{"paper_id":"0ac58e72-e9d5-4123-bf2f-3dc56ee68ee2","body_text":"Subscribe to RSS\nDOI: 10.1055/s-0046-1824138\nABORDAGEM LAPAROSCÓPICA DA ENDOMETRIOSE INTESTINAL: REVISÃO DE ESCOPO\nAuthors\nAutor correspondente: BARBARA DE ALMEIDA SENA DA SILVA - BBBSENASILVA@GMAIL.COM\nIntrodução A endometriose intestinal (EI) caracteriza-se pela presença de tecido endometrial ectópico no intestino, com invasão pelo menos da camada muscular própria intestinal. Esta condição acomete até 37% das mulheres com endometriose e manifesta-se com dor pélvica crônica, dispareunia, alterações intestinais e infertilidade em até 12% dos casos. Até 90% das pacientes com EI apresentam lesões no reto e sigmoide, embora, em menor frequência, o íleo-terminal e o apêndice possam ser acometidos. O manejo cirúrgico laparoscópico destaca-se pelas vantagens pós-operatórias, como menor tempo de internação e recuperação funcional mais rápida, além da possibilidade de melhor visualização e abordagem intraoperatória das lesões. Esta revisão de escopo objetiva mapear o estado atual do conhecimento sobre a abordagem laparoscópica da EI, seguindo o protocolo do Joanna Briggs Institute e o checklist PRISMA-ScR.\nMétodos Foi realizada uma busca nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando os termos: “intestinal endometriosis” AND “laparoscopic surgery”. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025 em todos os idiomas, exceto cartas ao editor, editoriais, vídeos cirúrgicos, comentários e opiniões de experts. Os artigos foram triados utilizando o Rayyan.ai.\nResultados Em conjunto, as buscas identificaram um total de 240 estudos após a exclusão de 60 duplicatas, sendo 20 elegíveis para a elaboração deste trabalho.\nDiscussão As técnicas laparoscópicas mais frequentemente utilizadas na abordagem da EI foram a ressecção segmentar retal ou sigmoidectomia, shaving retal e excisão discoide. A literatura destaca a eficácia e segurança da laparoscopia neste contexto, além de reportar frequência de complicações cirúrgicas inferior a 5%. Apesar disso, os critérios para escolha individualizada da técnica cirúrgica ainda são restritos, principalmente considerando a limitação de evidências sobre o tema. A ausência de padronização e definição de protocolos clínicos e cirúrgicos uniformes para a abordagem da EI geram divergências que atrasam o avanço no manejo desta condição.\nConclusão Embora as técnicas laparoscópicas representem uma evolução significativa da abordagem cirúrgica da EI, oferecendo vantagens intraoperatórias e menores riscos cirúrgicos, são necessários estudos mais robustos para padronizar esta abordagem e consolidar estatisticamente seu impacto clínico.\nPublication History\nArticle published online:\n26 May 2026\n© 2026. The Author(s). This is an open access article published by Thieme under the terms of the Creative Commons Attribution 4.0 International License, permitting copying and reproduction so long as the original work is given appropriate credit (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)\nThieme Revinter Publicações Ltda.\nRua Rego Freitas, 175, loja 1, República, São Paulo, SP, CEP 01220-010, Brazil","source_license":"CC0","license_restricted":false}