{"paper_id":"2064c966-1778-44de-81f7-970013ebb1c1","body_text":"ENDOMETRIOMA DE PAREDE ABDOMINAL: UM RELATO DE CASO\nDOI:\nhttps://doi.org/10.56083/RCV4N1-151Palavras-chave:\nEndometriose, Endometrioma, Parede Abdominal, Cicatriz IncisionalResumo\nIntrodução: A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de glândulas endometriais fora da cavidade uterina e as lesões são tipicamente localizadas na pelve, mas podem ocorrer em diversos locais, causando variedade de sintomas. Desse modo, a endometriose de parede abdominal é uma forma rara de apresentação e geralmente está associada à cicatriz cirúrgica decorrente de procedimentos ginecológicos e obstétricos. Objetivo: Relatar o caso clínico de uma apresentação de endometrioma de parede abdominal em paciente com cirurgia obstétrica prévia, cujo diagnóstico e terapêutica instituídos resultaram em desfecho favorável. Métodos: Esse estudo do tipo relato de caso consiste em estudo descritivo apoiado por pesquisa qualitativa e para sua elaboração foram adotadas estratégias que se basearam em fundamentos teóricos provenientes de artigos científicos e literatura disponível sobre endometriose. Os instrumentos utilizados incluíram dados clínicos e sintomatológicos do paciente, obtidos por meio da revisão de prontuário e análise de exames complementares. Considerações finais: Embora raro, se os sinais e sintomas relatados em mulheres em idade reprodutiva com história de cirurgia obstétrica forem correlacionados com as fases do período menstrual, é importante considerar a possibilidade desse diagnóstico. Portanto, estar ciente dessa condição, pode auxiliar o médico na indicação de um tratamento apropriado.\nReferências\n(1) AAGL – AMERICAN ASSOCIATION OF GYNECOLOGIC LAPAROCOPISTIS. An International Terminology for Endometriosis. Journal of Minimally Invasive Gynecology, Nov;28(11):1849-1859. doi: 10.1016/j.jmig.2021.08.032. Epub 2021 Oct 21. PMID: 34690084. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jmig.2021.08.032\n(2) HOFFMAN, B.L. et al. Ginecologia de Williams. 2ª. Ed. Porto Alegre: McGraw-Hill Artmed, 2014.\n(3) AUDEBERT, A. et al. Anatomic distribution of endometriosis: A reappraisal based on series of 1101 patients. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2018; 230:36. Epub 2018 Sep 5 DOI: https://doi.org/10.1016/j.ejogrb.2018.09.001\n(4) MINAGLIA, S. et al. Incisional endometriomas after Cesarean section: a case series. J Reprod Med. 2007;52(7):630\n(5) CARSOTE M, et al. Abdominal wall endometriosis (a narrative review) Int J Med Sci. 2020;17(4):536–542. DOI: https://doi.org/10.7150/ijms.38679\n(6) MACHADO, T.R. et al. Endometriose vesical: aspectos diagnósticos e terapêuticos. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 47, n. 01, p. 37-40, 2001. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-42302001000100028\n(7) RAHMIOGLU, N.R. et al. Genetic variants underlying risk of endometriosis: insights from meta-analysis of eight genome-wide association and replication datasets. Human Reproduction, v. 20, n. 5, p. 702-716, 2014. DOI: https://doi.org/10.1093/humupd/dmu015\n(8) SAMPSON, J.A. Peritoneal endometriosis due to the menstrual dissemination of endometrial tissue into the peritoneal cavity. American Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 14, n. 4, p .422-469, 1927 (citado por HOFFMAN, B.L. et al. Ginecologia de Williams. 2ª. Ed) DOI: https://doi.org/10.1016/S0002-9378(15)30003-X\n(9) SHAFRIR, A.L. et al. Risk for and consequences of endometriosis: A critical epidemiologic review. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2018;51:1. Epub 2018 Jul 3. DOI: https://doi.org/10.1016/j.bpobgyn.2018.06.001\n(10) BALLARD, K.D. et al. Can symptomatology help in the diagnosis of endometriosis? Findings from a national case-control study-Part 1. Wright JT BJOG. 2008;115(11):1382. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1471-0528.2008.01878.x\n(11) GIUDICE L.C.; KAO, L.C.. Endometriosis. Lancet. 2004 Nov 13-19;364(9447):1789-99. doi: 10.1016/S0140-6736(04)17403-5. PMID: 15541453. DOI: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(04)17403-5\n(12) CORAZZA, M. et al. Vulvar endometriosis: a clinical, histological and dermoscopic riddle. European Academy of Dermatology and Venereology, v. 34, n. 7, p .321-322, 2020. DOI: https://doi.org/10.1111/jdv.16257\n(13) ANDRES, M.P. et al. Extra-Pelvic Endometriosis: a systematic review. Journal of Minimally Invasive Gynecology, v. 27, n .2, p. 373-389, 2020 DOI: https://doi.org/10.1016/j.jmig.2019.10.004\n(14) DING, Y.; ZHU, J. A retrospective review of abdominal wall endometriosis in Shanghai, China. International Journal of Gynaecology and Obstetrics, v. 121, n. 1, p. 41-44, 2013. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ijgo.2012.11.011\n(15) ITOH, H. et al. Endometrial stromal cell attachment and matrix homeostasis in abdominal wall endometriomas. Human Reproduction, v. 33, n. 2, p. 280-291, 2018. DOI: https://doi.org/10.1093/humrep/dex371\n(16) CARRIERO, C. et al. Endometrioma of the abdominal wall after caesarean section. Open Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 7, n. 8, p. 907-914, 2017. DOI: https://doi.org/10.4236/ojog.2017.78091\n(17) TATLI, F. et al. The clinical charecteristics and surgical approach oh scar endometriosis: a case of 14 women. Bosn J Basic Med Sci. 2018; 18: 275- 278 DOI: https://doi.org/10.17305/bjbms.2018.2659\n(18) YOUSEEF, A.T. The ultrassound of subcutaneous extrapelvic endometriosis. J Ultrason. 2020; 20: e 176-e 180 DOI: https://doi.org/10.15557/JoU.2020.0029\n(19) SANTOS FILHO, P.V. et al. Primary umbilical endometriosis. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 45, n. 3, p. 01-07, 2018 DOI: https://doi.org/10.1590/0100-6991e-20181746\n(20) HORTON, J.D. et al. Abdominal wall endometriosis: a surgeon's perspective and review of 445 cases. The American Journal of Surgery, v. 196, n. 2, p. 207-212, 2008. DOI: https://doi.org/10.1016/j.amjsurg.2007.07.035\n(21) OZEL, L. et al. Abdominal wall endometriosis in the cesarean section surgical scar: a potential diagnostic pitfalljog. Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, v. 38, n. 3, p. 526-530, 2012. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1447-0756.2011.01739.x\n(22) SOTO, A.L. et al. Cutaneous endometriosis: presentation of 33 cases and literature review. European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology, v. 221, p. 58-63, 2018. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ejogrb.2017.11.024","source_license":"CC0","license_restricted":false}