{"paper_id":"21634558-390b-4e28-b465-41d030315389","body_text":"Subscribe to RSS\nDOI: 10.1055/s-0046-1824149\nUSO DE FLUORESCÊNCIA COM VERDE DE INDOCIANINA NA CIRURGIA COLORRETAL: OTIMIZANDO A SEGURANÇA EM PACIENTES COM ENDOMETRIOSE\nAuthors\nAutor correspondente: MARINA STRÖHER - m_stroher@hotmail.com\nIntrodução Apesar dos avanços técnicos, anastomose colorretal ainda apresenta risco significativo de complicações. Nesse cenário, a fluorescência com verde de indocianina surge como tecnologia promissora para avaliação da perfusão intestinal, identificando áreas mal vascularizadas que podem aumentar o risco de complicações, como fístula e deiscência. Embora inicialmente aplicada em cirurgias oncológicas, a utilização da fluorescência tem se expandido para a cirurgia de endometriose profunda, permitindo ressecções mais precisas com maior preservação neurovascular. Essa abordagem é relevante em pacientes jovens, nas quais complicações como reoperações e ostomias impactam significativamente na qualidade de vida. Estudos mostram que o uso de fluorescência com verde de indocianina reduz a deiscência anastomótica de 7,8% para 3,8%. Além disso, apesar do custo do corante, a técnica pode reduzir gastos hospitalares ao prevenir complicações e reintervenções. Neste trabalho, apresentamos nossos dados em que 301 pacientes foram submetidas à abordagem intestinal com uso de fluorescência, e apenas 3 casos evoluíram com fístula anastomótica, reforçando a segurança e eficácia da técnica.\nDescrição da Técnica O verde de indocianina é um corante fluorescente que, ao se ligar à albumina plasmática e ser excitado por luz infravermelha, permite a avaliação dinâmica da perfusão tecidual por meio de câmeras laparoscópicas com filtros específicos. A injeção é intravenosa e pode ser repetida durante o procedimento. A apresentação comercial é em frascos de 25 mg, com dose de 2,5 a 10 mg por aplicação. A fluorescência é visível de 25 a 60 segundos após a aplicação. A leitura ideal ocorre a 10 cm da ótica. A técnica é aplicada em duas etapas: 1. Avaliação da perfusão nas áreas proximais e distais antes da secção intestinal. A alça é seccionada de 1 a 2 cm acima e abaixo das regiões bem perfundidas, garantindo anastomose em tecido vascularizado e reduzindo a necessidade de reconfecção. 2. Avaliação da perfusão e integridade após a anastomose.\nComentários Finais A fluorescência com verde de indocianina tem se mostrado uma ferramenta promissora na prevenção de fístulas intestinais ao permitir avaliação precisa da perfusão. Em nossa experiência, não houve necessidade de reconfecção de anastomose, nem aumento do tempo cirúrgico ou taxa de fístulas. A técnica pode reduzir a necessidade de ileostomias e melhorar os desfechos, desde que associada a uma boa técnica cirúrgica.\nPublication History\nArticle published online:\n26 May 2026\n© 2026. The Author(s). This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution 4.0 International License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)\nThieme Revinter Publicações Ltda.\nRua Rego Freitas, 175, loja 1, República, São Paulo, SP, CEP 01220-010, Brazil","source_license":"CC0","license_restricted":false}