{"paper_id":"0649ad89-0e4c-408f-8cc6-6753992714ce","body_text":"CAPÍTULO 41 \n https://doi.org/10.58871/000.25042023.v2.41 \n \nENDOMETRIOSE: DIAGNÓSTICO TARDIO E SEU IMPACTO NO \nTRATAMENTO E NA QUALIDADE DE VIDA DA MULHER \n \nENDOMETRIOSIS: LATE DIAGNOSIS AND ITS IMPACT ON TREATMENT AND \nWOMEN’S QUALITY OF LIFE \n \nKÉLITA VITÓRIA FREITAS DE SOUSA \nGraduanda em Medicina \n \nANA CLARA LEITE ANDRADE \nGraduanda em Medicina \n \nCLARICE SOUSA LIMA \nGraduanda em Medicina \n \nISADORA CARVALHO BEZERRA DE SOUSA \nGraduanda em Medicina \n \nLAYSSA RAQUEL LIMA QUINDERÉ \nGraduanda em Medicina \n \nMARIA PAULA RODRIGUES LUZ \nGraduanda em Medicina \n \nMAYSA GABRIELA COSTA CRUZ \nGraduanda em Medicina \n \nRICARDO DA SILVA BORGES \nGraduando em Medicina \n \nSARAH ACCIOLY ALVES CARDOSO \nGraduanda em Medicina \n \nFERNANDA SILVA LOPES MACEDO \nGinecologista e Obstetra. Professora do centro universitário UNINOVAFAPI \n \nRESUMO \nOBJETIVO: Objetiva-se estudar o diagnóstico tardio e suas consequências diante do \ntratamento e da qualidade de vida das pacientes com endometriose. METODOLOGIA: Este \n\n\n \ncapítulo trata-se de uma revisão integrativa de cunho exploratório que busca a incorporação de \nevidências atuais sobre o diagnóstico tardio e o impacto da endometriose na qualidade de vida \nda mulher. Para a sua elaboração, realizou-se uma busca nas bases de dados: Medical Literature \nAnalysis and Retrieval System Online (MEDLINE) por meio do portal PubMED, Biblioteca \nVirtual em Saúde Brasil (BVS) e no Scientific Eletronic Library Online (SciELO). \nRESULTADOS E DISCUSSÃO: Diante dos critérios estabelecidos para revisão integrativa, \nforam selecionados 21 artigos, dos quais 10 eram duplicados e não disponíveis na íntegra, \natravés da leitura do título e do resumo foram selecionados 09 que após a leitura na íntegra \nforam mantidos por apresentarem contribuições relevantes para o presente estudo. Desse modo, \natravés desses estudos realizados é possível evidenciar alguns motivos que levam a esse atraso \nno diagnóstico da endometriose bem como os prejuízos tanto emocionais quanto sociais que os \nsintomas causam na qualidade de vida das pacientes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-\nse que a endometriose é uma doença crônica, no qual necessita de  um acompanhamento \nmultidisciplinar durante toda a vida reprodutiva de uma mulher, assim, a médio e a longo prazo \nos sinais e sintomas da doença podem ser controlados  e a forma de lidar com essa patologia \npossibilitarão uma melhor qualidade de vida para a paciente.  \nPalavras-chave: Endometriose; Diagnóstico; Saúde da Mulher. \n \nABSTRACT \n \nOBJECTIVE: The objective is to study the late diagnosis and its consequences on the \ntreatment and quality of life of patients with endometriosis. METHODOLOGY: This chapter \nis an exploratory integrative review that seeks the imcorporation of current evidence on late \ndiagnosis and the impact of endometriosis on women's quality of life. For its elaboration, a \nsearch was carried out in the following databases: Medi cal Literature Analysis and Retrieval \nSystem Online (MEDLINE) through the PubMED portal, Virtual Health Library Brazil (BVS) \nand the Scientific Electronic Library Online (SciELO). RESULTS AND DISCUSSION:  In \nview of the criteria established for an integrative review, 21 articles were selected, of which 10 \nwere duplicates and not available in full. Through selection of tiles and abstracts, 09 articles \nwere selected, after reading the full content, for presenting relevant information to the present \nstudy. Thus, through these studies, it is possible to highlight some reasons that lead to delay in \nthe diagnosis of endometriosis, as well as the emotional and social damage that the symptoms \ncause in the patients' quality of life. FINAL CONSIDERATIONS:  It is conclud ed that \nendometriosis is a chronic disease, which requires multidisciplinary follow -up throughout a \nwoman's reproductive life. Thus, the signs and symptoms of the disease can be controlled in \nmedium and long term and the form to deal with this pathology wi ll enable a better quality of \nlife for the patient. \nKeywords: Endometriosis; Diagnosis; Women's Health. \n \n1. INTRODUÇÃO \n \nA endometriose é uma das doenças ginecológicas mais comum, é caracterizada pelo \ncrescimento, fora da cavidade uterina, de um tecido histologicamente similar ao endométrio. \nEsse tecido pode evoluir e desenvolver dor e inflamação crônica, essa inflamação crô nica \n\n \nresulta na formação de aderências e cicatrizes na área afetada podendo assim causar \ndismenorreia, dispaurenia, dor à evacuação, dor pélvica crônica e infertilidade (FEBRASGO, \n2000). Estima-se que aproximadamente 10% a 15% das mulheres em período reprodutivo, cerca \nde 40% das mulheres com dor pélvica e 50% das mulheres com problemas de fertilidade \npossuam essa doença. No entanto, a real prevalência é difícil de definir, devido à sua \ncomplexidade e à necessidade da realização de exames invasivos para diagnóstico (FREITAS, \net al., 2011).  \nSegundo Silva, (2021), a enfermidade é relativamente desconhecida pela população em \ngeral, tendo tido uma atenção maior nos últimos tempos. As pacientes frequentemente recebem \nseus diagnósticos tardiamente, apesar de dese nvolverem os sintomas iniciais durante a \nadolescência. Sem um diagnóstico definitivo para as suas queixas, a maioria das mulheres \napresenta dificuldade para expor suas anormalidades menstruais ou procura ocultá -las para \nevitar uma estigmatização devido aos traços culturais, que tendem a naturalizar a dor durante o \nperíodo menstrual. \nA demora quanto ao diagnóstico deve ser tratada como um revés de enfática \npreocupação, uma vez que pode resultar em um tratamento tardio e até mesmo inadequado, bem \ncomo desenvolver desfechos mais graves, como um maior risco de infertilidade. Os sinais e \nsintomas da endometriose, quando não tem o devido recurso terapêutico, afetam diretamente a \nqualidade de vida das mulheres e contribuem para a perda de produtividade ou a incapac idade \nde desempenhar atividades no trabalho (SILVA, 2021).  \nEmbora o diagnóstico clínico seja um ponto de partida para reduzir o atraso entre o \ninício dos sintomas e o reconhecimento da doença, conforme as principais diretrizes \ninternacionais, o diagnóstic o definitivo para endometriose deve ser cirúrgico, tendo como \npadrão-ouro a laparoscopia para confirmação por estudo anatomopatológico da lesão. Um dos \nmétodos mais interessantes que surgiram para auxiliar no diagnóstico da endometriose é a \nultrassonografia transvaginal (USTV) que, por ser um exame acessível e não invasivo, tem sido \no método de melhor escolha para diferenciar endometriomas, que são os cistos formados na \nendometriose ovariana, de cistos ovarianos (FLORENTINO, et al, 2019).  \nOs tratamentos of erecidos atualmente como terapias farmacológicas e cirúrgicas não \nsão completamente eficazes, sendo assim a maioria deles prescrita com a finalidade de \nsupressão da dor e redução ou reversão de lesões nas mulheres que são acometidas por esta \nenfermidade. Contraceptivos orais, progesterona, danazol e agonistas do hormônio liberador de \ngonadotrofina (GnRH -a) são usados com o intuito de aliviar a curto prazo os sintomas da \nendometriose. Todavia, esses tratamentos podem apresentar efeitos colaterais consideráve is, \n\n \ncomo baixa libido, estados de menopausa e climatério femi nino, tais como calor, rubores e \nfadiga (MIRZAEE, 2021). \nSabe-se que a endometriose é um distúrbio que pode atingir amplamente a qualidade de \nvida das mulheres, interferindo no âmbito biológico, psicológico, social, marital e familiar. \nApesar disso, a avaliação do real impacto da dor pélvica e seu diagnóstico tardio ainda carecem \nde maiores estudos e filtros mais específicos, que preferencialmente coletem informações sobre \ntodas as áreas de bem -estar que podem ser relevantes para mulheres com endometriose \n(RODRIGUES, et al, 2022). \n \n2. METODOLOGIA \nEste capítulo trata -se de uma revisão integrativa de cunho exploratório que busca a \nincorporação de evidências atuais sobre o diagnóstico tardio e o impacto da endometriose na \nqualidade de vida da mulher. Para a sua elaboração, realizou-se uma busca nas bases de dados: \nMedical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) por meio do portal \nPubMED, Biblioteca Virtual em Saúde Brasil (BVS) e  no Scientific Eletronic Library Online \n(SciELO). \nPara a pesquisa, utilizou -se os Descritores em Ciências da Saúde (DECS): \nENDOMETRIOSE, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO, SAÚDE DA MULHER E \nDISMENORRÉIA, de forma isolada e cruzados utilizando -se o operador booleano AND. Os \ndescritores foram combinados da seguinte forma “endometriose and saúde da mulher\" e \" \nendometriose and diagnóstico\".  \nComo critérios de inclusão da pesquisa, foram utilizados trabalhos com texto completo \ndisponibilizados de forma gratuita nas bases  de dados, estud os realizados nos últimos cinco \nanos, nos idiomas português, espanhol e inglês. Foram excluídos estudos obedeciam aos \ncritérios de inclusão, não abordaram a temática proposta ou não apresentaram referências \nconfiáveis.  \nForam s elecionados 21 estudos para a elaboração deste trabalho e utilizou -se um \ninstrumento validado que contempla os dados referentes a identificação do artigo, local de \nrealização do estudo, características metodológicas e avaliação do rigor científico. \n3. RESULTADOS E DISCUSSÃO \nDiante dos critérios estabelecidos para revisão integrativa, foram selecionados 21 \nartigos, dos quais 10 eram duplicados e não disponíveis na integra, através da leitura do título \ne do resumo foram selecionados 09 que após a leitura na íntegra foram  mantidos por \n\n \napresentarem contribuições relevantes para o presente estudo. A figura 1 mostra o fluxograma \ndos passos seguidos nessa revisão integrativa.  \nFigura 1. Fluxograma da seleção dos estudos encontrados \nFonte: autores \nOs estudos selecionados têm o  objetivo de descrever o diagnóstico tardio e suas \nconsequências diante do tratamento e da qualidade de vida das pacientes com endometriose. \nSobre o diagnostico tardio e o seu impacto na vida cotidiana das pacientes foram \ndestacados 5 artigos que evidencia m alguns motivos que levam a esse atraso no diagnóstico, \nentre eles estão a ausência de sintomas ou um atraso no seu aparecimento, como também a \ninespecificidade desse.  \nEm relação aos prejuízos que os sintomas causam na qualidade de vida das pacientes \nforam evidenciados dor debilitante e infertilidade, dispareunia, dismenorreia, dor pélvica \ncrônica, mudança no humor e a ansiedade, que afetam tanto o emocional quanto o social. \nAssim, foi possível constatar que a endometriose é uma doença que apresenta sintomas \nvariáveis, diversos e não específicos, na maioria dos casos associados à dismenorreia, \ndispareunia, dor pélvica crônica ou dor acíclica, alterações intestinais cíclicas (distensão \nabdominal, sangramento nas fezes, constipação, disquezia e dor anal no p eríodo menstrual), \nalterações urinárias cíclicas (disúria, hematúria, polaciúria e urgência miccional no período \nmenstrual) e infertilidade. (RODRIGUES, et. al., 2022).  \n\n\n \n A fisiopatologia da endometriose ainda é tema de discussão e apresenta várias teorias  \nbaseadas em evidências clínicas e experimentais. Embora os dados epidemiológicos da doença \nsejam de difícil caracterização porque apresentam grande variação entre os autores, \nprincipalmente em relação ao diagnóstico da endometriose, acredita -se haver prev alência da \ndoença entre 5% e 10% da população feminina em idade reprodutiva (FEBRASGO, 2021).  \nO exame físico é fundamental na suspeita clínica de endometriose. Nódulos ou \nrugosidades enegrecidas em fundo de saco posterior ao exame especular sugerem a doença. Ao \ntoque, útero com pouca mobilidade sugere aderências pélvicas, nódulos geralmente dolorosos \ntambém em fundo de saco posterior podem estar associados a lesões retrocervicais nos \nligamentos uterossacros, no fundo de saco vaginal posterior ou intestinai s. Anexos fixos e \ndolorosos, assim como a presença de massas anexiais, podem estar relacionados a \nendometriomas ovarianos (FEBRASGO, 2021). \nDesse modo, é de vital importância o ginecologista reconhecer os principais sintomas e \no que se observa no exame fís ico da paciente com endometriose para realizar o diagnóstico \nprecoce da doença. Infelizmente, ainda hoje, a média estimada do tempo entre o início dos \nsintomas referidos pelas pacientes até o diagnóstico definitivo é de aproximadamente sete anos \n(FEBRASGO, 2021).   \nAlém disso, quando se trata d e patologias crônicas, entende -se que são consideradas \ndoenças prolongadas e que não se solucionam espontaneamente. Essas patologias interferem \nno dia a dia do sujeito, o que consequentemente causa um decréscimo em suas atividades diárias \ne vitalidade, tal como nas relações familiares, sociais e laborais. (RODRIGUES, et. al., 2022).  \nAtualmente, a endometriose pode ser considerada um problema de saúde pública, tanto \npor seu impacto negativo na saúde física e psicológica da mulher quanto por questões \nsocioeconômicas, visto os altos custos  com diagnóstico e tratamento. Em um estudo \nmulticêntrico realizado em 10 países europeus, a média de custo anual por paciente chega a \nquase 10.000 euros, incluindo cuidados médicos e perdas com diminuição de produtividade. \nEstima-se que mulheres afetadas pela doença perdem aproximadamente 10 horas de trabalho \nsemanal, principalmente devido à redução da eficácia (NNOAHAM, et al., 2011). \nAs dificuldades dos profissionais em identificar o quadro clínico da endometriose \ndesencadeiam custos financeiros para as pacientes. Gastos com especialistas da rede privada e \ndiversos exames solicitados foram observados nos relatos das mulheres. De acordo com essas \nexperiências, os planos de saúde são alternativas que ajudam a diminuir os custos com a doença, \ne o atendimento  pelo serviço púbico de saúde foi definido como “demorado” e de “difícil \nacesso”. (SILVA, et al., 2021). Sendo assim, a endometriose pode afetar negativamente a vida \n\n \nsocial das mulheres, uma vez que causa prejuízos físicos, psíquicos e sociais, assim como \nqualquer doença crônica, visto que a rotina já estabelecida dessas mulheres pode se limitar e \nsofrer alterações.  \nA endometriose deve ser abordada como uma doença crônica e merece \nacompanhamento durante a vida reprodutiva da mulher, momento no qual a doenç a manifesta \nseus principais sintomas. O tratamento clínico é eficaz no controle da dor pélvica e deve ser o \ntratamento de escolha na ausência de indicações absolutas para cirurgia. Os principais objetivos \ndo tratamento clínico são o alívio dos sintomas álg icos e a melhora da qualidade de vida, não \nse esperando diminuição das lesões nem cura da doença, mas sim o controle do quadro clínico \nconforme representado na figura 2 (FEBRASGO, 2021).  \n \nFigura 2. Fluxograma do tratamento da dor pélvica na paciente com endometriose \n      \nFonte: Podgaec S. Endometriose. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia  \n(FEBRASGO); 2014. \n \nSegundo Tomiyoshi et. al., (2020), em seu estudo sobre a correlação entre os achados \nda ressonância magnética nuclear e a ultrassonografia anorretal 3D em pacientes com suspeita \nde endometriose profunda, o diagnóstico definitivo dessa patologia é feito por meio do \nprocedimento cirúrgico com ressecção da lesão seguida de uma análise anatomopatológica, \napesar de o procedimento cirúrgico não ser indicado rotineiramente. Além disso, foi observado \nque pesquisas indicam a ultrassonografia pélvica como exame diagnóstico de primeira linha, o \n\n\n \nque faz da RMN e a USG endoscópica do retossigmóide como segunda e terceira linha no \ndiagnóstico da endometriose.  \nConforme Oliveira et. al., (2018), quando os implantes endometriais penetram mais de \n5 mm no peritônio, são considerados como endometriose pélvica profunda e o exame padrão \nouro para estabelecer o seu diagnóstico é a laparoscopia, mas a USG transvaginal contribui para \nna detecção da doença, haja vista que é um exame acessível, de menor custo, não invasivo e \npor possibilitar o planejamento pré -operatório nos casos em que é necessário o tratamento \ncirúrgico. Desse modo, esse exame está sendo mais recomendado como primeira escolha de \nmétodo de imagem por seus benefícios, mas essa avaliação deve ser feita com protocolos \npadronizados e bem estabelecidos.  \nAdemais, em se tratando do tratamento cirúrgico para endometriose profunda, as \ntécnicas usadas são a dissecção da camada muscular, denominada de shaving, ressecção discal \ne ressecção intestinal (segmentar ou remendo). As duas primeiras técnicas pos suem as \nvantagens de menor tempo cirúrgico, menor tempo de internação e menor chances de \ncomplicações. Já a técnica de ressecção pode levar a maior tempo cirúrgico e internação, íleo \nparalítico e complicações intestinais como as fístulas. Dessa forma, a es colha da técnica vai \ndepender do número de lesões observadas nos exames de imagem, da sua localização e da \nexperiência do cirurgião (TOMIYOSHI et al., 2020). \nMesmo com a alta morbidade e os custos de saúde associados à essa condição, a causa \nexata da endometriose permanece desconhecida, apesar de já existir muitas teorias a respeito \ndas causas fisiopatológicas dessa doença, infelizmente, os tratamentos farmacológicos e \ncirúrgicos não são completamente eficientes para o controle. Nesse sentido, o estudo realizado \npor Ahmadi (2021), tenta entender o efeito da medicina complementar no tratamento e na \nmitigação do risco de endometriose, concluindo que a prática de atividade física traz benefícios \npara as pacientes por reduzir a resistência à insulina e a hiperin sulinemia, vale citar que a \nhiperinsulinemia aumenta a concentração de estrogênios, o que diminui a concentração de \nSHBG e eleva a concentração do fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1), podendo \nestimular a proliferação de células endometriai s diminuindo as concentrações da proteína de \nligação do fator de crescimento intestinal. \n4. CONCLUSÃO \nA endometriose é uma doença inflamatória benigna causada pelo crescimento anormal \nde tecido endometrial fora da cavidade uterina. As manifestações clínicas incluem a dor pélvica, \ndismenorreia como também a dispauren ia. C ontudo, para esclarecer o diagnó stico dessa \n\n \npatologia, são necessários exames complementares, entre eles, a ultrassonografia transvaginal \ne a ressonância magnética.   \n          Além de prejuízos em atividades laborais, familiares, conjugais, físicos e psíquicos, a \nendometriose tem como uma das suas maiores repercussões a infertilidade. Com isso, afim de \nevitar complicações como essa, é necessário conhecer e abordar corretamente as manifestações \nclínicas presentes na doença. Como também, é importante o diagnóstico precoce e tratamento, \ncom a finalidade de diminuir os danos causados a paciente.  \n          Baseado no exposto, conclui -se que a endometriose é uma doença crôn ica, no qual \nnecessita de um acompanhamento multidisciplinar durante toda a vida reprodutiva de uma \nmulher, assim, a médio e a longo prazo os sinais e sintomas da doença serão controlados e a \nforma de lidar com essa patologia possibilitarão uma melhor qualidade de vida para a paciente.  \n \nREFERÊNCIAS \n \nFederação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). \nEndometriose. São Paulo: FEBRASGO, 2021 (Protocolo FEBRASGO-Ginecologia, n. \n78/Comissão Nacional Especializada em Endometriose). \n \nFederação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Tratado \nde ginecologia. Rio de Janeiro: Revinter; 2000. \n \nFLORENTINO, A. V. DE A. et al. Quality of Life Assessment by the Endometriosis Health \nProfile (EHP-30) Questionnaire Prior to Treatment for Ovarian Endometriosis in Brazilian \nWomen. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia / RBGO Gynecology and \nObstetrics, v. 41, n. 09, p. 548–554, set. 2019. \n \nMIRZAEE, F.; AHMADI, A. Overview of the Effect of Complementary Medicine on \nTreating or Mitigating the Risk of Endometriosis. Revista Brasileira de Ginecologia e \nObstetrícia / RBGO Gynecology and Obstetrics, v. 43, n. 12, p. 919–925, dez. 2021. \n \nNNOAHAM, Kelechi E. et al. Impact of endometriosis on quality of life and work \nproductivity: a multicenter study across ten countries. Fertility and sterility, v. 96, n. 2, p. \n366-373. e8, 2011. \n \nOLIVEIRA, Jorge Gilmar Amaral de et al. Ultrassonografia transvaginal na endometriose \nprofunda: ensaio iconográfico. Radiologia Brasileira, v. 52, p. 337-341, 2018. \n \nPodgaec S. Endometriose – Coleção Febrasgo. Rio de Janeiro: Elsevier; 2014. \n \nRODRIGUES, Luciana Abrantes et al. Análise da influência da endometriose na qualidade de \nvida. Fisioterapia em Movimento, v. 35, 2022. \n \nRotinas em Ginecologia - Fernando Freitas et al. - 6ª edição - Porto Alegre: Artmed, 2011 \n\n \n \nSILVA, Carla Marins et al. Experiências das mulheres quanto às suas trajetórias até o \ndiagnóstico de endometriose. Escola Anna Nery, v. 25, 2021. \n \nTOMIYOSHI, Murilo Masanobu et al. Correlação entre achados de ressonância magnética \nnuclear e ultrassonografia anorretal 3D em pacientes com suspeita de endometriose profunda. \nRevista de Coloproctologia (Rio de Janeiro), v. 40, p. 243-246, 2020.","source_license":"CC0","license_restricted":false}