{"paper_id":"533ea330-459b-4c48-bf61-a9cc34126bd7","body_text":"70 | P á g i n a  \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \nPalavras-Chave: Endometriose; Mulher; Dor Pélvica. \n  \nCapítulo 10 \n \nALINE APARECIDA DA SILVA PIEROTTO¹ \nGERMANA VICTÓRYA MARTINS BORELLI2 \nLARA CAROLINA DUARTE ORÇA2 \nANA CAROLINA BERSANI2 \nCAROLINE LAIMER DAVESAC2 \nELOIZA DO CANTO GASPERIN2 \nFREDERICO HELLWIG VALÉRIO2 \nJÚLIA HICKMANN2 \nSABRINA ALVES DE OLIVEIRA2 \nSOFIA DARDE ORSOLIN2 \n \n \n1Discente – Enfermagem da Universidade do Vale do Rio dos Sinos \n2Docente – Medicina da Universidade do Vale do Rio dos Sinos \nENDOMETRIOSE: UMA \nDOENÇA CRÔNICA \n10.59290/2202822382 \n\n \n71 | P á g i n a  \nINTRODUÇÃO \nA endometriose é uma doença crônica infla-\nmatória, caracterizada pela presença de tecido \nendometrial extrauterino, diretamente correla -\ncionada ao estrogênio, a qual afeta inúmeras \nmulheres em idade reprodutiva (MARTINS et \nal., 2025). Com repercussões além do sistema \nreprodutivo, afetando diversos sistemas, a en-\ndometriose tem como principais manifestações \nclínicas a dor pélvica crônica e a infertilidade, \nalém de comprometer a qualidade de vida e a \nfunção sexual feminina (ALVES et al., 2023; \nSOUZA et al., 2024).  \nAs pacientes podem apresentar sintomas \nclássicos como: dismenorreia, dispareunia, di -\nsúria e disquezia. Conhecidos como os quatro \nDs, geralmente estão associados ao ciclo mens-\ntrual (SINGH et al., 2022). A endometriose po-\nde afetar estruturas genitais e extragenitais e é \nclassificada em três tipos: endometriose super -\nficial, endometrioma ovariano e endometriose \ninfiltrativa profunda, sendo esta última a forma \nmais grave, caracterizada por penetração abai -\nxo da superfície peritoneal e envolvimento de \nórgãos pélvicos com aderências e distorção ana-\ntômica (DEL FORNO et al., 2023; IMPERIA-\nLE et al., 2023). \nA identificação da doença é tardia, com \natraso médio de seis a sete anos após o início \ndos sintomas, o que contribui para a persistên -\ncia e recorrência dos sintomas (HORNE; MIS -\nSMER, 2022; IMPERIALE et al., 2023). O di-\nagnóstico definitivo é geralmente obtido por vi-\nsualização cirúrgica, preferencialmente por la -\nparoscopia, embora modalidades de análise por \nimagem possam ser suficientes para alguns ti -\npos de lesões, conforme recomendações recen-\ntes da ESHRE  (Sociedade Europeia de Repro -\ndução Humana e Embriologia) (IMPERIALE et \nal., 2023). \nA avaliação clínica deve ser detalhada, com \nexame abdominal e pélvico focado, incluindo a \ninvestigação de sinais de sensibilização central, \ncomo alodínia ou hiperalgesia, que podem in -\ndicar envolvimento neurossensorial da dor \n(SINGH et al., 2022). \nAtualmente, não há tratamento curativo pa-\nra a endometriose, e o manejo clínico concen -\ntra-se principalmente no controle dos sintomas. \nAs estratégias médicas baseiam-se na supressão \nhormonal dos ciclos menstruais, visando redu -\nzir a inflamação e bloquear os efeitos estrogê -\nnicos. Já o manejo cirúrgico busca remover le -\nsões volumosas ou realizar excisão completa \nem casos mais complexos. No entanto, nenhu -\nma das abordagens garante alívio a longo prazo, \ne os efeitos adversos associados às terapias po-\ndem compr ometer a adesão das pacientes ao \ntratamento (IMPERIALE et al ., 2023; DEL \nFORNO et al., 2023). O objetivo deste estudo \nfoi revisar de forma crítica evidências atuais so-\nbre a endometriose, visando tratar temas desde \na epidemiologia, fisiopatologia, tratamentos e \ndiagnósticos, além das repercussões clínicas, \nsociais e psicossociais da doença. Ademais, \ndestacar a importância de um atendimento mul-\ntidisciplinar para o melhor manejo do quadro, \nreconhecendo a condição complexa e sistêmica \nda endometriose, a fim de melhorar a qualidade \nde vida das pacientes. \nMÉTODO \nO capítulo foi elaborado a partir de uma re-\nvisão de literatura, realizada nas bases de dados \nSciELO e PubMed, utilizando como descritores \n“endometriose”, “mulher”, “dor pélvica”, além \nde “infertilidade”. Foram incluídos artigos pu -\nblicados entre os anos 2008 e 2025, em portu -\nguês e inglês, os quais abordassem a endometri-\nose em mulheres em idade reprodutiva, com \nsintomas clínicos, dentre esses a dor pélvica \ncrônica e disfunção sexual, além da confirma -\n\n \n72 | P á g i n a  \nção diagnóstica, seja por métodos de imagem, \nhistopatologia e/ou critérios clínicos bem defi -\nnidos. Ademais, estudos originais de caráter ob-\nservacional e experimental, revisões sistemáti -\ncas e narrativas que abrangem os aspectos epi -\ndemiológicos, fisiopatológicos, diagnósticos e \nde tratamento. Como critérios de exclusão, fo -\nram definidos os artigos os quais não foi possí-\nvel obter acesso ao texto completo, publica -\nções que não apresentavam foco primário na \nendometriose, relatos de caso isolados e revi -\nsões de escopo limitados, pois esses não atende-\nram aos critérios definidos para essa revisão.  \nRESULTADOS E DISCUSSÃO \nAo longo da pesquisa pode-se concluir que \na maioria dos artigos utilizados trazem resul -\ntados que abordam os desafios de diagnósticos, \no impacto psicossocial, a desigualdade no aces-\nso ao tratamento, a falta de atenção multidis -\nciplinar e a importância da conscientização so -\nbre essa doença que impacta a vida de cerca de \n10% de mulheres em idade fértil (ARAUJO et \nal., 2022). A partir disso abordaremos esses te-\nmas como principais tópicos da nossa discus -\nsão. \nDesafios no diagnóstico \nOs principais desafios encontrados para o \ndiagnóstico da endometriose se dão por conta \nda fisiopatologia da doença que, por ainda não \nestar definida e conter sintomas sobrepostos a \noutras condições ginecológicas e gastrointesti -\nnais, pode comprometer a diagnose precoce da \nenfermidade, atrasando em média 10 anos o di-\nagnóstico da doença. Essa dificuldade também \nestá relacionada à falta de conhecimento da \npatologia por parte da população, que confunde \nos sintomas como comuns da fase menstrual e \nsó buscam ajuda médica quando esses sintomas \nse intensificam. Soma -se a isso a escassez de \nmédicos especializados na área, o que contribui \npara a confirmação tardia do quadro clínico \n(CAMARGO et al ., 2022; ARAUJO et al ., \n2022). \nAlém disso, o diagnóstico definitivo só é \ndado por meio de laparoscopia, o que leva mui-\ntas mulheres a não receberem o laudo, por não \nse submeterem a um procedimento cirúrgico \nque, embora avançado, muitas vezes pode ser \ninconclusivo (SOUZA et al., 2024). Dessa for-\nma, fica evidente que a saúde da mulher é dei -\nxada de lado por conta da falta de incentivo em \ndiagnosticar essa enfermidade. A longo prazo, \nesse atraso pode levar à progressão da doença, \ncom aumento da dor e complicações relaciona-\ndas à fertilidade. Portanto, os sistemas de saúde \ndevem investir na capacitação de profissionais \npara que reconheçam os sinais precoces e em-\ncaminhem as pacientes para o diagnóstico de \nforma ágil. \nImpacto psicossocial e necessidade de a-\nbordagem interdisciplinar \nDiante do cenário de doença crônica, faz-se \nnecessário uma abordagem interdisciplinar, \npois na manifestação da patologia muitas um-\nlheres relatam sintomas que vão além da dor. \nEntre eles, destacam -se enxaqueca, fibromial -\ngia, Síndrome de Intestino Irritável, Síndrome \nda Bexiga Dolorosa (cistite intersticial), dispa -\nreunia, menometrorragia e cólicas intensas. A -\nlém disso, o sofrimento emocional decorrente \nda convivência com a dor pode gerar mudanças \nde humor, ansiedade e depressão. \nEsses sintomas psicológicos são frequente -\nmente consequência da sensação de impotência \ndiante da dor, influenciando negativamente as \natividades diárias. Portanto, um tratamento ape-\nnas no âmbito ginecológico pode ser insufici -\nente (ALVES et al., 2023). \nPara um melhor tratamento dessa doença, \ndeve-se focar o cuidado no paciente, ao invés \nde colocar a doença no centro do tratamento. O \nideal é que o cuidado seja realizado por uma \n\n \n73 | P á g i n a  \nequipe multidisciplinar, composta por gineco -\nlogistas, urologistas, gastroenterologistas, psi -\nquiatras, fisioterapeutas, nutricionistas e psicó-\nlogos. O plano terapêutico será mais eficiente \nquando a equipe atuar de forma integrada, bus-\ncando conjuntamente a melhora da qualidade de \nvida da paciente (ALVES et al., 2023). \nConsequências para a fertilidade e in-\ntervenções \nA endometriose é uma das principais causas \nde infertilidade feminina, com prevalência de \n30% a 50% das mulheres diagnosticadas (E -\nVANS, 2017). Essa relação decorre de fatores \nfisiopatológicos, como alterações anatômicas, \ndistorções na estrutura dos órgãos reprodutores \ne aderências pélvicas, além de respostas infla -\nmatórias locais que prejudicam a ovulação, a \nfertilização, o ambiente peritoneal e a implanta-\nção embrionária. Há também evidências de que \na endometriose pode afetar a qualidade dos \nóvulos, altera r a receptividade endometrial e \ncomprometer a comunicação celular necessária \nao sucesso da gestação (FAN et al., 2025). \nO impacto da endometriose vai muito além \ndos sintomas físicos. A dor crônica leva as mu-\nlheres a terem que enfrentar frequentemente de-\nsafios emocionais e psicológicos significativos, \nprincipalmente em relação às dificuldades de \nfertilidade que essa patologia traz. A maioria \ndas mulheres afetadas estão em idade reproduti-\nva fértil, o que pode levar ao medo desde o iní-\ncio do diagnóstico e, por não terem o acompa -\nnhamento ideal, coloca a mulher em uma situ -\nação delicada ao lidar com uma doença que \npode acabar com um desejo, que seria a gesta -\nção. A depressão é uma comorbidade muito as-\nsociada à endometriose, devido ao desgaste \nemocional de lidar com essa dor persistente e \nsintomas que, associados ou não, pioram sig -\nnificativamente a qualidade de vida da mulher. \nSabe-se, também, que a endometriose é uma \ndoença invisível, na qual muitas mulheres são \ndescredibilizadas por familiares, amigos e pro -\nfissionais da saúde, por muitas vezes não com -\npreenderem a intensidade da dor, resultando em \nisolamento social, problemas nas relações pes -\nsoais e laborais, além de agravar a sensação de \nsolidão. A relação entre endometriose e saúde \nmental tem sido amplamente reconhecida, prin-\ncipalmente sobre as taxas altas de depressão re-\nlacionadas à infertilidade e às repercussões so -\nbre a vida sexual, os estudos reforçam a rele -\nvância deste impacto, deixando evidente que o \nsofrimento psíquico se explica não somente por \nfatores sociais, mas também por dificuldade de \nacesso a tratamentos e desigualdades em saúde. \nAlém disso, alguns mecanismos fisiopatológi -\ncos ultrapassam a barreira hematoencefálica ou \nativam vias  neurais, repercutindo diretamente \nno sistema nervoso central, estabelecendo uma \nligação biológica entre a doença pélvica e trans-\ntornos mentais.  \nNesse contexto, o estresse se intensifica a \npartir dos sintomas clínicos característicos, e, \nquando se juntam a um estado inflamatório, \nperpetuam as alterações neurobiológicas relaci-\nonadas à endometriose. Um dos assuntos desta-\ncados mostra que não só apenas alterações com-\nportamentais compatíveis com depressão, ansi-\nedade e hiperalgia, mas também alterações ge-\nnéticas e morfológicas na percepção da dor, hu-\nmor e regulação emocional. Logo, a endometri-\nose precisa ser reconhecida como uma condição \nsistêmica, com impacto não apenas na saúde re-\nprodutiva, mas também na saúde mental e qua-\nlidade de vida das mulheres afetadas.  \nO diagnóstico precoce e o tratamento são \nfundamentais tanto para preservar a fertilidade \nquanto para minimizar o sofrimento psicológi -\nco associado. A conduta terapêutica pode inclu-\nir medicamentos hormonais, cirurgias láparos-\ncópicas para remoção de lesões e restauração da \nanatomia pélvica. Em casos persistentes de in -\nfertilidade, recorrem-se às técnicas de reprodu-\n\n \n74 | P á g i n a  \nção assistida, como a fertilização in vitro (FIV) \ne a inseminação intrauterina (IIU). Estratégias \nde tratamento multidisciplinares aumentam o \nsucesso terapêutico (COCCIA et al., 2008). O \ntratamento pode ser clínico ou cirúrgico, depen-\ndendo da gravidade do quadro e da resposta de \ncada paciente.  \nNo manejo clínico, destacam-se os medica-\nmentos hormonais, que buscam reduzir a ativi -\ndade estrogênica e, consequentemente, minimi-\nzar a progressão da doença e os sintomas dolo -\nrosos. Também são utilizados analgésicos e an-\nti-inflamatórios para o alívio da dor. Já o trata -\nmento cirúrgico, indicado em casos graves ou \nque não apresentam melhoras diante à terapia \nclínica, consiste na excisão das lesões endome-\ntrióticas. Essa abordagem pode proporcionar \nmelhora significativa dos sintomas e, em alguns \ncasos, aumentar as chances de gravidez, embora \nnão elimine o risco de recidivas. Entretanto, o \nacesso a um tratamento integral e multidiscipli-\nnar — que envolva ginecologistas, endocrino -\nlogistas, psicólogos, fisioterapeutas e educado-\nres físicos — ainda é um grande desafio no Bra-\nsil, principalmente no Sistema Único de Saúde \n(SUS), devido a demora no diagnóstico e a limi-\ntação de recursos. Como consequência, muitas \nmulheres dependem de serviços privados para \nter acesso a terapias mais completas e individu-\nalizadas, o que aprofunda desigualdades sociais \ne regionais no enfrenta -mento da doença (AL -\nVES et al., 2023). \nImportância da educação, conscientiza-\nção, políticas públicas e apoio social \nAs pesquisas bibliográficas reforçam a rele-\nvância da conscientização sobre os impactos da \nendometriose na saúde integral da mulher. Tra-\nta-se de uma condição inflamatória crônica, fre-\nquentemente subdiagnosticada, que comprome-\nte de forma significativa a qualidade de vida. \nOs sintomas mais comuns incluem síndro -\nme do intestino irritável, síndrome da bexiga \ndolorosa, fibromialgia, enxaquecas, dispareu -\nnia e transtornos de humor. Esses sinais persis-\ntentes e multifatoriais limitam a realização de \natividades rotineiras, comprometendo o desem-\npenho social, familiar e profissional. Além dis-\nso, observa -se alta prevalência de transtornos \npsíquicos, sobretudo depressão e ansiedade. \nO manejo deve, portanto, incluir acompa -\nnhamento psicológico como parte do plano te -\nrapêutico, além de campanhas de conscientiza-\nção que ampliem o conhecimento da população \ne dos profissionais de saúde. Reconhecer a en-\ndometriose como uma condição complexa, que \ndemanda intervenções clínicas, sociais e psi -\ncossociais, é fundamental para garantir o cuida-\ndo integral e humanizado às mulheres (ALVES \net al., 2023). \nA análise dos estudos evidencia que a endo-\nmetriose é uma condição inflamatória crônica \nde elevada complexidade clínica e social, carac-\nterizada pelo atraso diagnóstico, em média de 6 \na 10 anos, devido à inespecificidade dos sinto -\nmas, sobreposição com outras patologias e li -\nmitações dos métodos diagnósticos. Além do \ncomprometimento fisiológico, a doença impõe \nimpactos psicossociais significativos, como in-\nfertilidade, dor crônica, ansiedade e depressão, \nque repercutem negativamente na qualidade de \nvida das pacientes. \nObserva-se ainda desigualdade no acesso \nao tratamento, sobretudo no sistema público, \nonde o manejo multidisciplinar é restrito. As -\nsim, torna-se imprescindível adotar uma abor -\ndagem integral, envolvendo equipes interdisci -\nplinares e estratégias terapêuticas que contem -\nplem os aspectos físicos e emocionais da paci -\nente. Por fim, destaca-se a urgência da amplia-\nção de políticas públicas, programas de educa -\nção em saúde e ações de conscientização social, \na fim de reduzir o atraso no diagnóstico, mini -\nmizar o s ofrimento associado à infertilidade e \npromover o cuidado humanizado e equitativo. \n\n \n75 | P á g i n a  \nCONCLUSÃO \nA partir dessa revisão de literatura é possí -\nvel evidenciar que a endometriose é uma con -\ndição inflamatória crônica, sistêmica e comple-\nxa, cujos efeitos vão além do sistema reprodu -\ntor, atingindo a saúde física, psicológica e so -\ncial de mulheres na idade reprodutiva, além de \nexpor o quanto o atraso diagnóstico acaba sen -\ndo um obstáculo no tratamento efetivo, esten -\ndendo uma dor crônica, também como inferti -\nlidade e comprometimento da qualidade de vi -\nda. \nEmbora haja novos tratamentos, já avança -\ndos tecnologicamente, ainda não há conheci -\nmento sobre cura para a endometriose, tornan -\ndo, ainda mais, necessário uma adoção multi -\ndisciplinar de cuidados voltados ao paciente, \natravés do controle de sintomas, na preservação \nda fertilidade e também no suporte psicológico. \nAdemais, como fator atenuante para a piora \ndo quadro, a desigualdade de acesso ao trata -\nmento, além do sistema público de saúde, de -\nmonstrando a necessidade de maior investimen-\nto em políticas públicas de saúde, programas de \ncapacitação profissional e ações para conscien-\ntização populacional sobre os riscos e malefí -\ncios da doença.  \nPortanto, fica claro que para o melhor en -\nfrentamento da endometriose exige muito além \nde uma inovação científica para terapêutica, \nmas também, uma mudança de paradigmas re -\nlacionados no cuidado da mulher, buscando o \ndiagnóstico precoce e a abordagem multiprofis-\nsional. A partir disso, será possível reduzir o so-\nfrimento associado à doença, promovendo a \nequidade no acesso ao tratamento e melhora da \nqualidade de vida. \n   \n\n \n76 | P á g i n a  \nREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS \nALVES, M. C. et al. Importance of an interdisciplinary approach in the treatment of women with endometriosis and \nchronic pelvic pain. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 45, n. 12, p. 967-974, 2023. \n \nARAUJO, F. F. et al. “A little monster inside me that comes out now and again”: experiences of endometriosis pain \namong women in Austria. Cadernos de Saúde Pública, v. 38, n. 8, p. 1-12, 2022. \n \nCAMARGO, K. C. C. et al. miRNA-223 expression in patient -derived eutopic and ectopic endometrial stromal cells. \nClinics (São Paulo), v. 77, p. e3329, 2022. \n \nCAVALCANTI, L. F. et al. Sonographic signs of deep infiltrative endometriosis among women submitted to routine \ntransvaginal sonography. 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