{"paper_id":"570d2f37-2d7e-40e9-aef9-83c3c252f7d5","body_text":"Subscribe to RSS\nDOI: 10.1055/s-0043-1764984\nPORQUE PRESERVAR O RETO EM ENDOMETRIOSE DO RETO MÉDIO E BAIXO\nAuthors\nIntrodução Endometriose no reto é um grande desafio para os cirurgiões proctologistas, pois pode causar sintomas severos, e tem diagnóstico e estadiamento desfiadores e tratamento cirúrgico de risco, controverso e indefinido, com possíveis sequelas anatômicas e funcionais.\nObjetivo A endometriose é uma doença inflamatória, retrativa, benigna e finita, que acomete as mulheres somente no período fértil, localizada predominantemente no meio do reto e na face anterior. O tratamento conservador, deve ser sempre o objetivo, por não mutilar o órgão, e resultar em menos complicações pós-operatórias e sequelas funcionais permanentes.\nMateriais e Métodos Incluímos 100 mulheres com idade média de 33 anos com endometriose no reto, todas inicialmente submetidas à técnica de Shaving, independentemente do tamanho, localização e grau da infiltração, utilizando eletrocautério. Não houve conversão para ressecção retal com anastomose baixa, em casos extensos e ou infiltração até a mucosa foi necessário sutura manual ou sutura mecânica.\nResultados Trata-se de técnica conservadora segura, factível e reprodutiva, com recidiva comparável à das outras técnicas. Lesão que infiltra a submucosa ou mucosa pode ser complementada com sutura manual ou mecânica, com menor índice de fístulas, complicações funcionais evacuatórias e urinárias, baixo custo, menor tempo operatório, recuperação mais rápida, além de diminuir ou evitar complicações graves como estenoses, e sequelas permanentes como síndrome de Lars e ostomias.\nConclusão É uma técnica padrão-ouro quando aplicada corretamente em endometriose do reto, tem benefícios funcionais, menor taxa de complicações operatórias, e não deixa sequelas permanentes numa doença temporária que desaparece na menopausa. preservando órgãos e a qualidade de vida.\nPublication History\nArticle published online:\n16 March 2023\n© 2023. Sociedade Brasileira de Coloproctologia. This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution-NonDerivative-NonCommercial License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit. Contents may not be used for commecial purposes, or adapted, remixed, transformed or built upon. (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/)\nThieme Revinter Publicações Ltda.\nRua do Matoso 170, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20270-135, Brazil","source_license":"CC0","license_restricted":false}