{"paper_id":"64691176-281a-4751-aac1-530435b680f8","body_text":"Subscribe to RSS\nDOI: 10.1055/s-0041-1741818\nEndometriose Profunda com Acometimento de Reto e Sigmoide: Uma Abordagem Laparoscópica Assistida por Robô\nAuthors\n-\nÁrea: ENDOMETRIOSE\nForma de Apresentação: e-Pôster\nIntrodução A endometriose profunda (EP) é uma forma da doença que pode ser definida por implantes ou nódulos endometriais com infiltração ≥ 5 mm abaixo da superfície peritoneal, podendo acometer diversos órgãos da pelve, incluindo a bexiga, vagina, ligamentos uterossacros e o intestino. Quando há envolvimento intestinal, a doença possui características distintas e a abordagem cirúrgica é uma das situações mais desafiadoras para o cirurgião pélvico. Este trabalho relata um caso de endometriose profunda com acometimento de reto e sigmoide, seu contexto clínico-epidemiológico e, ainda, a descrição da técnica cirúrgica utilizada correlacionando-a com a literatura médica atual.\nRelato de Caso Paciente de 39 anos, com queixas de dismenorreia, dispareunia e disquesia, sem comorbidades prévias. Ao exame de ressonância magnética da pelve, evidenciou-se endometriose infiltrativa retrocervical, com comprometimento: do fórnix vaginal posterior; ligamentos uterossacros e ligamento redondo esquerdo, gerando retração anexial; do paramétrio esquerdo; porção posterior da cúpula vesical e endometriose peritoneal. Havia ainda, acometimento do reto superior por extensão de cerca de 2,6 cm e penetração de cerca de 0,6 cm, acometendo 20% da circunferência intestinal e iniciada a cerca de 10 cm da margem anal inferior. E por fim, terço médio do sigmoide associado a espessamento parietal, restringindo a luz. O procedimento foi iniciado por histeroscopia, com biópsia de endométrio e polipectomia endocervical. A paciente, então, submeteu-se a videolaparoscopia cirúrgica, assistida por robô. Utilizando-se pinça de apreensão, tesoura e energia bipolar, fez-se a ureterólise bilateral, isolamento do nódulo retal a partir da dissecção dos espaços pararretais e do septo retovaginal, a ressecção dos ligamentos uterossacros, redondo esquerdo e de implantes em paramétrio e vagina e nódulo retrocervical. Por fim, realizou-se a ressecção discoide de reto, com posterior sutura de reforço e ressecção segmentar do nódulo de sigmoide, com anastomose terminoterminal.\nDiscussão Estima-se que o envolvimento intestinal ocorra em 8-12% das mulheres com endometriose profunda e a doença colorretal representa quase 90% destes casos. Além de sintomas comumente relacionados a EP, como dor pélvica não-cíclica, dispareunia e infertilidade, quando há acometimento intestinal, esta pode apresentar sintomas mais específicos como disquesia, sangramento retal, alterações do hábito evacuatório e obstrução intestinal. A cirurgia robótica tem ganhado espaço nos últimos 10 anos, por oferecer ergonomia e facilitar alguns tempos cirúrgicos mais críticos. Em um cenário onde os tecidos envolvidos são retraídos por fibrose, o cirurgião deve ressecar através dos espaços avasculares – de Latzko (exposto entre a artéria ilíaca interna, lateralmente, e o ureter, medialmente) e Okabayashi (ureter, lateralmente, e reto, medialmente) – evitando possíveis lesões dos nervos hipogástrico, das fibras nervosas esplâncnicas e vasos uterinos.\nPublication History\nArticle published online:\n04 January 2022\n© 2022. Sociedade Brasileira de Coloproctologia. This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution-NonDerivative-NonCommercial License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit. Contents may not be used for commecial purposes, or adapted, remixed, transformed or built upon. (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/)\nThieme Revinter Publicações Ltda.\nRua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil","source_license":"CC0","license_restricted":false}