4%) 1 (6,3%)  \nT Student \nTeste exato de Fisher e Qui-quadrado \nN – número amostral; p*- valor de p; DP- desvio padrão; %- percentual \n \nEm relação à avaliação do assoalho pélvico, todas as participantes apresentavam dor e \nhipertonia à palpação dos músculos do assoalho pélvico (AP) antes dos tratamentos. Em \nrelação à avaliação do grau de força através da Escala de Oxford modificada, os valo res estão \nrepresentados no gráfico 1 , onde foi possível observar durante avaliação que a maioria das \nmulheres apresentavam consciência da contração dos músculos do AP, apesar de não \napresentaram uma contração efetiva.  \n \n\n31 \n \nGráfico 1: Representação do grau de força muscular dos músculos do assoalho pélvico, \nsegunda Escala de Oxford Modificada: \n \nNa tabela 2 podemos observar a descrição dos valores referentes aos tempos antes e \napós as intervenções, nas reavaliações, em relação à dor, risco para ansiedade e depressão e \nfunção sexual nos dois grupos de intervenção.  \n \nTabela 2:  Média e desvio padrão nos tempos de avaliação e reavaliação nos grupos de \nintervenção \nVariável Grupo Tempo (média ± DP) \n  1 2 3 4 5 \nEVA A 6.93 \n(±1.78) \n2.44 \n(±2.41) \n3.68 \n(±2.36) \n3.89 \n(±2.17) \n3.08 \n(±2.60) \nB 7.41 \n(±1.46) \n3.99 \n(±2.44) \n3.35 \n(±2.24) \n3.49 \n(±2.56) \n3.59 \n(±2.23) \nMcGILL A 21.79 \n(±11.37) \n9.57 \n(±6.55) \n10.21 \n(±6.53) \n11.36 \n(±7.67) \n9.14 \n(±8.91) \nB 28.06 \n(±8.91) \n12.94 \n(±8.44) \n11.63 \n(±8.09) \n10.38 \n(±7.07) \n11.44 \n(±7.60) \nHAD-A A 9.86 \n(±4.54) \n8.93 \n(±5.51) \n8.00 \n(±4.21) \n8.00 \n(±4.99) \n7.79 \n(±4.30) \nB 9.25 \n(±4.85) \n9.00 \n(±5.34) \n7.75 \n(±3.71) \n8.38 \n(±4.50) \n8.38 \n(±4.44) \nHAD-D A 7.07 \n(±4.55) \n6.36 \n(±4.53) \n5.57 \n(±3.57) \n5.50 \n(±4.03) \n5.93 \n(±3.54) \nB 7.25 \n(±3.64) \n7.94 \n(±5.22) \n6.81 \n(±3.83) \n8.31 \n(±4.14) \n7.88 \n(±4.59) \nIFSF A 18.32 \n(±8.63) \n24.51 \n(±7.72) \n23.54 \n(±7.97) \n22.12 \n(±7.46) \n24.55 \n(±5.71) \nB 13.36 \n(±6.65) \n21.69 \n(±5.44) \n21.40 \n(±7.37) \n21.09 \n(±6.48) \n20.49 \n(±6.65) \n1-antes do tratamento; 2 – uma semana após termino do tratamento; 3 – quatro semanas após tratamento; 4 – 12 \nsemanas após o tratamento; 5 – 24 semanas após o tratamento; DP- desvio padrão; EVA- escala visual analógica; \nHAD-A- escala de ansiedade e depressão hospitalar – ansiedade; HAD -D- escala de ansiedade e depressão \nhospitalar – depressão;  IFSF – Índice de função sexual feminino. \n \n \n\n\n32 \n \nOs dados em relação à melhora clínica da dor também podem ser observados nas \nfiguras 7 e 8, assim como a descrição de todos os domínios do IFSF na tabela 3. \n \nFigura 7: Comparação da evolução de dor clínica através da escala visual analógica entre os \ngrupos de intervenção. \n \n \n \nFigura 8: Comparação da evolução de dor clínica através da Escala McGILL de dor entre os \ngrupos de intervenção. \n \n \n \n \n \n\n\n33 \n \n \nTabela 3: Média e desvio padrão dos domínios do IFSF nos tempos de avaliação e \nreavaliação nos grupos de intervenção: \n \nVariável Grupo Tempo (média ± DP) \n  1 2 3 4 5 \nDesejo A 2.83 \n(±1.40) \n3.51 \n(±0.98) \n3.39 \n(±1.30) \n3.51 \n(±1.37) \n3.51 \n(±0.99) \nB 2.59 \n(±0.68) \n2.96 \n(±2.92) \n2.74 \n(±1.37) \n3.04 \n(±1.19) \n3.15 \n(±1.31) \nExcitação A 3.02 \n(±1.81) \n4.05 \n(±1.34) \n3.86 \n(±1.47) \n3.36 \n(±1.30) \n3.96 \n(±0.93) \nB 2.03 \n(±1.37) \n3.43 \n(±8.83) \n3.17 \n(±1.38) \n3.13 \n(±1.22) \n3.13 \n(±1.24) \nLubrificação A 3.81 \n(±2.07) \n4.29 \n(±1.53) \n4.24 \n(±1.60) \n3.81 \n(±1.84) \n4.31 \n(±1.06) \nB 2.38 \n(±1.76) \n3.98 \n(±1.24) \n3.90 \n(±1.31) \n3.90 \n(±1.40) \n3.51 \n(±1.21) \nOrgasmo A 3.11 \n(±2.11) \n4.17 \n(±1.71) \n4.31 \n(±1.59) \n4.60 \n(±2.60) \n4.31 \n(±1.18) \nB 2.11 \n(±1.40) \n3.50 \n(±1.31) \n3.78 \n(±1.54) \n3.48 \n(±1.28) \n3.25 \n(±1.40) \nSatisfação A 4.03 \n(±1.66) \n4.66 \n(±1.44) \n4.40 \n(±1.51) \n4.23 \n(±1.55) \n4.54 \n(±1.20) \nB 2.80 \n(±1.50) \n4.25 \n(±1.35) \n4.00 \n(±1.65) \n3.90 \n(±1.46) \n3.75 \n(±1.38) \nDor A 1.69 \n(±1.07) \n4.03 \n(±1.66) \n3.34 \n(±1.44) \n3.37 \n(±1.29) \n3.94 \n(±1.25) \nB 1.45 \n(±1.07) \n3.58 \n(±1.28) \n3.85 \n(±1.31) \n3.65 \n(±1.19) \n3.70 \n(±1.14) \n \n \nApesar de encontramos resultados significativos em relação à melhora clínica da \nfunção sexual dessas mulheres em relação ao antes e depois do tratamento, observamos que a \nmaioria das mulheres ainda se encontra abaixo do escore, portanto ainda apresentam ri sco de \ndesenvolver a mesma ou outras disfunções sexuais. No gráfico 2  podemos observar as \nmulheres que apresentaram escore  acima de 26 pontos no questionário IFSF em ambos os \ngrupos em todos os momentos.  \nNo gráfico 2 podemos observar as participantes que apresentaram escore  acima de 26 \npontos no questionário IFSF em ambos os grupos em todos os momentos da reavaliação.  \n \n \n \n\n34 \n \nGráfico 2: Porcentagem de m ulheres que apresentaram escore acima de 26 pontos no \nquestionário IFSF antes e em todos os períodos de reavaliação.  \n \n \n  Quando comparados grupo A e grupo B com relação aos tempos de reavaliação, não \nfoi observado diferença significativa em relação à dor, portanto uma intervenção não foi \nsuperior à outra, sendo assim a massagem perineal foi estatisticamente tão eficaz quant o a \neletroestimulação e as duas foram efetivas na melhora da dor clínica. Nas tabelas 4 e 5  \npodemos observar a comparação entre os dois grupos de intervenção com relação a dor clinica \ndemonstrados através das variáveis EVA e McGILL. \n \n   Tabela 4: Comparação entre os grupos de intervenção em relação à dor através EVA: \n \nEVA Grupo Tempo \n  1 2 3 4 5 \nEstimativa da diferença \nentre as médias \n -0,484 -1,551 0,329 0,405 -0,515 \n                       LI  -2,114 -3,181 -1,302 -1,225 -2,146 \nIC 95% A-B      \n                       LS  1,146 0,079 1,959 2,036 1,115 \nP valor  0,558 0,062 0,690 0,623 0,533 \nIC:intervalo de confiança; LI: limite inferior; LS: limite superior; % percentual \n \n \n \n \n \n\n\n35 \n \n \nTabela 5: Comparação entre os grupos de intervenção em relação à dor através do McGILL: \nMcGIL Grupo Tempo \n  1 2 3 4 5 \nEstimativa da diferença \nentre as médias \n -6,276 -3,366 -1,410 0,982 -2,294 \n                       LI  -12,233 -9,322 -7,366 -4,974 -8,259 \nIC 95% A-E      \n                       LS  -0,320 2,590 4,545 6,938 3,661 \nP valor  0,039 0,265 0,639 0,744 0,446 \nIC: intervalo de confiança; LI: limite inferior; LS: limite superior; % percentual  \n \nA comparação entre as técnicas fisioterapêuticas em relação à função sexual dessas \nmulheres também não se mostrou estatisticamente significante em nenhum dos tempos de \nreavaliação como podemos observar na tabela 6. \n \nTabela 6: Comparação entre os grupos de intervenção em relação à função sexual através do \nquestionário IFSF: \n \nIFSF Grupo Tempo \n  1 2 3 4 5 \nEstimativa da diferença \nentre as médias \n 4,965 2,813 2,142 1,027 4,705 \n                       LI  -0,136 -2,288 -2,958 -4,073 -0,396 \nIC 95% A-E      \n                       LS  10,066 7,914 7,244 6,129 9,806 \nP valor  0,056 0,276 0,407 0,690 0,070 \nIC: intervalo de confiança; LI: limite inferior; LS: limite superior; % percentual. \n \nQuando comparamos os tempos de avaliação e reavaliação entre o mesmo grupo, \nencontramos diferença significativa com relação à avaliação e todos os outros tempos de \nreavaliação (1, 4, 12 e 24 semanas). Esses dados podem ser observados nas tabelas 7 e 8  que \ndemonstram significativamente a melhora clinica da dor através da EVA e do McGILL, assim \ncomo a tabela 9 em relação à comparação dentro de cada grupo no decorrer do tempo com \nmelhora significativa da função sexual. \n \n \n \n\n36 \n \n \nTabela 7 : Comparação da variável dor entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo \ngrupo de intervenção: \n \nVariável  \nEVA Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA \n1 vs 2 4,486 3,317 5,655 <,0001* \n1 vs 3 3,250 2,081 4,419 <,0001* \n1 vs 4 3,036 1,867 4,205 <,0001* \n1 vs 5 3,850 2,681 5,019 <,0001* \n2 vs 3 -1,236 -2,405 -0,067 0,038* \n2 vs 4 -1,450 -2,619 -0,281 0,016* \n2 vs 5 -0,636 -1,805 0,533 0,284 \n3 vs 4 -0,214 -1,383 0,955 0,717 \n3 vs 5 0,600 -0,569 1,769 0,311 \n4 vs 5 0,814 -0,355 1,983 0,170 \nB \n1 vs 2 3,419 2,325 4,512 <,0001* \n1 vs 3  4,063 2,969 5,156 <,0001* \n1 vs 4 3,925 2,832 5,018 <,0001* \n1 vs 5 3,819 2,725 4,912 <,0001* \n2 vs 3 0,644 -0,450 1,737 0,246 \n2 vs 4 0,506 -0,587 1,600 0,361 \n2 vs 5 0,400 -0,693 1,493 0,470 \n3 vs 4 -0,138 -1,231 0,956 0,804 \n3 vs 5 -0,244 -1,337 0,850 0,660 \n4 vs 5 -0,106 -1,200 0,987 0,848 \nEstimativas das diferença s entre as médias seguida do intervalo de confiança 95% relacionada ao modelo de \nregressão linear de efeitos mistos. vs: versus. \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n37 \n \n \nTabela 8: Comparação da variável dor através da escala multidimensional entre os tempos de \nreavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção: \n \nVariável \nMcGILL Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA \n1 vs 2 12,214 8,103 16,325 <,0001* \n1 vs 3 11,571 7,460 15,682 <,0001* \n1 vs 4 10,428 6,317 14,539 <,0001* \n1 vs 5 12,642 8,531 16,754 <,0001* \n2 vs 3 -0,642 -4,754 3,468 0,757 \n2 vs 4 -1,785 -5,896 2,325 0,391 \n2 vs 5 0,428 -3,682 4,539 0,836 \n3 vs 4 -1,142 -5,254 2,968 0,582 \n3 vs 5 1,071 -3,039 5,182 0,606 \n4 vs 5 2,214 -1,896 6,325 0,288 \nB \n1 vs 2 15,125 11,279 18,970 <,0001* \n1 vs 3  16,437 12,591 20,283 <,0001* \n1 vs 4 17,687 13,841 21,533 <,0001* \n1 vs 5 16,625 12,779 20,470 <,0001* \n2 vs 3 1,312 -2,533 5,158 0,500 \n2 vs 4 2,562 -1,283 6,408 0,189 \n2 vs 5 1,500 -2,345 5,345 0,441 \n3 vs 4 1,250 -2,595 5,095 0,520 \n3 vs 5 0,187 -3,658 4,033 0,923 \n4 vs 5 -1,062 -4,908 2,783 0,585 \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n38 \n \nTabela 9: Comparação da variável função sexual entre os tempos de reavaliação dentro do \nmesmo grupo de intervenção: \n \nVariável \nIFSF Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA \n1 vs 2 -6,185 -9,530 -2,841 0,0004* \n1 vs 3 -5,221 -8,565 -1,877 0,002* \n1 vs 4 -3,800 -7,144 -0,455 0,026* \n1 vs 5 -6,871 -10,215 -3,527 <,0001* \n2 vs 3 0,964 -2,380 4,308 0,568 \n2 vs 4 2,385 -0,958 5,730 0,160 \n2 vs 5 -0,685 -4,030 2,658 0,685 \n3 vs 4 1,421 -1,922 4,765 0,401 \n3 vs 5 -1,650 -4,994 1,694 0,330 \n4 vs 5 -3,071 -6,415 0,272 0,071 \nB \n1 vs 2 -8,337 -11,465 -5,209 <,0001* \n1 vs 3  -8,043 -11,172 -4,915 <,0001* \n1 vs 4 -7,737 -10,865 -4,609 <,0001* \n1 vs 5 -7,131 -10,259 -4,002 <,0001* \n2 vs 3 0,293 -2,834 3,422 0,852 \n2 vs 4 0,600 -2,528 3,728 0,704 \n2 vs 5 1,206 -1,922 4,334 0,446 \n3 vs 4 0,306 -2,822 3,434 0,846 \n3 vs 5 0,912 -2,215 4,040 0,564 \n4 vs 5 0,606 -2,522 3,734 0,701 \nEstimativas das diferença  entre as médias seguida do intervalo de confiança 95% relacionada ao modelo de \nregressão linear de efeitos mistos. \n \n Em relação à comparação entre os dois grupos e também dentro do mesmo grupo com \nrelação ao risco de ansiedade e depressão não houve result ado significante, exceto em alguns \npoucos momentos como demonstrado nas ta belas 10 e 11 que estão em apêndices  (Apêndice \nB), assim como as comparações dentro de cada um dos seis domínios do IFSF, em que foi \npossível observar diferença significante nas comp arações dentro dos mesmos grupos em \nrelação aos domínios: excitação, orgasmo e dor, demonstrados nas tabelas 12 a 16, (Apêndice \nC).  \n \n  \n\n39 \n \n 5. DISCUSSÃO \n \n O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito das intervenções \nfisioterapêuticas na dor coital , na função sexual e risco para ansiedade e depressão em \nmulheres com DPC associado à dispareunia com presença de espasmos dos músculos \npélvicos. Nossos resultados nos mostram que ambas as técnicas utilizadas foram efetivas na \nmelhora da dor clinica de nossa amostra, confirmada pela redução dos escores da escala visual \nanalógica e índice McGILL de dor ao final do tratamento. Essa melhora é comprovada a partir \ndos efeitos fisiológicos de cada abordagem, p ois segundo Fritz (2002) a massagem leva a \nestimulação de terminações nervosas proprioceptivas, o que favorece a liberação de \nencefalinas e endorfinas, responsáveis pela modulação da dor no local, além do alongamento \nmuscular, favorecendo o fluxo sanguíneo local e facilitando a remoção de metabólitos \ncelulares e interrompendo o espasmo muscular. E o uso da neuroestimulação elétrica \ntranscutânea (TENS) como método não farmacológico de fácil aplicação, com uso de corrente \nde baixa frequência ( BERNARDES 2005) é capaz de causar efeito analgésico devido ao \naumento de opióides circulantes, aumento do nível de dopamina, epinefrina e reduzindo o \npotencial de ação das fibras Aδ transmissora da dor (CAILLIET 1999). \nBradley, Rawlins e Brinker (2017)  corroboram com  nossos achados em sua revisão \nque aborda as técn icas fisioterapêuticas usadas para o  tratamento d a dor n os músculos do \nassoalho pélvico em mulheres com DPC, considerando a fisioterapia parte integrante da \nequipe de especialistas para restaurar a função do si stema muscul oesquelético na paciente. \nCom a normalização da atividade muscular e consequente diminuição da dor nos músculos \npélvicos, componente chave para o tratamento. Assim como Rosembaun, (2005) que \ndemonstra a importância do fisioterapeuta como parte integrante da equipe multidisciplinar na \nabordagem do paciente com disfunção sexual dolorosa, devido a sua avaliação minuciosa do \nsistema musculoesquelético e sua abordagem com técnicas específicas focadas no assoalho \npélvico e alívio de dor.  \nNossos estudos não mostraram relação entre o tratamento fisioterapêutico e melhora \ndos níveis relacionados ao risco para ansiedade e depressão em ambos os grupos de \nintervenção, esses se alteram muito pouco com o decorrer do tempo. Acreditamos que esses \nfatores possam não estar relacionados com a intervenção e sim com acontecimentos do dia a \ndia da mulher, devido aos valores mais altos nos escores para o risco de ansiedade e depressão \ndessas mulheres, acreditamos que possam estar relacionados com a persistência da DPC ou \nproblemas pré-existentes na vida da mulher. Evidências nos mostram que uma relação entre \n\n40 \n \nos níveis altos de ansiedade, o medo da dor e o estado de hipervigilância podem contribuir \npara exacerbação da dor e piora da função sexual ( BERGERON et al, 2010 ) h avendo a \nnecessidade de associar a reabilitação do assoalho pélvico com a terapia cognitivo -\ncomportamental. Evidências também sugerem a abordagem baseada no Mindfulness para o \ntratamento de mulheres com dor sexual e ansiedade, promovendo uma conexão do cor po com \na mente de modo a promover autonomia e significado ao sexo ( ROSENBAUM, 2013 ). \nRomão (2008)  encontrou maiores alterações de humor em mulheres com DPC, o que \napresentou uma forte correlação entre escores mais elevados de ansiedade e depressão em \nmulheres com DPC quando comparadas a mulheres sem DPC. Segundo Boardman e \nStockdale (2009) um distúrbio doloroso que permanece sem assistência por muito tempo pode \nse tornar crônico o que provoca grande sofrimento emocional à mulher. \nA DPC é hoje um problema comum entre muitas mulheres e o espasmo dos músculos \ndo assoalho pélvico como causa dessa dor deve sempre ser considerado e incluso na avaliação \ndessas mulheres, assim como em nossos resultados, onde a maioria das participantes tiv eram \ncomo desfecho a melhora da dor clínica e da tensão muscular do assoalho pélvico, outras \npoucas mulheres ainda permaneceram ou adquiriram novamente ao longo do tempo a \nhipertonia muscular e dor. Mesmo assim a fisioterapia deve ser considerada como trat amento \nde primeira escolha por ser um método simples, barato e eficaz e caso não for bem sucedida e \nfalhar, apes ar de várias abordagens de tratamento,  Abbott J (2009) sugere o uso da toxina \nbotulínica para o relaxamento dos músculos pélvicos após falha de outras intervenções \nconservadoras. \nBergeron e Lord (2003) relatam que os objetivos da fisioterapia no tratamento das \ndisfunções do assoalho pélvico com foco nas desordens dolorosas são: aumentar a \nconscientização e propriocepção da musculatura, melhorar o relaxamento muscular, \nnormalizar o tônus muscular, aumentar a elasticidade da abertura vaginal, dessensibilizar \náreas dolorosas e diminuir o medo da penetração, dessa forma, a fisioterapia é considerada um \nimportante recurso.  \nExistem poucos relatos sobre o emprego da massagem de Thiele no tratamento da \ndispareunia. Alguns estudos corroboram com nossos achados, Montenegro et al (2010), \nrecrutaram seis  mulheres com DPC associada a hipertonia dos músculos pélvicos e com \ndispareunia severa, que foram submetida s ao tratamento com massagem modificada de \nThiele uma vez por semana durante quatro semanas, apresentando grande melhora na dor, \nrelatados através dos instrumentos EVA e McGill (pré tratamento: média de 8.1 e 34 e após \no tratamento 1.5 e 16.6 , respectivamente). Pandochi (2017)  em seu estudo composto por \n\n41 \n \nmulheres com vaginismo e dispareunia sem associação com DPC, também encontrou \nmelhora cl ínica significante em ambos os grupos com as seguintes abordagens: figuras \nilustrativas, dessensibilização vaginal, téc nicas de auto -relaxamento com exercícios \nrespiratórios, alongamento dos músculos adutores do quadril e massagem intravaginal, \nrelatados através dos instrumentos EVA, McGILL e IFSF (pré tratamento, média 7.19, 20.75 \ne 21.17 e após o tratamento 2.44, 9.31 e 26.96, respectivamente) o que corrobora com nossos \nachados e também sugere outras abordagens em conjunto para uma melhora mais efetiva  \ndessas mulheres. Weiss (2001) abordou 42 pacientes (homens e mulheres) desses 10 mulheres \napresentavam espasmos dos múscu los pélvicos secundário a cistite intersticial . Foram \nsubmetidos à terapia manual com massagem perineal e compressão isquêmica de ponto \ngatilho, ao final do protocolo 70% dessas participantes apresentaram melhora da hipertonia \nmuscular, da dor e também dos sintomas urinários. \nAssim como a massagem perineal o uso da eletroestimulação no tratamento da dor \ncoital também requer mais estudos. Encontramos na literatura estudos que corroboram com \nnossos achados. Bernardes e Bahamondes (2005) usando nosso mesmo pro tocolo em 24 \nmulheres com DPC e dispareunia apresentou 75% de melhora da dor com permanência após 7 \nmeses de reavaliação . Bernardes et al, 2010 em um estudo clinico randomizado, avaliaou   \ncomo uso da eletroestimulação intravaginal comparada a placebo em mu lheres com DPC \nassociado à dispareunia onde foi observado que eletroestimulação se mostrou mais eficaz do \nque o placebo ness a amostra. Fitzwater (2003) observou melhora de 52% das mulheres com \nDPC e espasmo no músculo levantador do ânus com o uso da eletroestimulação intravaginal \nde baixa frequência. Nappi et al, (2003) utilizou um protocolo de eletroestimulação com 10 \nsessões uma vez por semana em mulheres com dor coital e observou tanto melhora da dor \ncomo melhora da capacidade contrátil dos músculos do assoalho pélvico. \nExistem muitos elementos que influenciam a sexualidade de uma pessoa e são \ndeterminantes para qualidade de vida e para prática sexual, alguns desses elementos são a \nhistória de vida, forma de iniciação sexual, relacionamentos prévios , situação conjugal atual, \nsituação hormonal e presença de crenças e tabus ( ABDO 2000). Elementos estes difíceis de \nserem controlados com uma única abordagem, no caso a fisioterapêutica e que influenciam na \nresposta sexual, pois obtivemos melhora na função  sexual geral, mas muitas mulheres ainda \ncontinuaram abaixo dos escores com risco de disfunção sexual, acreditamos ser talvez devido \nàs essas outras influências que não podemos controlar.  \nEm nosso estudo observamos uma melhora da função sexual das partici pantes dentro \nde cada grupo com o decorrer do tempo, constatando assim que a melhora da dor cursou com \n\n42 \n \na melhora de outros aspectos da função sexual.  Assim como o inverso é verdadeiro , pois é \nimportante lembrar que a presença de uma disfunção sexual gera um impacto na vida sexual \ncomo um todo, podendo atrapalhar qualquer uma das fases do ciclo da resposta sexual \n(PAYNE, 2005). Também o tempo de permanência dessa disfunção é importante ser avaliado, \npois a dispareunia que perdura por muito tempo pode resultar em tentativa de evitar o sexo e, \npor fim, prejudicar os relacionamentos (REVICK, 2012). Uma das limitações de nosso estudo \nfoi não questionar o tempo de queixa das nossas participantes, para analisarmos se existiria \nalguma correlação. Tripoli et al (201 1) avaliou a qualidade de vida e a função sexual de  3 \ngrupos de  mulheres: com dor pél vica secundária a endometriose, DPC com  causas de \ndiferentes etiologias e mulheres saudáveis, demonstrando que as mulheres com DPC \napresentaram função sexual e qualidade d e vida mais afetadas do que mulheres saudáveis, \ncomparando os dois grupos de DPC ambos estavam igualmente afetados.   O que nos dá um \nsinal de alerta que p rofissionais da saúde devem ser orientados quanto à abordagem do \nproblema sexual, saber identificá-lo, aconselhar os pacientes sobre as abordagen s apropriadas \npara o tratamento e lembrar que n enhuma abordagem terapêutica única é efetiva no \ntratamento de todos os tipos de disfunção e que uma abordagem multidisciplinar cursa com \nmaior sucesso de resolução do problema (DHINGRA et al, 2012). \nÉ importante também observarmos que nossa amostra foi composta por mulheres em \nidade reprodutiva, pois a menopausa é uma condição que por si só pode gerar disfunção \nsexual, devido às alterações hormonais e de humor que curs am nesse período da vida da \nmulher, além do aparecimento de outras doenças crônicas (THOMAS et al, 2011; LARA et al, \n2012; FLEURY e ABDO, 2012)  e que poderiam gerar um viés em nosso estudo. Porém \nnossos dados são importantes na prática clínica para tratamento dessa população que tem \naumentado e permanecem ativas sexualmente. \nCom o empoderamento feminino e a volta da mulher a procurar o parto norm al, o \nuso da massagem perineal tem sido muito utilizado no preparo do períneo para o momento \ndo parto com objetivo de evitar episiotomia e lacerações perineais ( BECKMANN MN, \nSTOCK OM, 2013; DEMIREL G & GOLBASI Z, 2015 ), pois o intuito da massagem nesse \ncaso é o mesmo, proporcionar um efeito inibitório da tensão muscular, resultando em \nrelaxamento e alongamento máximo no momento do parto normal (DUARTE et al, 2010), \ndentro dessa perspectiva podemos observar em nossos resultados os mesmos efeitos \nfisiológicos  positivos da massagem perineal nos casos de tensão e dor nas participantes.  \nA utilização de figuras ilustrativas para orientar as mulheres quanto à anatomia genital \nfeminina e musculatura pélvica, quanto a sua função e localização e também sobre as fases  da \n\n43 \n \nresposta sexual feminina e importância das preliminares, são importantes, pois oferecem à \npaciente um conhecimento maior do seu corpo e também melhor percepção do que será \nrealizado e qual o objetivo final, visto que 30% das mulheres apresentam dificul dade em \nrecrutar os MAP´s ( BOUCIER E JURAS, 1995 ) o que acaba dificultando também a auto -\npercepção do relaxamento no momento do coito. Devido a isso, recomendamos que o \nemprego de técnicas ilustrativas para educação em saúde do paciente são primordiais na \nprimeira consulta. Acreditamos que o conhecimento do próprio corpo somado ao tratamento \nfisioterapêutico possa ter colaborado com a melhora a longo prazo. \n \n \n \n  \n\n44 \n \n6. CONCLUSÃO \n \n As duas técnicas fisioterapêuticas utilizadas foram efetivas na melhora da dor e da \nfunção sexual na mulher com dor pélvica crônica associada à dispareunia superficial causada \npor espasmos dos músculos pélvicos. Uma técnica não foi superior à outra e não houve \nmelhora relacionada ao risco para ansiedade e depressão. \n  \n\n45 \n \n7. PERSPECTIVAS FUTURAS E LIMITAÇÕES DO ESTUDO \n \nO presente estudo  apresentou limitações em relação ao tamanho amostral no final \ndas intervenções propostas que não alcançou o número adequado. Segundo cálculo \namostral, cada grupo deveria conter 17 mulheres e, no entanto fin alizamos com 14 \nparticipantes no grupo A e 16 participantes no grupo B. Acreditamos que tabus e \nconstrangimentos tanto por parte do profissional da saúde e também do paciente sobre o \nassunto sexualidade possa ter contribuído para nosso número amostral pequ eno. \nMais estudos randomizados e controlados precisam ser realizados sobre o tema, \ntambém estudos com grupos de intervenção fisioterapêutica associado à psicoterapia e \ngrupos controles.  \n \n \n \n \n \n \n \n  \n\n46 \n \nREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS \n \nABDO, C.H.N., OLIVEIRA JUNIOR, W. M. O ginecologista Brasileiro frente as queixas \nsexuais femininas: um estudo preliminar . Rev. Brasileira de Medicina , São Paulo, v.59, n.3, \np.179-186, Março 2002.   \n \nABDO, C.H.N. Sexualidade humana e seus transtornos. 2ºed, São Paulo. Lemos. 2000. \n \nABDO, C.H.N. Descobrimento sexual do Brasil. São Paulo: Summus, 2004. \n \nABBOTT, J. 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Trial clínico, randomizado. \n \nPesquisadora Responsável: \nProf. Dr. Júlio César Rosa e Silva \nPesquisadores envolvidos \nAna Paula Moreira da Silva \nCarolina Pazin \nAndreia Moreira de Souza Mitidieri \nAdriana Peterson Mariano Salata Romão \nOmero Benectido Poli Neto \nLucia Alves da Silva Lara \nAntonio Alberto Nogueira \n \n Este projeto tem por objetivo verificar e comparar a eficácia da massagem de Thiele \nmodificada e a eletroestimulação intravaginal no tratamento de mulheres com dispareunia \nassociada a dor peélvica crônica causada por espasmo dos músculos pélvicos. \n Você poderá participar do projeto consentindo ao final desse termo. Lembramos que \n\n52 \n \nseu tratamento ocorrerá independentemente da sua aceitação em participar do estudo.  \n Propomos a realização de dois tipos diferentes de tratamento: tratamento com  \nmassagem perineal: você receberá uma massagem vaginal com duração de 10 minutos, 5 \nminutos de cada lado do canal vaginal ou tratamento com eletroestimulação intravaginal: com \nintrodução de eletrodo intravaginal com passagem de corrente de baixa frequência  (sensação \nde formigamento) com duração de 30 minutos, em ambos você ficara em posição \nginecológica e a finalidade é a diminuição da dor. O tratamento será realizado em uma ou \nduas sessões semanais durante cinco semanas consecutivas e reavaliações uma sema na após a \núltima sessão, um, três e seis meses após o tratamento. Você será orientado a permanecer sem \nrelação sexual com penetração durante o período do tratamento. Antes de iniciar o tratamento \nvocê será submetido a avaliação perineal, com palpação, cons tatando o espasmo e também a \nforça de contração do assoalho pélvico, onde você será orientada a contrair “apertando” o \ndedo do investigador que esta dentro da vagina e também recebera informações a respeito da \nanatomia vaginal, com figuras ilustrativas e t ambém sobre a resposta sexual feminina. \nUtilizaremos para avaliação escalas de dor, de função sexual e risco de depressão e ansiedade, \nnas quais sua participação será apenas ler e responder às questões, com duração de 20 miutos. \nTodos esses passos serão re alizados em uma sala privada no ambulatório de Dor Pélvica \nCrônica que ocorre às 6ª feiras no período da manhã no balcão 1 – verde escuro do Hospital \ndas Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Caso aceite participar, você será \nsorteada para r ealizar um dos dois tratamentos propostos. Você não terá gastos financeiros \nadicionais, além de seu deslocamento ate o hospital e suas refeições casos as realizem. Você \nnão terá direito à indenização. \n Os pesquisadores se comprometem que você será devidame nte acompanhada e \nassistida durante todo o período de sua participação no projeto, bem como de que lhe será \ngarantida a continuidade do seu tratamento, após a conclusão dos trabalhos da pesquisa. Os \nresultados da pesquisa serão importantes para entender me lhor a doença em questão \n(dispareunia) e, certamente trarão informações que podem facilitar o tratamento de mulheres \ncom esta doença ou que, futuramente, venham a desenvolvê-la. \nVocê terá a segurança de não ser identificada e ter mantido o caráter confiden cial da \ninformação relacionada à sua privacidade. Comprometemos -nos a prestar -lhe informação \natualizada durante o estudo, ainda que esta possa afetar a sua vontade de continuar dele \nparticipando. \n Você pode retirar o seu consentimento para participar deste  estudo a qualquer \nmomento, inclusive sem justificativas e sem qualquer prejuízo para você. Você terá a garantia \n\n53 \n \nde receber a resposta a qualquer pergunta ou esclarecimento de qualquer dúvida a respeito dos \nprocedimentos, riscos, benefícios e de outras situações relacionadas com a pesquisa. Qualquer \nquestão a respeito do estudo ou de sua saúde deve ser dirigida aos responsáveis pelo projeto, \ndesignados no início deste termo, o que poderá ser realizada no Ambulatório AGDP que \nocorre às 6ª feiras no período d a manhã no balcão 1 – verde escuro do Hospital das Clínicas \nda Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ou pelo telefone (16) 3602 -231. O Comitê de \nÉtica em Pesquisa do HCRP pode lhe oferecer informações caso você não queira falar com \nnenhum dos pesquisadores responsáveis por este estudo. \n \nEu, ___________________________________________________________________, \nabaixo assinado, concordo em participar do estudo “O uso da massagem Thiele modificada no \ntratamento da dispareunia em mulheres tratadas no ambulatór io de estudos em sexualidade \nhumana”, como sujeito. Fui devidamente informada em detalhes pelo(s) pesquisador (es) \nresponsável(is) no que diz respeito ao objetivo da pesquisa, aos procedimentos que serei \nsubmetida, aos riscos e benefícios, à forma de ressa rcimento no caso de eventuais despesas, \nbem como à indenização se houver danos decorrentes da pesquisa. Declaro que tenho pleno \nconhecimento dos direitos e das condições que me foram asseguradas e que posso retirar meu \nconsentimento a qualquer momento, sem  que isto leve a qualquer penalidade ou interrupção \nde meu acompanhamento/ assistência/ tratamento. Declaro, ainda, que concordo inteiramente \ncom as condições que me foram apresentadas e que, livremente, manifesto a minha vontade \nde participar desse estudo. \n \nRibeirão Preto, _____ de ____________________________ de ___________. \n \n \n \n            Assinatura do voluntário             Assinatura do investigador \n \n \n \n  \n\n54 \n \nAPÊNDICE B - Tabelas \n \nTabela 10:  Comparação da variável risco para ansiedade através da escala HAD entre os \ntempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n \nVariável \nHAD-A Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA-B \n1 0.6071 -2.7743 3.9885 0.7227 \n2 -0.07143 -3.4528 3.3100 0.9667 \n3 0.2500 -3.1314 3.6314 0.8838 \n4 -0.3750 -3.7564 3.0064 0.8265 \n5 -0.5893 -3.9707 2.7921 0.7305 \nA \n1 vs 2 0.9286 -0.7621 2.6192 0.2788 \n1 vs 3 1.8571 0.1665 3.5478 0.0316* \n1 vs 4 1.8571 0.1665 3.5478 0.0316* \n1 vs 5 2.0714 0.3808 3.7621 0.0168 \n2 vs 3 0.9286 -0.7621 2.6192 0.2788 \n2 vs 4 0.9286 -0.7621 2.6192 0.2788 \n2 vs 5 1.1429 -0.5478 2.8335 0.1832 \n3 vs 4 -111E-18 -1.6907 1.6907 1.0000 \n3 vs 5 0.2143 -1.4764 1.9049 0.8022 \n4 vs 5 0.2143 -1.4764 1.9049 0.8022 \nB \n1 vs 2 0.2500 -1.3315 1.8315 0.7547 \n1 vs 3  1.5000 -0.08146 3.0815 0.0628 \n1 vs 4 0.8750 -0.7065 2.4565 0.2753 \n1 vs 5 0.8750 -0.7065 2.4565 0.2753 \n2 vs 3 1.2500 -0.3315 2.8315 0.1201 \n2 vs 4 0.6250 -0.9565 2.2065 0.4353 \n2 vs 5 0.6250 -0.9565 2.2065 0.4353 \n3 vs 4 -0.6250 -2.2065 0.9565 0.4353 \n3 vs 5 -0.6250 -2.2065 0.9565 0.4353 \n4 vs 5 4.43E-15 -1.5815 1.5815 1.0000 \nEstimativas das diferença entre as médias seguida do intervalo de confiança 95% relacionada ao modelo de \nregressão linear de efeitos mistos. VS: versus. \n \n \n \n \n \n \n \n\n55 \n \nTabela 11 : Comparação da variável risco para depressão através da escala HAD entre os \ntempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n \nVariável \nHAD-D Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA-B \n1 -0.1786 -3.2289 2.8718 0.9079 \n2 -1.5804 -4.6307 1.4700 0.3069 \n3 -1.2411 -4.2914 1.8093 0.4219 \n4 -2.8125 -5.8629 0.2379 0.0704 \n5 -1.9464 -4.9968 1.1039 0.2087 \nA \n1 vs 2 0.7143 -0.8566 2.2851 0.3695 \n1 vs 3 1.5000 -0.07086 3.0709 0.0611 \n1 vs 4 1.5714 0.000565 3.1423 0.0499 \n1 vs 5 1.1429 -0.4280 2.7137 0.1522 \n2 vs 3 0.7857 -0.7851 2.3566 0.3238 \n2 vs 4 0.8571 -0.7137 2.4280 0.2820 \n2 vs 5 0.4286 -1.1423 1.9994 0.5899 \n3 vs 4 0.07143 -1.4994 1.6423 0.9284 \n3 vs 5 -0.3571 -1.9280 1.2137 0.6532 \n4 vs 5 -0.4286 -1.9994 1.1423 0.5899 \nB \n1 vs 2 -0.6875 -2.1569 0.7819 0.3559 \n1 vs 3  0.4375 -1.0319 1.9069 0.5564 \n1 vs 4 -1.0625 -2.5319 0.4069 0.1547 \n1 vs 5 -0.6250 -2.0944 0.8444 0.4012 \n2 vs 3 1.1250 -0.3444 2.5944 0.1321 \n2 vs 4 -0.3750 -1.8444 1.0944 0.6141 \n2 vs 5 0.06250 -1.4069 1.5319 0.9330 \n3 vs 4 -1.5000 -2.9694 -0.03059 0.0455 \n3 vs 5 -1.0625 -2.5319 0.4069 0.1547 \n4 vs 5 0.4375 -1.0319 1.9069 0.5564 \n \n \n \n \n \n \n \n  \n\n56 \n \nAPÊNDICE C - Tabelas \n \nTabela 12: Comparação da variável domínio Desejo através da  escala IFSF entre os grupos e \nentre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n \nVariável \nDesejo Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA-B \n1 0.2411 -0.6068 1.0890 0.5743 \n2 0.5351 -0.3226 1.3927 0.2190 \n3 0.6482 -0.1997 1.4961 0.1326 \n4 0.4768 -0.3711 1.3247 0.2676 \n5 0.3643 -0.4836 1.2122 0.3964 \nA \n1 vs 2 -0.6690 -1.2816 -0.05642 0.0326 \n1 vs 3 -0.5571 -1.1560 0.04170 0.0679 \n1 vs 4 -0.6857 -1.2846 -0.08687 0.0252* \n1 vs 5 -0.6857 -1.2846 -0.08687 0.0252* \n2 vs 3 0.1118 -0.5007 0.7244 0.7182 \n2 vs 4 -0.01673 -0.6293 0.5958 0.9569 \n2 vs 5 -0.01673 -0.6293 0.5958 0.9569 \n3 vs 4 -0.1286 -0.7274 0.4703 0.6713 \n3 vs 5 -0.1286 -0.7274 0.4703 0.6713 \n4 vs 5 4.3E-16 -0.5988 0.5988 1.0000 \nB \n1 vs 2 -0.3750 -0.9352 0.1852 0.1874 \n1 vs 3  -0.1500 -0.7102 0.4102 0.5967 \n1 vs 4 -0.4500 -1.0102 0.1102 0.1143 \n1 vs 5 -0.5625 -1.1227 -0.00233 0.0491 \n2 vs 3 0.2250 -0.3352 0.7852 0.4278 \n2 vs 4 -0.07500 -0.6352 0.4852 0.7913 \n2 vs 5 -0.1875 -0.7477 0.3727 0.5085 \n3 vs 4 -0.3000 -0.8602 0.2602 0.2909 \n3 vs 5 -0.4125 -0.9727 0.1477 0.1473 \n4 vs 5 -0.1125 -0.6727 0.4477 0.6914 \nEstimativas das diferença  entre as médias seguida do intervalo de confiança 95% relacionada ao modelo de \nregressão linear de efeitos mistos. vs: versus. \n \n \n \n\n57 \n \nTabela 13: Comparação da variável domínio Exitação através da escala IFSF entre os grupos \ne entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n \nVariável \nExcitação Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA-B \n1 0.9964 0.04758 1.9453 0.0397 \n2 0.6187 -0.3301 1.5676 0.1990 \n3 0.6884 -0.2605 1.6372 0.1534 \n4 0.2330 -0.7158 1.1819 0.6275 \n5 0.8330 -0.1158 1.7819 0.0847 \nA \n1 vs 2 0.3436 -1.7094 -0.3477 0.0034* \n1 vs 3 0.3436 -1.5165 -0.1549 0.0166* \n1 vs 4 0.3436 -1.0237 0.3380 0.3205 \n1 vs 5 0.3436 -1.6237 -0.2620 0.0071* \n2 vs 3 0.3436 -0.4880 0.8737 0.5757 \n2 vs 4 0.3436 0.004891 1.3665 0.0484 \n2 vs 5 0.3436 -0.5951 0.7665 0.8035 \n3 vs 4 0.3436 -0.1880 1.1737 0.1543 \n3 vs 5 0.3436 -0.7880 0.5737 0.7558 \n4 vs 5 0.3436 -1.2808 0.08082 0.0835 \nB \n1 vs 2 -1.4063 -2.0431 -0.7694 <.0001* \n1 vs 3  -1.1438 -1.7806 -0.5069 0.0005* \n1 vs 4 -1.1063 -1.7431 -0.4694 0.0008* \n1 vs 5 -1.1063 -1.7431 -0.4694 0.0008* \n2 vs 3 0.2625 -0.3744 0.8994 0.4158 \n2 vs 4 0.3000 -0.3369 0.9369 0.3526 \n2 vs 5 0.3000 -0.3369 0.9369 0.3526 \n3 vs 4 0.03750 -0.5994 0.6744 0.9073 \n3 vs 5 0.03750 -0.5994 0.6744 0.9073 \n4 vs 5 -183E-17 -0.6369 0.6369 1.0000 \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n58 \n \nTabela 14: Comparação da variável domínio Orgasmo através da escala IFSF entre os grupos \ne entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n \nVariável \nOrgasmo Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA-E \n1 1.0018 -0.1914 2.1949 0.0990 \n2 0.6714 -0.5217 1.8646 0.2672 \n3 0.5393 -0.6539 1.7324 0.3724 \n4 1.1250 -0.06814 2.3181 0.0643 \n5 1.0643 -0.1289 2.2574 0.0799 \nA \n1 vs 2 -1.0571 -2.0311 -0.08320 0.0337* \n1 vs 3 -1.2000 -2.1739 -0.2261 0.0162* \n1 vs 4 -1.4857 -2.4597 -0.5118 0.0031* \n1 vs 5 -1.2000 -2.1739 -0.2261 0.0162* \n2 vs 3 -0.1429 -1.1168 0.8311 0.7719 \n2 vs 4 -0.4286 -1.4025 0.5454 0.3851 \n2 vs 5 -0.1429 -1.1168 0.8311 0.7719 \n3 vs 4 -0.2857 -1.2597 0.6882 0.5622 \n3 vs 5 -311E-17 -0.9739 0.9739 1.0000 \n4 vs 5 0.2857 -0.6882 1.2597 0.5622 \nE \n1 vs 2 -1.3875 -2.2985 -0.4765 0.0032* \n1 vs 3  -1.6625 -2.5735 -0.7515 0.0005* \n1 vs 4 -1.3625 -2.2735 -0.4515 0.0037* \n1 vs 5 -1.1375 -2.0485 -0.2265 0.0149* \n2 vs 3 -0.2750 -1.1860 0.6360 0.5510 \n2 vs 4 0.02500 -0.8860 0.9360 0.9567 \n2 vs 5 0.2500 -0.6610 1.1610 0.5877 \n3 vs 4 0.3000 -0.6110 1.2110 0.5154 \n3 vs 5 0.5250 -0.3860 1.4360 0.2560 \n4 vs 5 0.2250 -0.6860 1.1360 0.6256 \nEstimativas das diferença s entre as médias seguida do intervalo de confiança 95% relacionada ao modelo de \nregressão linear de efeitos mistos. vs: versus. \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n59 \n \n \nTabela 15: Comparação da variável domínio Satisfação através da escala IFSF entre os \ngrupos e entre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n \nVariável \nSatisfação Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA-E \n1 1.2286 0.1586 2.2986 0.0248* \n2 0.4071 -0.6628 1.4771 0.4525 \n3 0.4000 -0.6700 1.4700 0.4604 \n4 0.3286 -0.7414 1.3986 0.5441 \n5 0.7929 -0.2771 1.8628 0.1449 \nA \n1 vs 2 -0.6286 -1.3293 0.07215 0.0782 \n1 vs 3 -0.3714 -1.0721 0.3293 0.2959 \n1 vs 4 -0.2000 -0.9007 0.5007 0.5728 \n1 vs 5 -0.5143 -1.2150 0.1864 0.1487 \n2 vs 3 0.2571 -0.4436 0.9579 0.4687 \n2 vs 4 0.4286 -0.2721 1.1293 0.2281 \n2 vs 5 0.1143 -0.5864 0.8150 0.7472 \n3 vs 4 0.1714 -0.5293 0.8721 0.6288 \n3 vs 5 -0.1429 -0.8436 0.5579 0.6870 \n4 vs 5 -0.3143 -1.0150 0.3864 0.3761 \nE \n1 vs 2 -1.4500 -2.1055 -0.7945 <.0001* \n1 vs 3  -1.2000 -1.8555 -0.5445 0.0004* \n1 vs 4 -1.1000 -1.7555 -0.4445 0.0012* \n1 vs 5 -0.9500 -1.6055 -0.2945 0.0049* \n2 vs 3 0.2500 -0.4055 0.9055 0.4514 \n2 vs 4 0.3500 -0.3055 1.0055 0.2923 \n2 vs 5 0.5000 -0.1555 1.1555 0.1335 \n3 vs 4 0.1000 -0.5555 0.7555 0.7630 \n3 vs 5 0.2500 -0.4055 0.9055 0.4514 \n4 vs 5 0.1500 -0.5055 0.8055 0.6511 \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n60 \n \n \nTabela 16: Comparação da variável domínio Dor através da escala IFSF entre os grupos e \nentre os tempos de reavaliação dentro do mesmo grupo de intervenção. \n \nVariável \nDor Tempo \nEstimativa da \ndiferença entre as \nmédias \nIC 95% \nP-valor LI LS \nA-E \n1 0.2357 -0.6889 1.1604 0.6145 \n2 0.4536 -0.4711 1.3782 0.3332 \n3 -0.5071 -1.4318 0.4175 0.2795 \n4 -0.2786 -1.2032 0.6461 0.5518 \n5 0.2429 -0.6818 1.1675 0.6038 \nA \n1 vs 2 -2.3429 -3.0700 -1.6158 <.0001* \n1 vs 3 -1.6571 -2.3842 -0.9300 <.0001* \n1 vs 4 -1.6857 -2.4128 -0.9586 <.0001* \n1 vs 5 -2.2571 -2.9842 -1.5300 <.0001* \n2 vs 3 0.6857 -0.04138 1.4128 0.0643 \n2 vs 4 0.6571 -0.06996 1.3842 0.0760 \n2 vs 5 0.08571 -0.6414 0.8128 0.8157 \n3 vs 4 -0.02857 -0.7557 0.6985 0.9381 \n3 vs 5 -0.6000 -1.3271 0.1271 0.1049 \n4 vs 5 -0.5714 -1.2985 0.1557 0.1223 \nE \n1 vs 2 -2.1250 -2.8051 -1.4449 <.0001* \n1 vs 3  -2.4000 -3.0801 -1.7199 <.0001* \n1 vs 4 -2.2000 -2.8801 -1.5199 <.0001* \n1 vs 5 -2.2500 -2.9301 -1.5699 <.0001* \n2 vs 3 -0.2750 -0.9551 0.4051 0.4248 \n2 vs 4 -0.07500 -0.7551 0.6051 0.8274 \n2 vs 5 -0.1250 -0.8051 0.5551 0.7164 \n3 vs 4 0.2000 -0.4801 0.8801 0.5613 \n3 vs 5 0.1500 -0.5301 0.8301 0.6630 \n4 vs 5 -0.05000 -0.7301 0.6301 0.8845 \n \n \n \n \n \n \n \n\n61 \n \nANEXOS \nANEXO I – Escala Visual Analógica e McGILL de dor \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n\n62 \n \nANEXO II - IFSF \n \nQUESTIONÁRIO DE FUNÇÃO SEXUAL (FSFI) \n \nDESEJO \nDesejo Sexual ou interesse sexual é um sentimento que inclui querer ter atividade \nsexual, sentir ‐se receptiva a uma iniciativa sexual de um parceiro(a) e pensar ou \nfantasiar sobre sexo. \n \n1‐ Nas últimas 4 semanas com que freqüência (quantas vezes) você sentiu desejo ou \ninteresse sexual? \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n \n2‐ Nas últimas 4 semanas como você avalia o seu grau de desejo ou interesse sexual? \n( ) Muito alto \n( ) Alto \n( ) Moderado \n( ) Baixo \n( ) Muito baixo ou absolutamente nenhum \n \nTENHA EM MENTE:   \nAtividade Sexual pode incluir afagos, carícias preliminares, masturbação e ato \nsexual.  \nAto Sexual é definido quando há penetração (entrada) do pênis na vagina.  \nEstímulo Sexual inclui situações como carícias preliminares com um parceiro,  \nauto-estimulação (masturbação)ou fantasia sexual (pensamentos).  \n \n \n \n \nEXCITAÇÃO SEXUAL  \n \nExcitação Sexual é uma sensação que inclui aspectos físicos e mentais. Pode incluir \nsensações como calor ou inchaço nos genitais, lubrificação (sentir ‐se molhada), ou \ncontrações musculares. CUIDADO COM A PALAVRA “TESÃO” QUE PODE \nSIGNIFICAR TANTO EXCITAÇÃO COMO PRAZER SEXUAL  \n \n3‐ Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você se sentiu sexualmente \nexcitada durante a atividade sexual ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n\n63 \n \n4‐ Nas últimas 4 semanas, como você classificaria seu grau de excitação sexual durante a \natividade ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Muito alto \n( ) Alto \n( ) Moderado \n( ) Baixo \n( ) Muito baixo ou absolutamente nenhum \n \n5‐ Nas últimas 4 semanas, como você avalia o seu grau de segurança para ficar sexualmente \nexcitada durante a atividade sexual ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Segurança muito alta \n( ) Segurança alta \n( ) Segurança moderada \n( ) Segurança baixa \n( ) Segurança muito baixa ou Sem segurança \n \n6‐ Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você ficou satisfeita com sua \nexcitação sexual durante a atividade sexual ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n \nLUBRIFICAÇÃO \n \nLubrificação Vaginal é a sensação de umidade vaginal decorrente de estímulo sexual. \nPode ter como sinônimos vagina molhada, “tesão vaginal” entre outros.  \n \n7‐ Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você teve lubrificação vaginal \n(ficou com a “vagina molhada”) durante a atividade sexual ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n \n8‐ Nas últimas 4 semanas, como você avalia sua dificuldade em ter lubrificação vaginal (ficar \ncom a “vagina molhada”) durante o ato sexual ou atividades sexuais? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Extremamente difícil ou impossível \n( ) Muito difícil \n( ) Difícil \n( ) Ligeiramente difícil \n( ) Nada difícil \n\n64 \n \n \n9‐ Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você manteve a lubrificação \nvaginal (ficou com a “vagina molhada”) até o final da atividade ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n \n10‐ Nas últimas 4 semanas, qual foi su a dificuldade em manter a lubrificação vaginal \n(“vagina molhada”) até o final da atividade ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Extremamente difícil ou impossível \n( ) Muito difícil \n( ) Difícil \n( ) Ligeiramente difícil \n( ) Nada difícil \n \nORGASMO \n \nOrgasmo é uma sensação de prazer intenso que é precedido por uma excitação grande e  \nsucedido por um relaxamento muscular.  \n \n11‐ Nas últimas 4 semanas, quando teve estímulo sexual ou ato sexual, com que freqüência \n(quantas vezes) você atingiu o orgasmo (“gozou”)? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n \n12 ‐ Nas últimas 4 sem anas, quando você teve estímulo sexual ou ato sexual, qual foi sua \ndificuldade em você atingir o orgasmo “(clímax)”? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Extremamente difícil ou impossível \n( ) Muito difícil \n( ) Difícil \n( ) Ligeiramente difícil \n( ) Nada difícil \n \n13‐ Nas últimas 4 semanas, o quanto você ficou satisfeita com sua capacidade de atingir o \norgasmo durante atividade ou ato sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Muito satisfeita \n( ) Moderadamente satisfeita \n( ) Quase igualmente satisfeita e insatisfeita \n( ) Moderadamente insatisfeita \n( ) Muito insatisfeita \n\n65 \n \n \nRELACIONAMENTO SEXUAL \n \n14‐ Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com a proximidade emocional \nentre você e seu parceiro(a) durante a atividade sexual? \n( ) Sem atividade sexual \n( ) Muito satisfeita \n( ) Moderadamente satisfeita \n( ) Quase igualmente satisfeita e insatisfeita \n( ) Moderadamente insatisfeita \n( ) Muito insatisfeita \n \n15‐ Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com o relacionamento sexual entre \nvocê e seu parceiro(a)? \n( ) Muito satisfeita \n( ) Moderadamente satisfeita \n( ) Quase igualmente satisfeita e insatisfeita \n( ) Moderadamente insatisfeita \n( ) Muito insatisfeita \n \n16‐ Nas últimas 4 semanas, o quanto você esteve satisfeita com sua vida sexual de um modo \ngeral? \n( ) Muito satisfeita \n( ) Moderadamente satisfeita \n( ) Quase igualmente satisfeita e insatisfeita \n( ) Moderadamente insatisfeita \n( ) Muito insatisfeita \n \nDOR \n \nDor é uma sensação subjetiva. Dor na relação sexual pode ocorrer por vários motivos e \nem várias localizações como dor na vulva, vagina abdome inferior, ânus, cabeça, etc. \nNão se preocupe em localizar a dor, somente se a entrevista sente “dor”.  \n \n17‐ Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você sentiu desconforto ou \ndor durante a penetração vaginal? \n( ) Não tentei ter relação \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n \n18‐ Nas últimas 4 semanas, com que freqüência (quantas vezes) você sentiu desconforto ou  \ndor após a penetração vaginal? \n( ) Não tentei ter relação \n( ) Quase sempre ou sempre \n( ) A maioria das vezes (mais do que a metade do tempo) \n( ) Algumas vezes (cerca de metade do tempo) \n\n66 \n \n( ) Poucas vezes (menos da metade do tempo) \n( ) Quase nunca ou nunca \n \n19‐ Nas últimas 4 semanas, como você classificaria seu grau de desconforto ou dor durante \nou após a penetração vaginal? \n( ) Não tentei ter relação \n( ) Muito alto \n( ) Alto \n( ) Moderado \n( ) Baixo \n( ) Muito baixo ou absolutamente nenhum \n  \n\n67 \n \nANEXO III - HAD \n\n\n68 \n \nANEXO IV – Imagens ilustrativas \n \nFigura 1: Anatonia da vulva e muscúlos do assoalho pélvico \n \n \n \n \n \nFonte: www.google.com.br/imagens \n \n \n \n \n \n \n\n\n69 \n \nFigura 2: ciclo de resposta sexual:  \n \nFonte: própria \n \n \n \n \n \n \n \n \nFonte: www.google.com.br/imagens","source_license":"CC0","license_restricted":false}