{"paper_id":"436258b6-06ac-492e-8b8d-a247e7dae0a6","body_text":"Subscribe to RSS\nDOI: 10.1055/s-0046-1824137\nABORDAGEM COMBINADA TRANSABDOMINAL E TRANSANAL NO MANEJO CIRÚRGICO DE FÍSTULA RETOVAGINAL COMPLEXA EM PACIENTE COM ENDOMETRIOSE PROFUNDA COMPLICADA\nAuthors\nAutor correspondente: OMAR FÉRES - omar.feres2021@gmail.com\nApresentação do caso Mulher, 41 anos, com diagnóstico de endometriose e acometimento do cólon sigmoide. Previamente submetida a histerectomia, sigmoidectomia e anastomose colorretal em outra instituição. Evoluiu com deiscência da anastomose e peritonite fecal grave, resultando em seis laparotomias subsequentes por complicações abdominais sépticas. A anastomose colorretal foi desfeita e a paciente submetida a colostomia terminal e ileostomia em alça. Admitida em nossa instituição com hérnia incisional, ileostomia prolapsada à direita, colostomia à esquerda e coto retal sepultado abaixo do promontório. Optado pela reconstrução do trânsito intestinal com anastomose colorretal e manutenção da ileostomia protetora. No pós-operatório, identificaram-se duas fístulas retovaginais. Optou-se por nova abordagem combinada. Pela via transanal, realizou-se liberação do cólon da cúpula vaginal. Pela via abdominal, realizaram-se dissecção e ressecção do segmento fistulizado. Uma nova anastomose colorretal foi confeccionada por via transanal. O segundo trajeto fistuloso foi tratado com interposição de pericárdio bovino entre a parede posterior da vagina e o reto. Durante o seguimento, após fechamento completo das fístulas, o trânsito intestinal foi restabelecido sem comprometimento da continência fecal.\nDiscussão A fístula retovaginal é uma condição desafiadores para o coloproctologista. As abordagens disponíveis incluem vias transvaginal, transretal, transperineal e abdominal. No caso apresentado, optou-se pela combinação das vias abdominal e transanal por se tratar de doença complexa, com duplo trajeto fistuloso. O caso evidenciou os desafios do manejo da endometriose profunda, frequentemente associada a complicações sépticas pós-operatórias, que resultam em distorções anatômicas e dificuldade técnica. A seleção adequada da abordagem cirúrgica foi essencial para o desfecho favorável.\nComentários Finais A abordagem cirúrgica das fístulas retovaginais deve ser individualizada e planejada de forma criteriosa, considerando a complexidade anatômica e o contexto clínico da paciente. Técnicas combinadas podem ser fundamentais para o sucesso terapêutico em situações de alta complexidade, como no caso apresentado.\nPublication History\nArticle published online:\n26 May 2026\n© 2026. The Author(s). This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution 4.0 International License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)\nThieme Revinter Publicações Ltda.\nRua Rego Freitas, 175, loja 1, República, São Paulo, SP, CEP 01220-010, Brazil","source_license":"CC0","license_restricted":false}