{"paper_id":"5983ace5-1614-485e-bdfa-4b24b1f41b17","body_text":"Endometriose - aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico\nDOI:\nhttps://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-142Keywords:\nendometriose, dispareunia, dor pélvica crônica, infertilidade, diagnóstico, tratamentoAbstract\nA endometriose é uma condição inflamatória crônica que afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva, causando dor pélvica intensa e potencialmente levando à infertilidade. Caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, a endometriose pode se manifestar de várias formas, desde pequenos depósitos peritoneais até lesões profundas que afetam órgãos como a bexiga e o intestino. Os sintomas incluem dismenorreia, dispareunia, dor pélvica crônica e infertilidade, comumente associados a transtornos psiquiátricos devido ao impacto na qualidade de vida. O diagnóstico, geralmente realizado por laparoscopia, é essencial para confirmar a presença da doença, embora exames de imagem como ultrassonografia transvaginal também possam ser úteis. O tratamento envolve uma combinação de abordagens farmacológicas e cirúrgicas, visando aliviar os sintomas e controlar a progressão da doença. A supressão hormonal, utilizando contraceptivos combinados, progestágenos ou agonistas/antagonistas do GnRH, é comumente empregada para controlar os sintomas, embora não resolva a causa subjacente da endometriose. O tratamento cirúrgico, incluindo a remoção laparoscópica do tecido endometrial ectópico, pode ser necessário nos casos de refratariedade aos medicamentos ou em situações específicas. No entanto, devido à complexidade da doença e à falta de conhecimento sobre sua causa exata, o desenvolvimento de terapias curativas eficazes continua sendo um desafio. Portanto, o foco atual está em melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas e garantir um diagnóstico precoce para evitar complicações graves associadas à endometriose.\nReferences\nALLAIRE, C.; BEDAIWY, M. A.; YONG, P. J. Diagnosis and management of endometriosis. CMAJ, v. 195, n. 10, p. E363–E371, 14 mar. 2023.\nAMRO, B. et al. New Understanding of Diagnosis, Treatment and Prevention of Endometriosis. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 19, n. 11, p. 6725, 31 maio 2022.\nBONAVINA, G.; TAYLOR, H. S. Endometriosis-associated infertility: From pathophysiology to tailored treatment. Frontiers in Endocrinology, v. 13, 26 out. 2022.\nBULUN, S. E. et al. Endometriosis. Endocrine Reviews, v. 40, n. 4, p. 1048–1079, 1 ago. 2019.\nFRANÇA, P. R. DE C.; LONTRA, A. C. P.; FERNANDES, P. D. Endometriosis: A Disease with Few Direct Treatment Options. Molecules (Basel, Switzerland), v. 27, n. 13, p. 4034, 23 jun. 2022.\nKONINCKX, P. R. et al. Pathogenesis Based Diagnosis and Treatment of Endometriosis. Frontiers in Endocrinology, v. 12, n. 12, p. 745548, 25 nov. 2021.\nLAMCEVA, J.; ULJANOVS, R.; STRUMFA, I. The Main Theories on the Pathogenesis of Endometriosis. International Journal of Molecular Sciences, v. 24, n. 5, p. 4254, 21 fev. 2023.\nROLLA, E. Endometriosis: advances and controversies in classification, pathogenesis, diagnosis, and treatment. F1000Research, v. 8, n. 1, 23 abr. 2019.\nSAUNDERS, P. T. K.; HORNE, A. W. Endometriosis: Etiology, pathobiology, and therapeutic prospects. Cell, v. 184, n. 11, p. 2807–2824, maio 2021.\nSMOLARZ, B.; SZYŁŁO, K.; ROMANOWICZ, H. Endometriosis: Epidemiology, Classification, Pathogenesis, Treatment and Genetics (Review of Literature). International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 19, p. 10554, 29 set. 2021.\nVANNUCCINI, S. et al. Hormonal treatments for endometriosis: The endocrine background. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, v. 23, n. 3, 17 ago. 2021.\nWANG, Y.; NICHOLES, K.; SHIH, I.-M. The Origin and Pathogenesis of Endometriosis. Annual Review of Pathology: Mechanisms of Disease, v. 15, n. 1, p. 71–95, 24 jan. 2020.","source_license":"CC0","license_restricted":false}